Mad Men – 7×11 – Time & Life

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Imagem: Plano Crítico

 

No, it’s not. It’s not a normal day.” (Meredith)

Sim, Meredith, você está certa. Time & Life não foi um episódio normal, pois o dia na Sterling Cooper foi atípico. O borburinho de que a empresa se fundaria a McCann tomou conta na Sterling Cooper e pegaram todos de surpresa, inclusive os diretores. Quando anunciaram oficialmente a notícia, os empregados ficaram um tanto revoltados e nem ligaram para o que estava sendo dito. Eles viraram as costas e deixaram Joan, Draper e cia falando sozinhos. Parece que a autoridade de Don na SC&P não é mais a mesma…

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Lembro-me da Peggy, na primeira temporada, como uma mulher sonhadora, vislumbrada com aquele novo mundo que ela estava vivenciando. Naquela época, a personagem vê Pete Campbell pela primeira vez, se apaixona por ele perdidamente e esse amor que ela sentia é correspondido. A partir desse momento, eles têm um romance que resulta numa gravidez indesejada pelos dois. Durante muito tempo, queria ver Peggy e Pete juntos, pois os achava um casal “cute” e eles tinham tudo a ver, mas agora não compactuo com essa opinião mais. É nítido que o sentimento que ambos tinham um pelo outro se foi e é um pouco estranho vê-los trabalhando juntos sem se lembrar desse rápido relacionamento. Na minha opinião, Peggy é assim fria nos seus relacionamentos amorosos, devido à esse romance com Campbell, que pode tê-la traumatizado de tal forma, que ela tem medo de se envolver demais, se apaixonar demais, se permitir demais e acabar sofrendo. Nesse sentido, como Peggy é a figura feminina do Don, meu desejo é que ela acabe sozinha, assim como desejo o mesmo para Don.

A série se passa nos anos 70, e naquela década – até hoje – ser mãe solteira ou abandonar um filho é motivo de julgamentos. Sempre ouvimos o seguinte discurso: “mãe que é mãe não abandona seus filhos”. Imagina se todos souberem que Peggy o rejeitou e mais ainda: que o filho é do Pete. O filme dela ficaria queimado para sempre, não só dentro da SC, como também nas outras empresas de publicidade. Ela seria julgada como mãe, mulher e publicitária. Sabemos que Peggy é uma das melhores no ramo, mas esse detalhe da sua vida particular viraria um grande problema. O machismo, portanto, impera.

A verdade é: a mulher sempre paga o preço mais alto. Vejamos o caso da Trudy. Ela se separou de Pete e é vista pelos homens como uma mulher vulgar e não “aquela que foi feita para casar”. A situação da Peggy também é parecida com a da Trudy. Joan pode ser incluída nessa situação, pois ela é eternamente julgada profissionalmente, como se isso interferisse na sua competência.

Enfim, esse episódio nos mostrou que o ciclo está terminando. Consegui sentir que Mad Men está acabando e nos dando adeus. Foi legal vermos Don, Joan, Ted, Roger e Pete tentando ao máximo salvar a SC&P e se ferrando por isso. Ao mesmo tempo, o pensamento deles foi “pelo menos tentei” e isso é louvável. De uma coisa, tenho certeza: novos tempos virão e com eles, novos desafios.

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Daniele Duarte

Daniele Duarte

Carioca da gema, amante de literatura clássica. Machado de Assis é o seu autor favorito. O tríade de melhores séries são Six Feet Under, Breaking Bad e Sherlock . Séries inglesas também faz parte da sua grade de séries. Ela é a pessoa que chora rios com a series finale de SFU.

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