Madam Secretary – 2×15 – Right of the Boom

Madam Secretary Right of the Boom
Imagem: K Site TV

 

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Madam Secretary desenvolveu um grande arco com uma história e você nem sequer percebeu, porque para quem não entende inglês, o episódio anterior a este fora batizado de Left of the Boom, isto é, lado esquerdo da explosão, já este aqui foi o lado direito da explosão. Ou seja, foi um daqueles momentos na temporada que os roteiristas continuam uma determinada história em um arco maior de episódios do que o normal. Tal estratégia foi algo que esta série não tinha feito antes, mas quer saber? Poderia se tornar uma rotina, porque funcionou muito bem.

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Right of The Bomm Madam Secretary
Imagem: K Site TV

De um lado foi explorado o lado político, humanitário e estratégico de toda aquela situação, enquanto nesse aqui, o foco maior esteve concentrado no lado humano e familiar de Elizabeth, aquela que se preocupa com a saúde dos filhos e não aguentaria a dor de perder seu marido. Consequentemente, tudo isso deu uma grande oportunidade para Téa Leoni sair da sua zona de conforto e entregar uma das suas melhores performances em muito tempo, visto que tal problemática entregava para a atriz o espaço para ela explorar muito bem a carga dramática que a cena trazia consigo.

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Entretanto, não pense que o assunto “terrorismo” ficou fora da pauta de discussão do episódio, porque estava tudo lá, mesmo que isso não tenha recebido a atenção que merecia. Na verdade, essa foi uma das maiores falhas que o roteiro nos trouxe, pois tudo aquilo que foi falado e discutido na sala de situação, desde a contestação de Elizabeth sobre as informações trazidas pela CIA até a autorização do Presidente Dalton para um determinado ataque, não foi feito para empolgar ou levar o telespectador a euforia mais plena possível. A impressão que tive foi que estava cumprindo o protocolo para que o telespectador não julgue tudo aquilo, como fantasioso demais.

Quanto às tramas paralelas, acredito que está faltando uma grande história ali. Seja no núcleo familiar ou no escritório da Secretária de Estado. Tivemos aqui Matt indo dormir na casa de Nadine com ambos discutindo sobre o gosto dela por teatro, que depois termina, sem muito sentindo, com os dois rindo sobre um descuido dele ao preparar o café da manhã. Percebe o quão aleatórias essas situações paralelas são? Pois bem, ressalto que Daisy está completamente esquecida, seja na sua vida privada ou na profissional, visto que ela não desenvolve absolutamente nada de novo. Blake é um personagem que ensaiou uma subida ao elenco principal em razão do seu relacionamento com um ex-jogador de futebol, se não me engano, no início da primeira temporada.

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Mesmo sem uma promo do próximo episódio divulgada até o momento, posso garantir que tais problemas são pontuais e que Madam Secretary continua sendo, não só, um dos melhores produtos da CBS, como também de toda a televisão aberta dos Estados Unidos. Restam apenas sete episódios nesta segunda temporada, mas eu espero que ainda venha a quarta, quinta e que esta série seja próspera por muito tempo. Quem sabe até lá, Elizabeth McCord não se candidata a Presidente?