Madam Secretary – 2×19 – Desperate Remedies

Imagem: Entertainment Weekly

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Lembra quando disse que o roteiro de Madam Secretary possui uma capacidade bizarra e admirável de estar à frente do futuro? Pois bem, eles fizeram novamente e ainda melhor do que a previsão dos Simpsons sobre a candidatura de um certo Donald Trump. O trunfo desta semana foi trabalhar uma história sobre a libertação de garotas nigerianas que outrora teriam sido capturadas, bastante parecido com um fato que desenrolou-se nesta semana com a CNN divulgando um vídeo exclusivo sobre meninas, também oriundas Nigéria, sequestradas pelo grupo terrorista do Boko Haram.

Imagem: Cartermatt

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Entretanto, por meras questões de cálculo ou de impacto do próprio roteiro, tudo o que Madam Secretary nos trouxe neste décimo novo episódio soou um pouco fraco, sem musculatura e (pior) mostrando uma certa incapacidade de trazer o telespectador para dentro da história, apelo que o texto vinha fazendo com muita facilidade nos casos que vimos desenrolarem-se anteriormente. Acredito que isso aconteceu em razão da falta de um objetivo, isto é, a impressão que tive é que Desperate Remedies é mais uma ilha no meio de uma temporada que não terá muita relevância no objetivo final.

A performance de Téa Leoni ainda continua inquestionável. Hoje, não vejo nenhuma atriz que consiga atingir exatamente aquilo que os roteiristas e o showrunner desejam com outra profissional como protagonista deste drama. Entretanto, gostaria de ver a direção dando foco para outros membros do elenco, visto que em determinados momentos a sensação que tenho ao assistir é que Téa está carregando tudo nas costas. Serei repetitivo ao insistir em Tim Daly, pois Henry é um personagem fenomenal que hoje limita-se ao alívio cômico e questões relacionadas ao Oriente Médio. Não perderei as esperanças de vê-lo na sala de situação junto com o Presidente, a Secretária de Estado e o de Defesa tomando uma decisão importante.

Outra coisa que infelizmente ficou no esquecimento foi o foco na política doméstica. Sei que a Secretária de Estado está justamente lá para lidar com situações que extrapolam o território americano, mas deixa a história mais dinâmica, mais verossímil com a realidade atual dos Estados Unidos e também integradora, bem porque, eles estão interligadas em diversas vezes. Analisamos o Zika Vírus por exemplo, que na semana passada, os republicanos da Câmara dos Deputados, lá na terra do Tio Sam, travou a possibilidade do governo federal bancar uma vacina para combater a epidemia, cujo alcance atualmente é global.

Tenho certeza que algumas dificuldades que o episódio demonstrou aqui, foram meros pontos foras da curva e que logo em seguida, teremos Madam Secretary dominando a TV aberta e mostrando ser um dos melhores dramas atualmente no ar, não apenas na CBS.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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