Madam Secretary – 3×02 – The Linchpin

Madam Secretary The Linchpin MAIOR

Imagem: CBS

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Antes de começarmos a comentar sobre esse episódio, gostaria de saudar a capacidade dessa série em prever o futuro. Isso porque após o Season Premiere dedicar grande parte do seu tempo a discutir o aquecimento global em razão de um acidente com uma base militar no Bahrein, nesta última terça-feira (11) em um discurso em Miami, Hillary Clinton falou exatamente sobre esse tópico ao lado de um dos principais ambientalistas na política, o ex-vice presidente e ex-candidato à Presidência, Al Gore. Não é sensacional? Não me canso de ficar impressionado por essa capacidade.

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Madam Secretary The Linchpin MENOR

Imagem: TV Show Time

Elogio feito, voltemos para a imparcialidade, se ainda é possível, para examinar The Linchpin e ressaltar o grande esforço dos roteiristas em desenvolver inúmeras tramas paralelas de uma única vez – espionagem no Jason, uma guerra civil na Argélia pronta para acontecer, Herny querendo voltar a trabalhar para o governo americano, a provável corrida do atual Presidente como independente e a revolta no partido pela possibilidade disso acontecer.

E é aí que, infelizmente, o problema se encontra porque, desde o princípio de Madam Secretary, ressalto que é de suma importância que a série consiga desenvolver-se em várias frentes – política externa, política doméstica e a vida familiar de Elizabeth, claro que não tudo de uma única vez, mas em doses homeopáticas. Entretanto, os roteiristas nunca mostraram-se capazes de desempenhar tal tarefa, até porque é difícil criar uma problema diplomático convincente e ainda focar numa hipotética reforma na segurança social proposta pelo Presidente. Levando em conta, portanto, essa dificuldade constante desde o episódio piloto, como (e porque) trazerem uma overdose de questões?

A edição, em diversos momentos, estava extremamente mal feita expondo o problema de tentar compilar tudo o que queriam fazer em quarenta minutos, cenas importantes, como as negociações com o Primeiro Ministro (acredito eu) da Argélia, que sequer ganharam a atenção necessária porque, de repente, Jason estava sendo espionado por alguém que nem mesmo o FBI sabe informar. Na Season Premiere, o telespectador viu uma grande quantidade de informações sobre o sistema eleitoral estourando na tela, mas em The Linchpin tudo isso sumiu.

Apesar de ter ficado extremamente honrado em ver o Brasil (juntamente com Portugal) serem reconhecidos pela sua gastronomia em outra cena completamente avulsa, nesse segundo episódio vimos uma série tentar fazer o que nunca conseguiu, ou sequer tentou, entregar no passado. É preciso que os roteiristas saibam exatamente onde querem ir e principalmente sobre o que falar em seguida, bem porque, é bem provável que se essa bagunça continuar o telespectador não saberá dizer se Iowa é um estado americano a ser vencido nas eleições, ou um país na qual os Estados Unidos precisa intervir.

 

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