Madam Secretary – 3×06 – The Statement

Madam Secretary The Statement MAIOR

Imagem: Carter Matt

 

Woody Allen já dizia, “A vida não imita a arte, mas sim má televisão, realidade exatamente essa que nós vivemos no momento, onde a Fox News é o canal de maior audiência da TV a cabo americana e os eleitores que votaram nas últimas eleições, elegeram o canal como “o mais confiável”. Todos sabemos o resultado naquela terça-feira, porém insisto em acreditar na utopia de que um dia os eleitores, ativos ou passivos, assistirão a The Statement e confiem nessa América desejada um pouquinho mais.

Madam Secretary The Statement MENOR

Imagem: Spoilers Guide

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Após um grande atentado numa cidade do estado de Illinois, que sequer abriga uma população significante de muçulmanos, o Departamento de Estado é atingido por críticas não pela falta de segurança que resultou no incidente ou pelos embaraços diplomáticos, mas sim por uma eventual ligação de um dos principais funcionários com a sinagoga que teria “incentivado a radicalização” do terrorista responsável por explodir a cafeteria em Chicago.

Todas essas movimentações acontecem em meio, claro, a uma eleição super confusa em que o Presidente tenta a reeleição numa candidatura independente. Tempestade perfeita, não é mesmo? As coisas ficam ainda melhores, historicamente falando, porque é a partir daí que a própria administração pressiona um agente federal que venha a público fazer uma autodefesa e garantir ao povo americano que ele não tem nenhuma ligação com terrorismo, só pelo fato de frequentarem a mesma sinagoga e praticarem a mesma religião.

Concordo que o roteiro poderia ter polido melhor seus diálogos quando resolveu passar uma mensagem didática e até mesmo moralista para seus telespectadores. É pontual e é necessário para um país cujos apoiadores do Presidente eleito da vida real sonham com a ideia de retornar aos tempos da Segunda Guerra Mundial, onde japoneses eram colocados em campos de internamento pelos simples fato de serem japoneses, só que desta vez com muçulmanos.

Acredito que Madam Secretary tem uma voz e tem meios de fazê-la ser ouvida, basta que use da maneira correta e que consiga ter aderência até mesmo naquela população que comemora o fato de tempos sombrios estarem por vir. Espero também que um dia tenha a capacidade de dizer: A vida não imita a arte, mas sim a excelente televisão!

 

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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