Madam Secretary – 3×11 – Gift Horse

Madam Secretary Gift Horse

Imagem: SpoilerTV

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A última vez que tivemos a oportunidade de acompanhar Madam Secretary, um acordo de paz histórico fora fechado entre Irã e Israel, sob bênção dos Estados Unidos. À época, todos concordamos que não tínhamos visto apenas um excelente episódio, como também uma amostra de que a ficção estava apresentando uma realidade quase utópica em tempos de xenofobia, crise econômica e valores desvirtuados. Porém, na sua estreia em 2017 assistimos uma Madam Secretary muito mais comprometida em ironizar o mundo real e disparar uma piada ou outra.

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Às vésperas da cerimônia de posse para o segundo mandato, o Presidente Dalton tem que lidar com um processo de um dos candidatos perdedores na justiça federal de Ohio que pode fazer com que o resultado final das eleições seja revertido. Para quem acompanha, sabe que tais manobras são recorrentes em anos competitivos, como 2016 e 2000, mas que no final das contas servem apenas para vender jornais e aumentar a audiência de canais jornalísticos, visto que é extremamente difícil reverter a escolha do povo. Confesso que não gostei da maneira como o roteiro propôs a resolução para o desafio, foi rápido, sem muita inteligência e apressado.

Madam Secretary Gift Horse 3x11

Imagem: Spoilers Guide

A atenção dos roteiristas ficou, felizmente, com o cavalo enviado do governo da Mongólia como presente. O que pode parecer estranho do ponto de vista narrativo. Para o lado diplomático certamente representa um grande problema em razão do referendo que o povo mongol está prestes a dar – ou permanece como nação independente ou torna-se parte da República Popular da China. A aceitação do presente significa que o governo americano está tomando lados numa decisão que deveria ser unicamente do povo, criando uma tensão com todos os países asiáticos interessados no resultado.

É verdade que a proposta pode parecer apelativa para tornar a história mais leve e menos pesada, mas assim que o roteiro apresenta suas intenções por completo é possível entender que o cavalo é mais um pretexto de falar da Rússia, ou melhor de uma interferência cibernética que o país fez para que o governo americano ficasse com sua imagem de neutralidade arranhada. E esse foi o fator que tornou esse episódio ainda melhor, mais interessante e, principalmente, muito mais inteligente do que meramente concluir o arco eleitoral iniciado no início desta temporada. Foi uma cutucada precisa, mas extremamente elegante.

Quanto à tarefa de Stevie de convencer o poeta convidado do Presidente em remodelar o poema da posse, o deleite cômico do telespectador foi ainda maior com a chegada Jareth. Do elenco de apoio, o personagem é um dos meus preferidos pela capacidade que ele tem de participar de cenas dramáticas e leves, mas mesmo assim ter bons diálogos e entregar um ótimo trabalho. O que também é um grande mérito de Christopher O’Shea que reforça, a cada participação, o quão sensacional ele seria se integrasse o elenco regular.

 

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