Madam Secretary – 3×15 – Break in Diplomacy

Imagem: Spoilers Guide

Assim que a CBS exibiu Labor of Love na semana retrasada e divulgou o promo do episódio desta semana, onde trazia a intenção de encenar um suposto assédio sexual do recém empossado Presidente das Filipinas na Secretária de Estado dos Estados Unidos, não agradou nem um pouquinho a administração da vida real da nação asiática, como a Boston Globe nos reportou. Confesso que depois que li o artigo fiquei com ainda mais vontade de conferir Break in Diplomacy.

Imagem: Global TV

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Adoro quando o roteiro resolve desenvolver algumas questões diplomáticas, pois são nessas oportunidades que sou apresentado a alguns fatos históricos e me obrigo a pesquisar, como o episódio dedicado inteiramente a falar sobre o conflito com o Mar do Sul da China ou o Conflito na Caxemira entre a Índia e o Paquistão. Desde então, já sabia que iria gostar dessa ideia pelo simples fato de dar uma atenção especial a um país como as Filipinas, espremido dentre tantas potenciais regionais e globais.

A semelhança com Rodrigo Duterte, o Presidente bufão da vida real das Filipinas, é cômica, extremamente divertida e, infelizmente, longe de ser caricata. Tudo muito divertido até o momento que o roteiro resolve subir o tom e abordar algo que está longe de ser assunto de ficção – assédio sexual. Quem diria que num procedural sobre diplomacia e relações internacionais, os roteiristas teriam um espaço para falar algo tão fundamental para qualquer, repito, qualquer sociedade.

Não entrarei no mérito sobre o quão correto foi a maneira que o roteiro abordou tal assunto, até porque fiquei satisfeito com a amarração final, mas olho para a abordagem com um sinal de maturidade da própria CBS em dar espaço para que uma ideia como essa seja desenvolvida. Não que a emissora seja a favor de violência doméstica, abuso ou assédio, até porque a esposa do CEO do canal apresenta um programa bastante interessante todas as tardes, mas o engessamento ficou cada vez mais evidente quando percebeu-se que a empresa tinha uma programação composta de homens brancos e ricos, poucas mulheres e pouquíssima diversidade.

Há uma cutucada velada à Donald Trump em toda essa situação, em referência a desastrosa gravação da Access Hollywood, mas o que importa é que Madam Secretary voltou a sua mais plena forma onde consegue atingir seu objetivo, passar uma mensagem de otimismo e reforçar o quão azarados nós somos de não termos Elizabeth McCord como a Secretária de Estado da vida real, até lá nós ficamos com Rex Tillerson, que acaba de dar início a uma viagem a países aliados na Ásia sem a presença da imprensa no avião.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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