Madam Secretary – 3×16 – Swept Away

Imagem: SpoilerTV

Quando as primeiras críticas do piloto de Madam Secretary começaram a sair em setembro de 2014, li muitos jornalistas chamando essa série de uma “propaganda velada” ao trabalho de Hillary Clinton no Departamento de Estado, até porque os Estados Unidos estava muito perto de começar a campanha para as eleições de 2016 na Summer Season de 2015. Apesar de toda essa chateação, nunca estive tão empolgado para assistir uma série. Assistir Swept Away, me fez lembrar desse frescor de novo e da excitação de conferir algo de qualidade.

Imagem: Recap Guide

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Esse episódio, felizmente, não traz apenas a boa televisão que a CBS tem esquecido de produzir a algum tempo, mas sim um estado de espírito que eu não tinha a oportunidade de conferir desde o Series Finale de Six Feet Under. É verdade que grande parte da sensibilidade de Swept Away vem do fato da adição de uma grande quantidade de monges no centro da situação problema, mas a mensagem que o roteiro passa aqui é muito além da filosofia budista.

Para os outros telespectadores, esse episódio é mais um que traz o governo americano tentando lidar com a perturbação da China, como é de praxe na vida real, que em razão de uma criança pode colocar um acordo climático exaustivamente negociado entre 200 países em perigo. Pode parecer algo bastante simples e até mesmo corriqueiro, mas é aí que aparece o roteiro para tirar Madam Secretary da zona de conforto e do previsível.

Finalmente, e escrevo isso com alívio, resolveram nos apresentar a Vice-Presidente dos Estados Unidos, interpretada com muito rigor, elegância e concentração por Jan Maxwell que também faz um belo caso do porque deveria se tornar parte do elenco regular. Todavia, ela aparece aqui não só para dar musculatura a um elenco já bastante forte, mas sim para reintroduzir política doméstica na narrativa deixada de lado desde o início da segunda temporada, se não estou enganado.

A ideia de trazer um Senador da Pensilvânia preocupado com o setor de mineração do seu estado ficou um pouquinho confusa, visto que a unidade da federação não é mais uma referência na área desde a década de 1950, poderiam ter trazido alguém da Virgínia Ocidental, Kentucky e até mesmo forçar a barra com a Virgínia. Apesar do escorregão, dou pontos para o roteiro por ter se preocupado com a verossimilhança do processo de aprovação de um tratado pelo Congresso.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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