Madam Secretary – 3×17 – Convergence

Imagem: Recap Guide

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Depois de um episódio muito tocante na semana passada, que trouxe a filosofia budista de uma maneira tão fácil de se compreender, Madam Secretary decide aumentar o tom político e tocar numa questão central do debate do momento nos Estados Unidos – proteção, segurança e privacidade na internet. Isso porque em Convergence, vemos a Secretária de Estado, e todo o governo, lidando com o seu primeiro traidor e fonte de uma série de vazamentos confidenciais do Departamento de Estado.

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Imagem: CBS

Para muitos, é um momento onde os roteiristas tocam na questão de Edward Snowden ou de Julian Assange, mas como não acredito que essas duas figuras mereçam o prestígio de um episódio inteiro em sua homenagem, percebo que a verdadeira intensão aqui é colocar-nos num debate maior e mais ousado do que simplesmente abrir para discussão do “contra” ou “a favor” dos mais notórios leakers dos Estados Unidos e do mundo.

No momento em que o Wikileaks revela que a CIA está muito frágil quanto à ataques cibernéticos, como observa-se nessa ótima matéria da NBC News, o país também debruça-se sob a recém derrubada ordem executiva da Era Obama que proibia que as operadoras de internet vendessem, repito, vendessem seu histórico de pesquisa para qualquer um que esteja interessado em compra-las. É um assunto sensível que transcende um mero episódio de Madam Secretary, mas é um excelente abridor de oportunidades.

Com toda essa questão sendo tratada, também tivemos um “problema” diplomático correndo paralelamente a tudo isso que foi a ameaça de extinção dos rinocerontes negros na Namíbia. Não me leve a mal, é um assunto extremamente sério que merece a nossa constante atenção, mas o problema é que o roteiro usou tal narrativa como um escapismo cômico ao invés de subir o tom como se deveria. Minha indicação é que procurem um documentário no Animal Planet.

Continuo não prestando atenção à história envolvendo Henry, o que é realmente uma lástima. Confesso que não é por má vontade, mas sim pelo fato dessas ideias tornarem-se repetitivas a cada momento que o personagem fica sem rumo. Ele consegue um novo emprego, entra numa operação ultra secreta a contra gosto da esposa, se fere e em seguida recebe o apelo de Elizabeth para parar de desenvolver tal projeto. Ele cede, fica algum tempo sem fazer nada e em seguida o ciclo recomeça. Tim Daily merece e precisa de algo melhor.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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