Marco Polo – 1×05/06/07

MARCO-POLO

 

E chegamos a metade da primeira temporada de Marco Polo. Sem sombra de dúvidas, a série mostra uma evolução considerável, especialmente em relação ao conforto de Richelmy (Marco Polo) em interpretar seu personagem.

A história, nesse ponto, mostra sinais claros de que vai engrenar, traçando um caminho do herói para Marco, ao estabelecê-lo como criado sem pais, sem ligações com a família, que após abandonado abraça um mundo maior, apesar de menos confortável, em busca de quem realmente ele é. E talvez esse seja o aspecto que mais incomode na produção.

Conseguimos vislumbrar muito da personalidade de todos em volta de Polo, mas suas reais motivações são um mistério até aqui talvez pelas limitações do ator que o interpreta, talvez pela vontade do roteiro ou por se tratar de um personagem histórico, apesar de nem toda história estar sendo seguida ao pé da letra, como já era esperado (e que não é, por si só, um demérito).

Mas no quinto episódio, Hashashin, temos mais acesso a quem o personagem de Polo é. Será que essa informação veio tarde para uma audiência ávida por histórias fáceis e uma crítica acostumada ao padrão hollywoodiano de contar histórias?

Conforme visto no episódio passado, cabe a Marco dar a sentença a seu pai e tio. Antes que isso possa ser resolvido, um dardo envenenado ameaça a vida de Khan. Os malfeitores são controlados pelas novas habilidades ninjas de Marco, Cem Olhos (que nesse ponto já é o personagem preferido de todo mundo) e Byamba, um guerreiro gigantesco, que usa um moicano estiloso.

Cem Olhos identifica os assassinos como sendo dos Hashashin (rá-xaxim? (R)assassin? Não entendo de História, mas: (1) ou essa tribo realmente existiu ou (2) foi a pior piada feita com um nome da história). Eles foram treinados por Oldman e cabe a Marco e Byamba ir atrás dele para descobrir quem os contratou. Antes de ir, no entanto, Marco tem um encontro com a Princesa Azul que o aconselha a partir. Não sei vocês, mas essa mulher precisa se decidir, afinal ela não havia colocado as cobras na caixa para matar Marco uns capítulos atrás? Qual é a dela?

Essa viagem termina unindo os dois por laços de relações desastrosas com seus respectivos pais. Byamba é filho de Khan com uma comcubina, e por isso pode subir até determinado degrau nas relações da realeza e o pai de Marco… bom, vocês sabem.

Enquanto isso, Jinging tem que ouvir desaforos do ministro das finanças, Ahmad, que quer um ataque contra os chineses, prováveis mentores do crime contra o Khan. Na cidadela chinesa, Jia apresenta para os ministros os corpos mutilados dos soldados – que ele mesmo mutilou – como obra dos Mongóis e, com isso, toma a dianteira mais uma vez sobre a Imperatriz Dowager, com os rebeldes ao seu lado para a guerra.

Ao encontrarem Oldman, através de licergia e Ópio, Marco e Byamba descobrem que o trabalho para matar o Khan é interno. Fica bem óbvio que se trata de de Ahmad, o ministro das finanças. Ou não? Pode ser a Princesa Azul, que tem informações de que “a guerra esta chegando” e que ainda não foram explicadas como. Ou Lorde Kaidu, líder puro-sangue Mongol. Ou até Jinging, mostrando que tem alguma fibra…

O final dá o tom de quem Polo é agora, quando seu pedido de perdão completo para seu pai e tio é negado e neles é feita a “marca do ladrão”. Marco fica ao lado do Khan e sua nova família Mongol, mostrando evolução e lógica aos acontecimentos mostrados até então. Ponto para o roteiro!

Com esses acontecimentos, especialmente nas visões de Marco durante o sonho drogado, sua amizade com Byamba e o desenvolvimento de sua relação com seu pai, conhecemos mais dele, num episódio que não tira o foco dos acontecimentos políticos e da corte, mas acerta no tom de apresentar o real protagonista dessa história.

mp1x6O que nos leva a White Moon, sexto episódio da série. Através do reconhecimento da letra de Sanga, o coletor de impostos agora morto, Marco e Byomba partem em seu encalço. A proposta aqui é de investigar e interrogar e o episódio se foca nisso, mas as atenções de quem assiste é de que o ministro da economia é o culpado óbvio.

Quando é interrogado, Ahmad desvia a culpa para o mestre espião, Yusef. Esse responde de maneira assertativa mas, no caso da morte do Khan, ganharia muito poder, deixando nossos CSI: Mongólia sem ter muita certeza do culpado.

Ainda temos a filha de Lorde Kaidu, que procura proteger o Khan e chega a cidade, para desgosto da princesa azul. Numa conversa entre Tulga e Marco o primeiro afirma que a princesa azul era sua prometida: Mas como isso é possível se ele não é de sangue real? Ela simplesmente não é a real princesa azul, já que tomou o lugar da verdadeira!

Quem também não tem sangue real e circula pelo poder é Jia, que é substituído por um novo chanceler para os preparativos da coroação iminente que irá acontecer. Ele perde influência, apesar de suas recentes vitórias, e repousa sobre Mei, sua irmã, as únicas chances de reconquistar o poder perdido. Essa passa um veneno nos lábios e, numa cena sensual, mira a imperatriz para o beijo assassino mas termina acertando uma pobre coitada que participava da sacanagem. Mais uma falha para desespero de sua filha que é torturada por seu irmão.

Apesar da celebração da Lua Branca ser importante para o Khan aparecer poderoso, é a imperatriz que se mostra ardilosa, vendo a princesa azul e Marco muito próximos e sugerindo que é hora de Jinging arrumar uma esposa. É dela também o momento salvador que livra seu marido da morte nas mãos de Mei. Agora, capturada, ela torna impossível as chances de seu irmão e volta para os Chineses todas as suspeitas sobre a ultima tentativa de assassinato.

No fim, Marco aponta a investigação como inconclusiva, mas ele mesmo se torna um dos suspeitos por Yusef, em uma conversa privada com o Khan. Isso sim, seria uma grande reviravolta!

mp1x7O sétimo episódio, The Scholar’s Pen, entendemos como Jia é perturbado. Ainda adolescente, ele observa sua irmã fazendo “sua arte”. É dessa época também o apelido que ele dá a sua sobrinha, filha de Mei: Sunflower. Pelo que podemos notar, as intenções do tio não são as melhores para a menina torturada.

Mei também está sendo torturada e interrogada, e entendemos que seu alvo era a imperatriz e não o Khan. Isso serviria aos propósitos do irmão, mas ela pede clemência e se oferece a ajudar, em troca de sua filha, sendo poupada e entregue aos cuidados de Ahmad.

O Khan se prepara para a guerra pela tentativa de assassinato chinesa e é aconselhado pela imperatriz a agir mais cautelosamente. Conforme os episódios passam podemos apenas atestar o controle e poder que ela tem sobre ele. O Khan ordena que Cem Olhos e Marco invadam a cidade murada e assassine Jia.

Deixo aqui a reflexão: Para invadir um lugar impenetrável de maneira furtiva e certeira, quais seriam os escolhidos para a missão? Já sei! Um cara cego e o único não oriental em 2000 quilômetros de distância! Ninguém vai desconfiar…. Esse Khan não deveria ser um grande estrategista?

A imperatriz se encontra com a Princesa Azul e começam um jogo de política e casamentos, sondando-a para um possível romance com o principe. Esse apenas morre de ciúmes por seu pai selecionar Marco para a missão de assassinato. Será ele o mandante contra seu pai?

Enquanto isso, alguns guardas se mostram descontentes em lutar ao lado de Kuthulum e ela se oferece para testarem sua força. Mal sabe eles que, se for derrotada em combate, ela se entregará ao vencedor. Como Byamba não é bobo nem nada, ele se oferece para ser seu oponente e, para toda pessoa acostumada com séries, o resultado do embate é bem previsível. Ah, o amor….

Enquanto isso no lado chinês, entendemos porque Jia é um dos, senão o, mais interessante personagem da série. Ele articula para não ser demovido do jogo político pela imperatriz, sem muito sucesso. Depois de ouvir mentiras sobre a morte da imperatriz Mongol e o sucesso da missão de sua irmã por Jing Fei, por quem ele parece nutrir sentimentos de alguma espécie. Em mais um flashback, vemos como ele é marcado e traumatizado, e entendemos que sua busca por poder pode também ser compreendida como uma forma de salvar Jing Fei do mesmo destino que sua irmã: usar o corpo como moeda.

Quando vai assinar o fim de seu emprego na dinastia Chinesa, junto ao novo embaixador que o substituiu, a violência com que ele prova que a caneta do estudioso, o título do episódio, é mais poderosa do que a espada, mostra que ele realmente não está para brincadeira.

Cem Olhos interrompe a cena, mas falha na sua tentativa de matar Jia, fugindo com Marco e a filha de Mei. Polo ainda leva uma importante informação: uma falha nas muralhas chinesas.

Um episódio acima da média, em meio aos episódios anteriores, que nos mostrou desenvolvimento de personagens e roteiro agil, dando um tom para a série ainda não visto!

No fim os exércitos mongóis se preparam para a guerra sob comando do seu líder e algo me diz que, o episódio 8, será sobre o fim da dinastia chinesa Song…. e também de Jia.

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Equipe Mix

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