Marvel’s Agent Carter – 2×06 – Life of the Party

Imagem: Arquivo Pessoal

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Na mesma semana em que recebemos a notícia que Marvel’s Agent Carter talvez não retorne para uma terceira temporada, somos presenteados com dois episódios – ou um episódio duplo, dependendo do seu ponto de vista – simplesmente fantásticos, onde a Marvel, rainha dos easter eggs, parece disposta a nos mimar um pouco mais.

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Eu já havia mencionado, na review de “Better Angels”, que o personagem de Jason Wilkes, mesmo usando uma estética visual diferente, faz referências ao Jason Wilkes dos quadrinhos – um cientista comunista que aceita desenvolver a invisibilidade e acaba invisível e intangível, ficando impossibilitado de reverter o processo. Agora, em “Life of the Party”, até mesmo a questão estética foi sanada, e o desaparecimento repentino de Wilkes no episódio passado o colocou numa “dimensão” de zero matter, que usa uma paleta de cores muito similar à aquela vista nos quadrinhos.

É claro que esta não é a parte que realmente chama a atenção nessa cena. O empenho de Peggy em querer salvar Wilkes continua a ser fofo e admirável – e um pouco preocupante (ainda não estou convencido que ele é um dos mocinhos). O tamanho de Agent Carter sempre foi uma vantagem, porque embora haja aquela leve impressão de redundância na busca episódio-a-episódio por mais zero matter – seja para Frost ou para Wilkes –, a série tem mantido esse elemento central da trama como uma constante, evitando a inserção de outros elementos que só “fariam volume” e ocupariam tempo de cena.

A Mansão Stark também teve outros momentos interessantes. O retorno de Ana Jarvis foi bem “menos” do que eu esperava. Onde está aquela mulher maravilhosamente espontânea e com uma personalidade única que nos cativou na premiere? Quem é essa pessoa sombria e preocupada que a substituiu? Certo, ela acabou tendo umas cenas razoáveis com Wilkes e “Every detail matters in both art and science” foi sim uma quote legal, mas mesmo assim ela ainda pode ser melhor aproveitada. Nevertheless, pelo menos tivemos uma cena que trouxe vários nostalgia feelings da primeira temporada, quando vemos Sousa todo acabado – provavelmente pelos problemas no noivado que vimos no episódio passado – e ainda sim com leves pontadas de ciúme, quando apontou que Peggy “precisava” de Wilkes. A preocupação dele com a segurança de Peggy também foi tocante.

Mas enquanto Peggy pensa em como manter seu possível crush por perto, Cal Chadwick parece ter decidido agir contra Whitney. Estava na cara que essa reunião com o Conselho era uma armação, até porque ele está com mais medo dela do que nunca. E é claro, ele tem suas razões. Agora que ela já está falando sozinha – ou seria com a zero matter? – só falta ela colocar a máscara de uma vez para termos a vilã perfeita. E agora que ela matou o próprio marido, reduziu drasticamente o número do antigo Conselho dos Nove e ainda se colocou no comando do mesmo – e eu que pensava que eu aproveitava a night em excesso… – tudo numa festa só, as coisas prometem esquentar.

Imagem: Arquivo Pessoal

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E falando em vilãs perfeitas, Dottie Underwood realizou a façanha de passar de most hated da temporada passada para retorno mais espetacular possível. O cinismo dela passou de espetacular para muito espetacular, e as piadinhas dela sobre o pino e o Arena Club foram deliciosas de se ver. E aparentemente, nem Dottie escapa do novo hábito de abusar dos gadgets que Peggy desenvolveu. No episódio anterior foi o inibidor de memória, desta vez uma rede eletrificada… teremos uma caneta explosiva à la James Bond também?

E o departamento de alívios cômicos não parece ficar satisfeito facilmente quando o assunto é Agent Carter. A discussão quase muda de Peggy e Jarvis foi uma das coisas engraçadas da semana. James D’Arcy e Halley Atwell parecem dispostos a provar que são sim dois gigantes da atuação, e que a sincronia de Carter e Jarvis é impecável.

É claro que quando o assunto é ser sério, Agent Carter não decepciona. O espaço e as responsabilidades que estão sendo dadas a Jarvis servem como um ótimo diversificador para o personagem, além do espaço perfeito para ampliar ainda mais essa figura tão singular do MCU. Adorei quando ele abordou Thompson, mais ainda porque ele comparou o chief a Chadwick, e ainda jogou um mais que merecido “you’re just his type” na cara dele.

Como um todo, a primeira parte dos dois episódios dessa semana cumpriu tudo o que nos foi prometido. O retorno de Dottie foi espetacular, e tivemos até Thompson – who should be dead by now… – sendo relembrado do que Peggy sabe dele e do quanto ele é desprezível. Tudo isso ainda vem com o bônus de que não precisaremos esperar uma semana para descobrir o que acontecerá com Dottie e com a trama. Então, não deixe de conferir a próxima review. Au revoir!

 

P.S.: Não sei o que foi melhor (e com melhor quero dizer mais hilário), o “do not kill him” sincronizado de Peggy e Sousa, ou o “Come on. It’ll be quick.” desapontado de Dottie.

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