Marvel’s Agent Carter – 2×07 – Monsters

Imagem: Arquivo Pessoal.

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Depois dos eventos intensos deixados por “Life of the Party”, era de se esperar que em sua continuação, Agent Carter fosse nos apresentar algo no mínimo grandioso, e foi exatamente isso que tivemos. “Monsters” incorporou não só o título ao episódio, mas revelou – ou realçou – esse traço mais monstruoso nos personagens desde os primeiros minutos.

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Que Vernon Masters é um fdp gigante, disso ninguém duvida, e não precisávamos de mais cenas para provar isso. Entretanto, agora que ele tem Dottie Underwood como prisioneira, é óbvio que ele iria usar todos os seus talentos de espião old school para tentar obter informações dela. Mas também é claro que quando pesamos os dois, Dottie ainda é o maior monstro na sala, e ela se assegurou de nos lembrar disso com o seu discurso “There’s nothing you have in that little box that will do anything other than bore me to tears. […] I’ve pulled out my own teeth… My own nails… My own hair. I’ve burned my own flesh with a blowtorch. I’m no Nazi harlot. And you are wasting my time.”.

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Whitney continua a ser uma estrela a parte. Agora que ela assumiu o controle do Conselho – e trouxe o elo com o MAGGIA de volta – só temos cenas fantásticas com ela (#StandingOvation para Wynn Everett). Mas não são os momentos supervilã que mais se destacam. A cena dela com Dottie, um encontro de duas mulheres que foram tipificadas, marcadas e transformadas pelas sociedade em que vivem foi interessante. Dottie sempre compartilha essa dinâmica com Peggy, mas ao trazer a vilã de volta, as proporções dessa reflexão foram estendidas, o que levanta toda sorte de questionamentos filosófico-morais.

É claro que esses questionamentos são esquecidos quando o somos chocados pela cena seguinte. Genuinamente achei que Whitney iria aceitar a “empatia” oferecida por Underwood, da mesma forma que jamais esperei que Dottie fosse render as informações tão rápido, mesmo que em contato com a zero matter. Mas a melhor surpresa foi a rápida adaptação de Whitney. Agora que ela abandonou a sétima arte, a série parece decidida a nos mostrar o quão brilhante a personagem é. Em segundos ela solucionou o enigma do estado do Dr. Wilkes corretamente, o que é notável, considerando que foi preciso Howard Stark para diagnosticar a intangibilidade molecular para os nossos heróis.

Enquanto isso, o agora novo animal adestrado capanga de Whitney, Vernon Masters foi tentar usar o mesmo truque que ele usou em Thompson para tentar trazer Sousa para o plano e recuperar o urânio que Whitney tanto deseja. É claro que ele acabou não obtendo o efeito esperado, o que era óbvio, já que Sousa e Thompson preenchem arquétipos de moralidade bem diferentes.

Já noutra parte da história, simplesmente adorei o momento road trip de Peggy e Jarvis. O personagem de James D’Arcy vem passando por uma diversificação muito positiva, lidando com o urânio e indo numa missão com Dottie e tudo o mais, mas são esses momentos, em que ele se preocupa com Peggy e faz comentários hilários e indiretas precisas sobre a vida amorosa da moça – que agora é disputada por Wilkes e Sousa – figuram na lista de melhores momentos do episódio. Essa reasseguração de que ele estará lá por Peggy quando ela precisar – algo que ela retribuiu na cena final – é um aprofundamento muito bom da dinâmica desses personagens.

Entretanto, de todas as surpresas que o episódio poderia nos reservar, o encontro entre o Dr. Wilkes e Whitney Frost foi a maior delas. Ver Whitney apreciar o brilhantismo de Howard foi ótimo, e vê-la perder parte de sua zero matter para Wilkes foi melhor ainda. É claro que o confronto desses dois – mais ainda quando Whitney perde parte do seu tão idolatrado poder – não terminaria bem, e infelizmente, Ana Jarvis foi a vítima da vez.

Tão perto da season (e possivelmente series) finale, estava na cara que as coisas chegariam ao seu lower point para os nossos heróis, para que eles possam se reerguer para um final espetacular. Entretanto, é inegável que Dottie está foragida mais uma vez, que Whitney agora tem toda a zero matter que foi liberada na premiere e que Vernon Masters agora controla a SSR. Como Peggy e Jarvis irão vencer todos esses desafios eu não sei, mas com toda certeza, mal posso esperar para descobrir. Au revior!

P.S.: Só eu imaginei o quanto seria hilário ter Jarvis como wingman?

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