Marvel’s Agent Carter – 2×08 – The Edge of Mystery

Imagem: Arquivo Pessoal.

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Mais uma semana – mais uma semana com dois episódios, para ser mais preciso – chegou para Marvel’s Agent Carter. E enquanto a nossa agente favorita ainda tem a cruzada contra Whitney Frost para lutar, confesso que fiquei muito mais surpreso que o episódio tenha escolhido o plot de Ana e Jarvis para começar.

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Mostrar um flashback da primeira aventura de Peggy e Jarvis e, ao mesmo tempo, situar Ana num momento tão inicial da história aumenta muito a katharsis que sentimos quando percebemos que a personagem foi vitimada meramente por estar, assim como o próprio Jarvis, envolvido no mundo de Howard Stark e Peggy Carter.

É claro que essa afirmação é logo mitigada quando percebemos que a própria Peggy se preocupa mais com Jarvis e Ana e com o sofrimento deles do que com qualquer outro problema. A amizade de Peggy e Ana já parecia um fator de grande potencial desde os primeiros segundos da moça em cena, e talvez seja o melhor momento para aprofundar isso, mais ainda agora que Ana não pode mais ter filhos.

Mas tudo isso é rapidamente esquecido quando somos levados à parte mais “vilã” da trama, e nos deparamos com uma Whitney Frost que está usando o Dr. Wilkes como cobaia nos seus testes com a zero matter. Depois de todo o terror que a personagem tocou na temporada toda, sou forçado a dizer que não consigo achar graça nesse momento o laboratório de Dexter que ela resolveu encenar agora.

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Gostei de ver Sousa e Peggy dividindo mais um plot “padrão” SSR. Batendo em criminosos comuns, fazendo ameaças vazias, preparando o que parece ser uma armadilha para Frost… Só não gostei da passividade de Manfredi. Onde está aquele mafioso pirado que bateu num dos capangas só porque ele estava olhando para Whitney?

Não comentarei a tediosa aparição de Thompson porque até quando ele tenta não ser um bocó ele é um bocó. A melhor coisa – e uma das únicas coisas que realmente merecem ser mencionadas (a outra sendo o melhor momento ever da série quando ele e Sousa dizem “Do as Peggy says!”) – sobre a aparição dele é que foi mais uma oportunidade para Peggy ser a bigger person da situação, lembrando-o que, apesar dele não valer nada, ele não precisa se aliar a gente como Vernon Masters para ter uma carreira promissora.

E finalmente, eu posso dizer um grande “eu sabia” sobre Wilkes. Não só ele se aliou a Frost como ele também ameaçou Peggy. Parece que o “bom” doutor é tão vilão quanto a amiguinha (ainda sem a máscara).

Entretanto, nenhuma dessas coisas é tão importante quando a cena final. Num momento que deixaria muitos fãs do western orgulhosos, Jarvis anda em direção a Whitney e descarrega a arma na vilã. O primeiro “assassinato” – mesmo que falho, já que a zero matter não deixou Frost morrer – do nosso mordomo favorito provavelmente renderá algumas boas cenas no próximo episódio.

Ironicamente, “The Edge of the Mistery” fez exatamente aquilo que o título aponta. Depois de todas as desventuras com a zero matter que a temporada nos mostrou, ainda não sabemos absolutamente nada sobre o verdadeiro potencial dela nas mãos da dupla Frost-Wilkes. Felizmente, não teremos que esperar mais uma semana pelo próximo episódio, já que, mais uma vez, Agent Carter nos presenteou com episódio duplo. Então, um breve au revoir e até já com a próxima review.

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