Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 3×07 – Chaos Theory

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Que episódio! É talvez a pior abertura para uma review, mas a melhor coisa que pode ser dita. Depois de nos entregar um plot twist de matar no episódio passado, Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. usou todo o peso da intensidade (e das repercussões) dessa revelação chocante para fazer um episódio que mexeu com o nosso emocional do começo ao fim.

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“Chaos Theory” conseguiu ser ainda mais emocionalmente carregado do que “4,722 Hours”, porque não só tivemos o nosso coração partido ao ver Fitz assistindo os registros de Jemma enquanto ela estava perdida, mas também fomos levados às lágrimas quando May não só se colocou entre Lash e sua vítima, como também teve que atirar nele.

Intensidade talvez seja a palavra que melhor defina o episódio. Enquanto somos forçados a nos adaptar a essa transformação apressada de Andrew em vilão – talvez a única “falha” da trama –, também temos que lidar com a tensão entre Skye (quer dizer, Daisy) e Rosalind, e com as implicações morais daquilo que a chefe da ATCU aponta sobre os Inumanos, isso para não mencionar Fitz-Simmons, Bobbi-Hunter, Phil partindo pra briga com Lash e muito mais. Tudo isso num episódio só!

Por ser um episódio dedicado a “encerrar” a trama de Lash, era de se esperar que todo o encadeamento emocional do episódio fosse baseado em nos fazer odiar Andrew pelas atrocidades que ele cometeu em sua forma Inumana. Mas a série, que mais uma vez está disposta a provar que pode nos surpreender, vai muito além, e faz a coisa mais cruel possível: centralizar o efeito dessas ações em May. Abrir o episódio com cenas dos dois em Maui, mostrar os medos e a felicidade dela só para depois mostrar a transformação dele – que foi mais uma consequência das ações de Jiaying (that b*tch!) – é um lembrete do quanto a nossa Cavalaria iria sofrer ao longo do episódio.

Mas é claro que a trama não deixa de oferecer todas – e mais algumas – razões para odiarmos Andrew/Lash. Não sei vocês, mas quando Skye (digo, Daisy) agradeceu a ele por se “oferecer” para reavaliar Joey Gutierrez, eu torci para que alguém arrancasse o sorriso cínico da cara dele na base da porrada.

E já que estamos falando de cenas agressivas, eu fui pego de surpresa por aquele momento “just kidding!” em que Andrew/Lash imagina como seria matar Joey. Embora ele atirar em May seja o que rouba a cena, não posso deixar de imaginar que, caso ela não tivesse chegado, ele provavelmente teria acrescentado mais um Inumano a sua lista.

Não satisfeita com tudo isso, a trama ainda resolve criar mais um contraste, e dessa vez, um que pode se tornar uma preocupação no futuro. Mesmo depois de tudo o que já aconteceu, acho que não só eu, mas a maioria, ainda não conseguia realmente “ver” esse lado mais sombrio de Lincoln. Não que ele não estivesse lá, mas havia sempre outro símbolo qualquer que puxasse a nossa interpretação para longe. Até agora, embora o personagem fosse um tanto complicado, não tinha havido um momento em que realmente fosse possível concordar com Rosalind e considerar o rapaz uma ameaça. Mas vê-lo, assim como Lash, assumir o papel de juiz, júri e executor, me fez questionar se esse lado dele não pode ser um risco num futuro próximo.

É claro que o que realmente agitou a trama foi o confronto entre Andrew/Lash e o Team Coulson (Rosalind and ATCU toy soldiers sold separately). Toda a dinâmica meio claustrofóbica de um espaço fechado, somada a uma paleta de cores já tradicional nestes tempos de S.H.I.E.L.D. fantasma fizeram da luta contra Andrew/Lash algo memorável.

O episódio me fez de trouxa duplamente. Primeiro quando me levou a crer que Rosalind iria realmente morrer – já que, sem a ajuda nos últimos segundos de Skye (I know, it’s Daisy now), duvido que ela tivesse sobrevivido à queda. Foi uma daquelas cenas em que, em segundos, você já se prepara para tentar (e falhar) não gritar “NOOOOOOOOOOO!” bem alto. E claro, com o fim do episódio, quando finalmente ficou claro que o envolvimento de Rosalind e Phil não passava de um joguete de Gideon Malick.

Para uma série normal, isso já seria suficiente para fazer até um episódio duplo, mas como estamos falando de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., ainda podemos contar com tramas secundárias espetaculares.

Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – S03E07 – Chaos Theory

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

E sim, haters, eu sei que essa minha última afirmação soa meio (muito) fanboy para um reviewer, mas poucas (das 72 atualmente na minha grade) séries conseguem utilizar o material exibido dois episódios atrás resinificando e amplificando a kátharsis provocada. A trama de Simmons em 4,722 Hours” já tinha uma carga emocional muito densa, e fazer Fitz experienciar tudo isso através dos registros dela foi de partir o coração. E o momento “For now… let’s just watch the sunrise.”?! #Lágrimas

É claro que, como todo episódio de Agents of S.H.I.E.L.D. que se preze, tínhamos que ser pegos por um plot twits e por um cliffhager cruel no fim do episódio. Ward resolveu aparecer aos 45 do segundo tempo para ter umas aulinhas de H.Y.D.R.A. com Gideon Malick. Por sinal, essa vide “old school vilão de James Bondque Powers Boothe adotou para o personagem funcionou perfeitamente.

O plano-mestre do “diretor” da H.Y.D.R.A. é matar Coulson para impedir o renascimento da S.H.I.E.L.D. ­– C’mon Ward, you can do better than this. Mas como a promo do próximo episódio revela, as coisas estão longe de se resolverem. Então, só resta dizer: nos vemos na próxima review!

 

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