Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 3×11/12 – Bouncing Back/The Inside Man

Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves
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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

 

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Previously on “Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.”…

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Sim! Depois de algum tempo sem reviews de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. aqui no Mix, retornamos, e logo com textos duplo para colocar tudo em dia. Decidimos fazer dois especiais para cobrir os episódios antigos, enquanto aguardamos ansiosos que mais uma peça do MCU – Captain America: Civil War – seja encaixada. E como a última aventura de Steve Rogers começou aqui, em Agents of S.H.I.E.L.D., há sempre a possibilidade de que isso aconteça novamente.

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Mas deixando de lado esta introdução pra-lá-de-longa, vamos ao que realmente interessa. Esta é a primeira parte do “especial”, que tratará dos eventos que aconteceram em “Bouncing Back” (3×11) e “The Inside Man” (3×12). A segunda parte, que englobará os eventos de “Parting Shot” (3×13) e “Watchdogs” (3×14) será publicada amanhã (não deixem de conferir!).

“Bouncing Back” já começa nos trazendo uma surpresa inesperada. Afinal, quando vemos a cena das armas sendo tiradas dos policiais colombianos, logo pensamos se tratar de um Inumano com poderes associados ao magnetismo e, por acaso, Gideon Malick já tem um desses – o que, caso fosse duplicado, seria uma redundância bem boring. Mas a série nos entrega uma jumper, e escolhe justamente ela para apresentar alguns questionamentos que esperávamos a algum tempo, um confronto da fé com a “situação” Inumana.

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Imagem: IGN
Imagem: IGN/Reprodução

É certo que a temporada passada já havia construído todo um lore envolvendo os Inumanos, algo que esse Evil Warda.k.a. Hive – e toda a cruzada de Malick têm aprofundado. Mas se Joey Gutierrez já tinha servido para abrir os questionamentos sobre a continuidade da vida comum quando esta é confrontada com a condição Inumana, porque não confrontar fé cotidiana com essa realidade?

Mas enquanto Skye, digo, Daisy, Mack, Hunter, Bobbi e Joey lidam com isso e muito mais na Colômbia, Coulson e May lidam com uma situação ainda mais interessante: o presidente contatar a S.H.I.E.L.D. em busca de respostas para o “problema” dos Inumanos. E embora esse núcleo não seja tão repleto de surpresas quanto o anterior – com a exceção sendo o fato de que Coulson terá que trabalhar com o General Talbot, o que acabou sendo um dos melhor alívios cômicos do episódio – essa reaproximação do Governo pode acabar sendo um dos canais de diálogo que servirão como precedente para o Ato de Registro – ou seja lá qual a versão disso teremos nas telonas – em Civil War.

Na verdade, as surpresas relacionadas a Coulson ficaram a cargo da cruzada dele contra Malick. Submeter o Strucker a mesma máquina – e ao mesmo processo doloroso associado ao uso da maquila – que ele foi submetido foi uma surpresa. Não tanto com a sacaneada que ele fez com o Malick, mas foi uma surpresa mesmo assim. O diálogo dele com May também foi fantástico. Apesar dos pesares, ela ainda é a pessoa mais qualificada para entender o que Phil teve que fazer, e se ela diz que ele agora também é a Cavalaria, quem sou eu para discordar?

Yo-yo foi talvez uma das melhores adições, não só a trama mais ao Secret Wariors também. A personagem de Natalia Cordova-Buckley chega rápido, com um tom duvidoso, mas consegue fazer algo que é muito difícil no geral: deixar Mack suportável. Não me entendam mal, o personagem tem seus momentos, mas é difícil esquecer tudo o que já aconteceu e como as “crenças” dele nos levaram a isso. Mas quando Elena “Yo-yo” Rodrigues entra em cena, estamos dispostos a esquecer de tudo isso, porque ela é ao mesmo tempo cativante e profunda. A personagem traz uma carga dramática que ela encarna muito bem, e quando isso é somado a maneira com que ela e Daisy simplesmente conseguem reinar em cena… #ImpossívelNãoAmar.

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Imagem: IGN/Reprodução

Fitz-Simmons, que achei que fossem continuar com a DR por muito mais tempo, finalmente parecem ter encontrado o caminho no fim deste episódio. A ideia de um novo começo para os dois é talvez a melhor saída, o que só nos garante que o nosso shipp ainda vai sofrer grandes golpes nessa temporada, mais ainda quando Hive se mostrar.

E falando nele, o novo pet de Malick começa a mostrar sinais de que é muito mais que uma simples abominação. Depois de passar um tempo jogado no sofá se atualizando nos séculos que perdeu e comendo da maneira mais nojenta possível, ele agora parece restaurado e pronto para seja lá o que for que ele pretende fazer com essa poeirinha que ele gera.

E é exatamente por aqui que “The Inside Man” começa. Enquanto Coulson é forçado a trabalhar com Talbot – que parece afundado em problemas matrimoniais estranhamente convenientes (sim, eu suspeitei logo que essa situação dele com a mulher pudesse envolver a traição) –, Hive está brincando com a sua poeira, com Inumanos e é claro, jantando humanos para dar um upgrade no corpo numa cena tão nojenta que deixaria até os zerg constrangidos.

Se bem que Coulson, não só por culpa de Talbot, também não está numa situação muito melhor. Ser “atacado” por Carl Creel – não sei se “quem é vivo sempre aparece” é ironicamente cruel o suficiente para a situação, mas o esforço é o que conta… hahaha – decididamente não estava nos planos do Diretor, mas pelo menos tivemos a chance de ver Lincoln e May trabalhando juntos, algo que pode render cenas excelentes.

Mas enquanto todos são forçados a aceitar o novo cão de guarda do General – embora Hunter esteja parcialmente certo, “You can’t take the bad out of a bad man.” –, e tentam encontra o infiltrado de Malick, Daisy e Lincoln têm sua primeira discussão moral sobre a condição deles, algo que, acredito eu, ainda vai ser muito abordado até a finale.

Na verdade, descontada a piadinha que o título traz – já que  pode se referir tanto a infiltração quanto ao que Hive faz – o episódio todo tem um tom enorme de heist, algo que não víamos há algum tempo em Agents of S.H.I.L.D. e que acabou funcionando bem. O clima de desconfiança, a tensão internacional, Bobbi fazendo escaladas perigosas dignas de um Missão Impossível… é bom ver que a série ainda consegue, mesmo no meio de uma trama tão densa, seguir o arquétipo mais geral de espionagem moderna que tanto amamos na antiga SSR.

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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Embora a aliança com o General ainda não seja algo tão certo, e decididamente o simpósio acabou ficando longe de ser aquilo que Coulson esperava, a preocupação certa está se formando na cabeça do nosso Diretor, e agora que Hive parece estar “completo” novamente (isso para não falar da nova amizade de Malick com os russos – we kinda saw that one coming), as coisas só prometem melhorar em Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.

Bom, vou ficando por aqui. Não deixem de conferir, amanhã, a segunda parte do nosso intensivo de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. e é claro, as reviews aqui do Mix. Au revoir!