Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 3×16 – Paradise Lost

Imagem: Arquivo Pessoal
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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

 

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Depois de uma traquinagem, que envolveu visões do futuro – que parecem ter motivado Gideon a ter um flashback sobre um passado com um irmão que nem sabíamos que ele tinha –, Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. nos entrega um episódio que começa com uma premissa muito forte, vinda logo de Hive: revelações.

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Enquanto o parasita – completo com guarda-roupa e trejeitos roubado das produções das irmãs (mas naquela época irmãos) Wachowski – mostra que está longe de ter algum controle ou de ser realmente o novo pet da HYDRA, o passado sombrio e embaraçoso de Gideon Malick também é arrastado direto para o palco das revelações da semana.

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“Paradise Lost” parece querer justificar seu título logo nos primeiros minutos, embora a explicação mais completa – uma referência bizarra ao livro de Milton – da escolha do título fique a cargo de outra parte do episódio, temos a cena de Coulson, encarando e odiando uma imagem de Hive/Ward e tendo o paraíso que era a consciência de ter finalizado Ward perturbada até mesmo por May, que não perdeu a chance de destilar o sarcasmo e de ser um alívio cômico ao mesmo tempo, com “Well, you didn’t kill him hard enough”.

Ainda acompanhando os nossos mocinhos, gostei muito da ideia de separar Lincoln e Daisy do resto da equipe neste episódio. Embora entenda que tenha sido também para dar uma continuação nos confrontos de moralidade entre esses dois, gostei muito da ideia de deixar os Inumanos lidarem com o problema Inumano, enquanto Coulson e Cia. lidam com a eterna rivalidade com a HYDRA – com direito a um confronto titânico de May e Giyera.

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Mas enquanto o #TeamCoulson se prepara e entra em ação, de volta a mansão Malick, finalmente descobrimos que o que Gideon viu do futuro: a morte dele mesmo pelas mãos – e outras extremidades bizarras – de Hive. Talvez seja um fato alarmante, porque prova que a criatura logo logo vai sair amok por aí, mas, ao mesmo tempo, tivemos a chance de ver algo raro, o medo genuíno de Gideon da única coisa que sua busca por poder e anos de servidão à HYDRA não poderão evitar: a morte.

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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

É claro que esta preocupação acaba sendo esquecida, pelos menos pelos telespectadores, quando percebemos que, se achávamos as “apropriações” feitas do material vindo da Matrix um tanto grotescas, o que dizer do deus da HYDRA ser uma versão grosseira de Davy Jones?

Gideon acaba pagando o preço de sangue pela traição a Nathaniel, e descobre, da pior maneira, que a Criatura não é nem tão grata nem tão subserviente quanto as lendas o fizeram acreditar – mesmo que ele seja sim tão poderoso e tão vingativo quanto foi prometido ao clã Malick (mesmo que a vingança, neste caso, seja contra os Malick).

O ponto alto do episódio acaba sendo a realização da previsão sombria que o título faz. Malick perde a filha, o #TeamCoulson é dominado e nocauteado por Giyera, Daisy descobriu mais sobre o lado sombrio de Lincoln e sobre a extensão dos poderes do vilão da vez, e só Hive parece ter terminado o episódio feliz. Até mesmo os Secret Wariors logo perderão seus paraísos, já que sairão da reserva para lutar diretamente contra o Davy Jones Inumano ancestral.

Mas como por enquanto teremos que esperar o episódio da próxima semana para ver os #SecretWariorsUnited e descobrir quem é o traidor entre eles, vou encerrar aqui as minhas divagações sobre as várias possibilidades levantadas pelo episódio. Uma coisa é certa (e a promo já deixa isso bem claro), “The Team” promete ser (mais) um episódio fantástico.

 

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