Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 3×18 – The Singularity

Imagem: Arquivo Pessoal
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“I believe that art and science are entwined. The devil, and God, is in the details.” Dr. Holden Radcliffe

 

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Depois do surpreendente plot twits da semana passada (Daisy juntando-se ao controle de Hive), Marvel’s Agent’s of S.H.I.E.L.D. nos entrega mais um episódio excelente, temperado com toda a dinâmica que já era esperada do pós-trauma que a equipe passou e tendo como a cereja do bolo uma May que já começa o episódio sorrindo pelo perigo.

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ADOREI, simplesmente adorei o começo do episódio. Foi inusitado e muito produtivo que, diferente do que acontecia anteriormente quando a série dava continuidade a grandes eventos – como o que aconteceu em Thor 2 e em Capitão América 2 –, uma diminuição do ritmo para um episódio mais lento foi deixada de lado aqui e já começamos o episódio com Melinda fazendo uma manobra arriscada e Coulson, ferido e tudo, fazendo discurso sobre força do Time.

É claro que essa animação de início logo é afetada pela estrutura do episódio em si. Certo, dividir os esforços da equipe foi muito bom, principalmente por dar a Fitz-Simmos a oportunidade de terem uma participação só deles que não envolvesse só a trama amorosa dos dois – afinal, todos sentimos falta dos nossos geeks favoritos mostrando o quanto são brilhantes, e mesmo que tenha sido engraçadíssimo vê-los tentando desenhar os limites profissional-pessoal da relação, a busca pela cura é o espaço perfeito para trazer de volta aquele Fitz e aquela Simmons que conhecemos na primeira temporada, antes de toda essa confusão se instaurar.

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Na verdade, essa polarização da narrativa, muito mais acentuada agora que estamos livres de Malick e das distrações fornecidas pelos pseudo-ideais dele – Restando agora só uma HYDRA que, pela maneira com que as palavras de Talbot foram inseridas, acredito ser o primeiro passo para mais easter eggs para Civil War (já que os americanos ainda não conhecem a graciosa lástima que os aguarda nos cinemas) – nos mostra muito mais claramente quem vai fazer o que nos próximos capítulos. Hive deixou bem claro que sua campanha de “purificação” logo começará e acho que até a morte prevista para a finale, ainda teremos muitos problemas dentro do Team Coulson.

Lincoln, por exemplo, já expressa seu descontentamento com certas partes da S.H.I.E.L.D. há algum tempo. Daisy, ou pelo menos a Daisy sem censura controlada por Hive, também deixou claro que discorda da ideia de Coulson sobre ela necessitar de proteção. A situação com Joey e Yo-yo também não deve estar muito melhor. Os caminhos para uma grande cisma entre Inumanos e o resto do mundo já parecem delineados o suficiente, e uma morte seria a desculpa perfeita para selar esse destino.

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May também não parece muito propensa a continuar no Team Coulson por muito tempo. O sorriso lindo e fatal que vemos no começo do episódio logo é apagado do rosto de Ming-Na Wen quando fica claro para ela que Coulson está sempre disposto a adotar medidas extremas, exceto quando o assunto é Daisy. Que ele não pensa duas vezes ao ordenar que ela atire ou que assuma o controle do colete assassino, mas que ele é categórico demais quando se trata de Daisy… É claro que ninguém pensa nisso quando ela está quebrando a cara dos inimigos, mas é sempre uma reflexão que deve acompanhar a personagem, já que ela já deixou Coulson uma vez.

Mas deixando a análise do time para depois, qual não foi a nossa surpresa ao perceber que até mesmo James – mostrando que Hive não quer simplesmente recrutar aqueles que já estão prontos e precisam de convencimento, mas sim que ele pretende criar os seus próprios Inumanos do zero, para que eles já “saiam do forno” no lado Hive da Força – está nos planos de caçada do vilão, que já estava bem mais adiantado na sua lista de compras do que esperado, já tendo até mesmo assimilado Alisha a sua coletividade borg.

E falando em transhumanistas loucos que assimilam e só são parte humanos, John Hanna, que eu nunca consegui levar a sério depois dos filmes da Múmia, finalmente entra em cena, e desta vez, ele é tão bizarro quanto Imhotep e muito mais teatral, o perfeito diabo Vitoriano – algo que enojaria até Mefistófeles – e confesso que estava na cara que o pesquisador nele falaria mais alto. A chance de trabalhar em algo que pode controlar algo tão raro quanto a habilidade em si? Nenhum cientista deixaria passar.

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De um gadget para o outro, o que acharam do novo truque do nosso adorado Diretor? Os fãs das animações dos Vingadores devem, imediatamente ter lembrado que tecnologia muito similar é dada ao Capitão América num desses desenhos, justamente em um arco que envolvia invasão e problemas com Krees e Skrulls. Será esta mais uma ponta solta do MCU ou podemos esperar mais traquinagens à frente? – Ah, claro “thought it would be cool if the Director of S.H.I.E.L.D. had a shield.” e “Too soon”? I’m still laughing!

No fim das contas, a HYDRA parece derrotada no fim do dia – mas sabemos que não é bem assim –, o mau Doutor agora estará mais solto para brincar do que nunca e parece que a Coletividade borg está mais forte do que nunca. É claro que o dia teve seus silver linings, como, óbvio, Fitz-Simmons FINALMENTE fazendo sexo. Mas enquanto isso – e enquanto James discute nomenclatura para si mesmo – dias sombrios pairam sobre os nossos heróis, e a promo do próximo episódio não ameniza essa atmosfera. See you there!

 

P.S.: “We are the Borg. Your biological and technological distinctiveness will be added to our own. Resistance is futile.”. I’ve been dying to make that joke.

 

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