Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 3×21/22 – Absolution/Ascension – [SEASON FINALE]

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“Uma finale que começa com cara de finale”. Esta talvez seja a melhor maneira de descrever o do fim desta terceira temporada de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – e é claro, o tom deixado para as “grandes mudanças” já prometidas para a Season 4.

Não sei o que impressionou mais: a cena de Daisy e Coulson num futuro distópico, May lutando para manter o quinjet no fundo do mar, Talbot concordando em mentir e ajudar a Fitz e a S.H.I.E.L.D. na tentativa de impedir o plano de Hive ou, é claro, o plano aparente de Hive.

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Talvez, e este é um talvez com cara de “é óbvio”, “Doubt” ou “Rage” tivessem servido melhor de título à primeira parte da finale do que “Absolution”. Certo, no fim das contas, o título acaba fazendo sentido com o todo, mas acho a raiva e a dúvida presentes em todos os núcleos do #TeamCoulson muito mais significativos. Ver Lincoln tentar amenizar a perda de Andrew e as ações de Daisy, ou ver Yo-yo questionando se Mack seria mesmo capaz de usar o detonador dos coletes dos Inumanos são exemplos disso – e é claro, também há toda a raiva de Hive a ser considerada.

O que eu realmente ADOREI, além de ver Daisy se auto-odiar pelo que fez e Hive doidão depois do ataque psíquico, nessa primeira parte foi ver Radcliffe tendo que trabalhar com Ronald e Ronald 2 – lembrei muito de Mike e Ike, em Limitless. Ver o mau doutor tentar consertar o míssil para não ser consumido por Hive foi excelente, mais ainda porque ele se viu forçado a trabalhar com as criações que ele considerou “inferiores” anteriormente.

Os alívios cômicos também figuraram na primeira parte da finale. Fitz-Simmons dividiram uma das cenas mais hilárias possível, com ela dando espaço para várias interpretações do seu “I’m gonna do something with you on that island that will take your breath away.” antes de dizer que se tratava de “snorkeling”.

Mas, em todo esse tempo, a coisa que realmente impressiona sobre Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. é a capacidade de vivenciar plena e completamente cada conceito criado pela série. Fallen Agent foi um dos conceitos mais cruéis criados pela série até aqui, porque nos deu a certeza de que perderíamos um membro da equipe, só para brincar com qual seria o membro. Entretanto, acho que, tirando o fato de que Lincoln realmente morreu, Fallen Agent é muito mais – talvez para casar com o momento que o MCU está vivendo – sobre como a S.H.I.E.L.D. em si “caiu”, perdeu algo de maneira irreparável, como algo dentro da agência se fragmentou permanentemente – assim como aconteceu com os Vingadores. É mais sobre como é impossível realmente voltar a “ser” depois de tudo o que aconteceu.

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É claro, estes também são sinais de mudanças sombrias se aproximando para a próxima temporada. “Ascension” exemplifica isso. Quando desconsideramos as cenas de luta entre Hive e Daisy – e o fato de que elas são tão descaradamente roubadas de Matrix quanto possível – é fácil perceber que a série nos mostrou exatamente o quão frágil é a instituição que Coulson tenta manter, e o quanto, quando colocados no máximo de suas circunstâncias, a verdadeira natureza de cada um dos membros do #TeamCoulson se revela, provavelmente na tentativa de nos dar uma despedida apropriada desta dinâmica.

May, por exemplo, teve um dos seus melhores momentos como mentora de Daisy até aqui. Porque não me importa toda aquela coisa de Mack sobre ser parceiro dela, May é quem criou a agente que conhecemos, e ser capaz de se importar com a moça depois de tudo, mesmo depois do que aconteceu com Andrew, foi muito tocante.

O gênio de Fitz-Simmons foi outro desses lembretes. Primeiro, a garota descobre que o calor é a fraqueza dos Primitivos, e usa isso para cegá-los, devolvendo o movimento aos agentes presos na base. Depois, Leo Fitz abusa do seu brilhantismo, usando uma arma invisível para matar Giyera, enganando tanto o vilão quanto a nós, que pensamos que seria ali que um dos nossos se tornaria o Fallen Agent.

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Mas talvez a melhor de todas essas retomadas tenha sido o senso de humor de Coulson e sua disposição para usar referências infinitas. Se enganar Hive já não bastasse, o nosso diretor da S.H.I.E.L.D. ainda saiu com a melhor referências à Star Wars possível: imitar o holograma da princesa Leia.

No fim, a cena profetizada no começo do arco acabou sendo bem mais poética do que eu imaginava possível. Ver Lincoln e HIve compartilharem um vínculo muito maior do que o domínio mental do vilão, ver a morte unificar os dois, ver Hive perceber que há vínculos mais poderosos do que os que ele pode impor… tudo isso acabou sendo o túmulo perfeito para o agente e para a criatura.

Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. nos deixa, como sempre, com mais perguntas do que respostas. Finalmente Daisy já é referenciada como Quake, algo que eu venho esperando desde a inserção dos Inumanos na série. Coulson agora responde a outra pessoa, deixando a questão de quem será o novo Diretor da agencia. E é claro, o novo projeto de Radcliffe também fica como algo que precisa ser desvendado.

Então, depois de mais um ano excelente, só me resta agradecer a vocês pela companhia, e dizer que espero todos vocês de volta para desvendar todos os mistérios que a quarta temporada terá para nos oferecer. Au revoir!

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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