Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×02 – Meet the New Boss

Imagem: Banco de Séries

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Mais uma semana veio e partiu, e nela, Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. nos entregou mais um episódio formidável de sua quarta temporada. O tom dado pela premiere da temporada, de que um misticismo e um tom mais sombrio tomariam conta da série continua a se desenrolar, provando-se não só excelente, mas também, uma mudança valiosa no tom e estrutura da série.

Embora “Meet the New Boss” tenha seu foco central destacado no título, o episódio conseguiu oferecer muito mais do que um passeio ao QG para conhecer o personagem de Jason O’Mara. Na verdade, essa ideia de integrar a série mais intimamente ao continuum do MCU, trazendo o misticismo antes da chegada do Dr. Estranho – em oposição a só reutilizar esses elementos depois dos grandes acontecimentos do Cinema, como foi feito com os eventos de Capitão América e d’O Soldado Invernal – foi o fôlego que S.H.I.E.L.D. estava precisando para voltar a ser o seu melhor.

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ADOREI a coragem de Daisy para fazer joguinhos com Reyes. Desde a mentira sobre terem estudado na mesma escola até as piadinhas sobre “pegar fogo”, não sei onde Chloe Bennet estava escondendo esse lado mais rogue dela, mas estou apreciando muito ver que esse confronto de titãs entre Quake e Rider só fica mais e mais tenso. Sinceramente, não sei se é a coisa mais sábia a se fazer, perseguir o espírito da vingança. Mesmo assim, a nossa adorada ex-agente ainda parece ter todas as suas manhas das ruas que, somadas aos talentos que a moça adquiriu em seu tempo com a S.H.I.E.L.D., parece ser mais do que suficiente em termos de bravata para esse confronto.

Mas enquanto Daisy e Reyes brincam de Bonnie e Clyde, de volta ao QG, finalmente somos apresentados ao novo Diretor. Confesso que o personagem dividiu a minha opinião. Achei ousado apresentar Jeffrey Mace – que nos quadrinhos já foi o Patriot, repórter do Daily Bugle e até mesmo já usou o manto do Capitão América durante um tempo – como a nova cara da Agência. Mas, ao mesmo tempo (não só por isso, mas em grande parte devido aos eventos envolvendo May), achei o nível de babaquice do personagem exagerado. Ficou claro não só quem ele realmente é, como também, seu potencial, não só como vilão, mas como ameaça para o nosso #DreamTeam S.H.I.E.L.D., fatores que rapidamente substituíram a minha sensação de surpresa “agradável” de ver um Inumano que caça Inumanos no comando da Agência por uma vontade profunda de ver Reyes “julgar” e punir esse “Diretor”.

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Nesse meio tempo, os primeiros problemas de qualidade da trama começaram a aparecer. Os fantasmas dos Laboratórios Momentum foram mal projetados, os efeitos deixaram a desejar e acho muito cedo para que uma legião dessas criaturas bizarras seja libertada, considerando que sabemos pouco ou nada dos seus poderes e de como eles afetam as pessoas. Eu até entendo a tentativa de fazer com que os fantasmas deem um tom mais etéreo as coisas, talvez até mais assustador, mas além de parecem cômicos, a falta de informação concreta sobre eles mais me irrita do que me assusta. Afinal, os efeitos do contato com essas entidades não parecem desaparecer, e estão se manifestando de maneira rápida em May… já está mais do que na hora de descobrirmos o que eles são, o que fazem e como curar esses sintomas.

Mas, pelo menos só são nos fantasmas que a série economiza. A cena de Daisy e Reyes em que ela tenta se manter agarrada ao carro enquanto o moço dirige freneticamente para tentar se livrar dela foi ao mesmo tempo meio cômica e muito legal. Esses elementos de inesperado meio esperado da série têm funcionado muito bem, e o combo Daisy-Reyes é o lugar perfeito para abusar desses recursos.

O momento “bromance” de Mack e Fitz foi interessante. Abre uma janela para que Fitz traga alguém como Mack, em quem ele confiava, para a história dos LMD, e isso seria perfeito. Afinal, depois de finalizar AIDA e trazer um ou dois dos agentes que já perdemos, quem melhor do que um perfeito tank, como Mack, para ser convertido em um LMD? Besides, ver o bom e velho “I hate these guys” de Mack confrontado com mais uma situação que é, no mínimo, fora do comum, foi um bom tributo a temporada passada.

No fim do dia, “Meet the New Boss” foi exatamente (com alguns defeitos…) o que deveria ser: um desenrolar das informações da premiere. May agora está sendo enviada para algum lugar “confidencial”. Nós conhecemos o novo Diretor e (eu, particularmente) odiamos ele. Vimos Daisy não só aceitar como entender a diferença entre os poderes dela e os de Reyes, mas também, se aliar ao rapaz para tentar desvendar o mistério das aparições à la Beetlejuice. Como um todo, Agents of S.H.I.E.L.D. caminha para uma temporada, ou pelo menos para um arco, razoavelmente sólido. Então, tentem não ser tocados pelos fantasminhas da Momentum nem queimados pelo espírito da Vingança, porque um blackout e uma caçada a Inumanos está chegando para agitar o próximo episódio. See ya!

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Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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