Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×08 – The Laws of Inferno Dynamics

Imagem: Bancos de Séries

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

“Because the devil is coming for you”

Intrigante. Repetitivo, mas intrigante. Essa é a melhor maneira de definir “The Laws of Inferno Dynamics”, oitavo episódio da quarta temporada de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., que foi ao ar nesta semana.

Não me entendam mal. O episódio tem sim partes positivas e negativas. Mas o elefante na sala é que Phil continuar a orquestrar mais da agência do que o Mace e que, apesar de eu mesmo ter levantado suspeitas na review passada, Aida passará a ser o foco da S.H.I.E.L.D. pela paranoia do que aconteceu com Ultron, e não porque ela realmente vá ser o “vilão” da temporada. Não que falte potencial a ela, mas acho que o Inumano que Simmons ajudou ou a própria Senadora do mal, ou ainda – e esse é com quem a minha torcida realmente está – o próprio Mace parecem mais… “feitos” para essa posição.

Também foi, apesar de ter sido emocionante, um tanto previsível e patético que Coulson tenha conseguido fazer Mace concordar em usar Daisy, Reyes e Yo-yo para enfrentar Eli, cujo o grande plano era criar algo da mesma maneira que Aida conseguiu criar o portal e sabe-se lá o que mais – o que realmente só prova a minha ideia anterior… Afinal, Eli levou anos para conseguir fazer e compreender algo que Aida fez numa única “tarde divertida”; se ela realmente quisesse ser uma vilã, ela já teria feito isso e, se duvidar, mais rápida e eficientemente do que Ultron.

Na verdade, tirando a sensação de flashback do segundo – e não-tão-bom-assim – Avengers 2: Age of Ultron, a qual o próprio Radcliffe usa como base para uma de suas piadinhas, toda a trama foi exatamente um retrato da dualidade que usei para abrir o texto: intrigante e repetitiva. Foi sim intrigante – e um argumento a favor da minha teoria de que ele sim é o bad guy da temporada – que Mace tenha, antes de brigar com Radcliffe ou ordenar a imediata desmontagem de Aida, decidido pedir ao cientista para investigar o Darkhold. Mas foi extremamente repetitivo e até previsível que alguém como Mace, um político, como Coulson bem descreveu, tenha decidido usar a tecnologia que acaba de lhe ser entregue em um de seus planos mais que suspeitos.

Imagem: Banco de Séries

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

É claro que houveram partes que eu realmente gostei. Rever todo o time no Zephyr, precisando de um plano B e não tendo um foi um excelente momento. O monólogo do tio malvado também. Até mesmo as briginhas de Mack e Yo-yo foram um conforto quando o todo do episódio foi considerado. A ideia de Eli de usar plutônio também foi uma surpresa agradável.

E, como toque final, o desaparecimento de Robbie e Eli, além da “reintegração” de Daisy foram sim partes que levantam vários questionamentos e a piada dos quadrinhos? Me senti de volta a primeira temporada, quando Fury chegou para dar o tom a série de uma vez por todas. Agora, com um LMD infiltrado como May – sempre quis ver esse dia chegar, desde que Fury fez algo similar nos quadrinhos para escapar da morte uma ou duas vezes – e um agente morto, mal posso esperar pelas outras traquinagens que a história nos reserva. Até a próxima!

P.S.: Gostei muito da melhora nos efeitos visuais dos poderes de Yo-yo.

P.S.2.: A referência ao Agente Koenig, personagem de Patton Oswall, trouxe todos os tipos de nostalgia da Season 2.

Share this post

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.