Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×09 – Broken Promises

Imagem: Banco de Séries

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Depois do hiatus, vem o próximo arco da temporada. E com Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., isso significa Life Model Decoys, significa Aida transformando-se em vilã, um pouco de Fitz-Simmons e várias consequências dos eventos da midseason finale. Então vamos embarcar em “Broken Promises”.

Vou começar dizendo que não posso negar as alegações de que o episódio foi meio lento, arrastado. Foi uma das razões que me fez demorar com a review. Não consegui entender, mesmo sendo um episódio de “explicação”, essa lentidão inicial. E foi Aida quem me deu a resposta. A lentidão é a maneira metódica com que ela analisaria a trama. Os segundos iniciais, enquanto ela se prepara, ignora os tiros que ela recebeu (e ainda não foram restaurados) e então segue em seu “monólogo” com uma May mantida em coma.

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Mas uma coisa que realmente incomodou – estava demorando para acontecer – foi Mack. O MCU é cheio de argumentos válidos e interessantes sobre não se brincar com Inteligência Artificial e tudo o que ele consegue usar é “it’s a damn robot”? Não que Fitz – já que Radcliffe surpreendeu ao ser mais culpado nessa história do que eu pensava – estivesse certo em se quer considerar que existisse alguma possibilidade além de apagar os dados de Aida, mas a “voz da razão” deveria ser um pouquinho melhor. Certo, ele até conseguiu aplicar uma nostalgia de filmes clichê de robôs.

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Mas enquanto a trama se desenrola, a história da Senadora do mal Ellen Nadeer começa a se revelar. Primeiro, descobrimos que a relação de ódio xenofóbico que ela tem é uma consequência dos eventos envolvendo a invasão Chitauri – vide Vingadores – e, logo em seguida, descobrimos que Vijay Nadeer acabou não sendo muito “ajudado” pela irmã e que ela tem mais ligações com os Watch dogs do que imaginávamos.

Nesse mesmo meio tempo, fomos lembrados do quanto Mace é um babaca. Para ser mais exato, do quanto eu espero que ele seja destruído de uma forma irônica e cruel até o fim da temporada. Nada de substituição por um LMD, simples obliteração será suficiente. O nojo de vê-lo sorrir e se gabar como se o que ele fez ao “vender o seu produto” para impressa foi enorme, e as tentativas de um humor ridículo não amenizaram isso.

Contudo, uma coisa boa que surgiu dessa trama de Mace e Daisy foi o momento Bobbi Morse que Simmons teve. Foi simplesmente perfeito ela não só voltando aos seus dias de undercover, mas também quebrando a cara do assistente da Senadora.

Muitas perguntas – e muita revolta – ficam com o final do episódio. Depois de descobrir que Radcliffe era o responsável, que ele tem um plano maior e pelo menos mais algumas Aidas guardadas e ainda, a surpresa maior foi que o irmão da Senadora não morreu realmente. Essas coisas só nos asseguram que esta segunda metade da quarta temporada será espetacular.

P.S.: Toda a discussão de Radcliffe e Fitz sobre Aida ser ou não “humana” é muito melhor apresentada num episódio de Star Trek: The Next Generation. Em “The Mesure of a Man” (S02E09), é questionado se o Tenente Comandante Data era uma máquina e, portanto, propriedade da Federação ou se, por ser dotado de capacidades tão exemplares, ele teria o livre-arbítrio dos humanos.