Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×10 – The Patriot

Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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A segunda metade da quarta temporada de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. não perde tempo, e parece ter fôlego para mergulhar de cabeça não só na trama dos LMD’s, mas em todos os mistérios que ficaram da primeira metade da temporada. Em “The Patriot”, temos um exemplo claro disso, enquanto a série avança a largos passos para os desenrolares que virão.

Na verdade, confesso que fiquei surpreso quando percebi o quão denso o episódio acabou sendo. Não só porque esperava que o episódio fosse seguir um tom de maior explicação – não só necessário, como também apropriado, considerando os eventos com um dos modelos de Aida no episódio passado. E o melhor, é que somos levados a esse falso clima de calmaria pelo próprio episódio. Enquanto a série nos mostrava Mace fabricando em Daisy um herói midiático de quem ele (e a imagem dele) pudessem tirar vantagem, o que realmente estava acontecendo era a construção do cenário para que finalmente enveredemos nos podres do passado do Diretor.

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É claro que a série joga um pouco de agitação no meio da história, com o retorno de Talbot, e um atentado que parece ser corriqueiro. Tivemos a chance de ver o general agindo de maneira suspeita e tentando comandar a S.H.I.E.L.D. na ausência de Mace e Coulson. E, confesso, ele até conseguiu sair com uma quote legal, embora tenha sido uma pena que a verdadeira May não tenha podido ouvir que “Agent May, with the possible exception of my mother, you are the single most intimidating woman I have ever met. We need answers. You can get them.”.

De volta a Mace, qualquer um que acompanhe minhas reviews sabe que nunca fui muito fã do Diretor. Ele sempre pareceu suspeito, artificial, como se tivesse algo a esconder. E, embora eu não imaginasse que fosse isso que vimos que ele escondia, foi bom estar certo. Contudo, não era preciso desgostar do Diretor desde o primeiro dia para saber que algo estava muito errado. Ir procurar Burrows, que caiu de um avião em movimento? O mesmo Burrows que carregava a pasta muito suspeita? Tava na cara que algo estava errado, mais ainda quando ele preferiu insistir na busca e não em tentar ser resgatado.

Nesse meio tempo, parece que mesmo decapitada, a primeira Aida continua a ser motivo de discórdia entre Fitz-Simmons. Eu até entendo a “obcessão” dele com a tecnologia e, não vou negar, tenho achado Simmons bem whatever nessa temporada – ele teve seus momentos, como sua cena badass intimidando Talbot neste episódio, mas ainda está bem abaixo do que vimos na temporada passada –, mas até eu sou forçado a concordar com ela: reiniciar um cérebro positrônico de uma androide do mal que possui o conhecimento do Darkhold não é a coisa mais espera para se fazer, não importa o quão controlado seja o ambiente.

O saldo geral do episódio foi muito positivo. Descobrimos a farsa de Mace, tivemos a chance de ver Coulson brilhando novamente, retomando o comando que sempre foi dele (com direito a falsa May e tudo) e, como bônus, ver Talbot parecer o idiota pomposo que ele é. Agora, resta saber por quanto tempo as mentiras de Fitz e Radcliffe continuarão a funcionar e por quanto tempo a falsa May continuará a funcionar “segundo as especificações”, e tudo isso é assunto para o próximo episódio. See ya!

P.S.: Já está mais do que na hora do MCU parar de tentar criar segundos, terceiros, quartos (é a quarta vez que tentam fazer isso!), Capitães América. Além da trama ser muito batida, recriar o soro nunca dá certo e sempre termina em problemas ou, como vimos aqui, num bocó como Diretor da S.H.I.E.L.D.

P.S. 2: Dois easter eggs notáveis figuram no episódio. O primeiro deles é o nome do piloto do quinjet usado na fuga de Mace. De acordo com o IMDb, o nome do piloto era Firefly, coincidentemente, título de uma das melhores séries criadas por Joss Whedon, que foi trucidada pela estúpida FOX. A segunda referência notável é a batalha de Viena, onde Mace se consagrou “herói”. Fica claro agora que o incidente é o mesmo em que o pai do Pantera Negra foi morto, nos eventos vistos em Capitão América: Guerra Civil.

 

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