Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×13 – BOOM

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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“BOOM”, episódio desta semana de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., seguiu o padrão que tem sido apresentado por todo este arco da temporada. Foi um episódio acelerado, com narrativas bifurcadas e que avançam rápida e, às vezes, descuidadamente.

Tivemos dois grandes núcleos, aquele liderado por Radcliffe e sua pesquisa, que envolveu inumanos, os agentes e até se mistura um pouco com o plot de Mace. E tivemos o segmento comandado por Coulson, em sua busca por May e pela “matriz” da aparência empregada em Aida por Radcliffe.

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No todo, a trama nem parece nem é original. Na verdade, sou forçado a admitir que, salvo pela grata surpresa que foi Agnes Kitswroth, o episódio teria sido bem whatever; não porque a série esteja fazendo algo errado, mas sim porque toda essa trama de vilões russos e de um supersoldado – ou melhor, de um quase nem um pouco mais ou menos que não chega nem a poeira deixada por Steve Rogers – parece e é bem gasta, não só por ter sido base para ideias centrais da criação do Capitão América, mas porque até mesmo a obstinação de Coulson em achar alguém e isso, de repente, o levar a algum lugar tropical e exótico já foi gasto demais enquanto ele procurava por Daisy nas trocentras vezes em que ela desapareceu.

Certo, acabei parando várias vezes o episódio na tentativa de entender se essa reciclagem está sendo feita por falta de criatividade ou para direcionar a atenção; como fã, acho a segunda possibilidade tentadora, e não posso negar que notei, por exemplo, que Agnes usa um vestido floral nas suas primeiras cenas. Da última vez que alguém foi inserido na série com este figurino, tivemos que aturar Rayna e toda a sua maldade por bastante tempo… e, mesmo que ela tenha tido um final bem medíocre, no começo ela era uma vilã maravilhosa.

Contudo, o desperdício de personagens que mereciam finais muito mais cruéis, como a senadora Nadeer – que deveria ser morta pelo irmão que, por sinal, já pode voltar de suas aventuras submarinas – ou o capanga russo cujo nome não me dei ao trabalho de aprender (esse Aida deveria matar) só me fazem crer mais no desleixo e não na genialidade do texto.

É claro, no fim, a série nos lembrou que ainda há certas coisas que não mudam. Agnes acabou sendo somente um aperitivo para a trama do Framework e ela ir junto com Radcliffe deixa dúvidas quanto ao papel que ela realmente irá desempenhar. Mas Mace foi a melhor-pior surpresa. Detestei o personagem desde o primeiro momento, e embora heroico, seu sacrifício não altera isso. Mesmo assim, era de se esperar que algo dessa natureza fosse acontecer; que, assim como Coulson lembrou, Mace acabasse fazendo um sacrifício final para tentar se redimir e servir ao bem maior.

Foi, no geral, um episódio mediano. Agora conhecemos as motivações de Radcliffe para criar os LMD’s e para ter buscado o poder do Darkhold, que lhe permitiu construir o Framework. A história de May continua em aberto, e não nos restam muitos cliffhangers para seguir, o que indica que a estória se afunilará ainda mais no próximo episódio. Resta esperar para ver.

 

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