Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×15 – Self Control

Imagem: YouTube/Reprodução

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“I know I’m not real. I’m all phantom limbs. But that doesn’t make the pain less real. You don’t have to feel pain. You say you don’t anymore. But that pain, that regret… that’s what made you a person … a person I love.”. – LMD May.

As coisas continuam ficando piores para os “mocinhos” em Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. e, em seu décimo quinto episódio, a certeza de que Aida é uma vilã muito além do que poderíamos imaginar só aumenta.

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Na verdade, “Self Control” é a prova da minha teoria sobre o retorno da série as suas origens, com esse plot mais focado em espionagem e vilões com um tom mais James Bond; contudo, a mais grata surpresa é, sem dúvida, o retorno da famigerada HYDRA que, mesmo sendo no Framework, trouxe todos os tipos de nostalgia de volta.

É claro, o episódio conteve toda uma miríade de informações e progressões, e gostei de como o clima de paranoia foi empregado. A polarização do roteiro, que já havia separado Coulson e os outros de Fitz-Simmons, foi concretizada com a substituição dos quatro agentes por novos LMD’s, e agora, só a dupla não-mais-tão-dinâmica é quem pode tentar salvar o dia.

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Mas, antes de tudo isso se desenrolar, vamos tirar um minuto para contemplar Aida. Que vilã maravilhosa! Lógica, crível, defensora de um ideal em que ela realmente acredita, cada dia mais, a moça me lembra Raina e, como bônus, acrescenta a brutalidade e força bruta pura – mas sem perder a naturalidade – enquanto destila protocolos e protege o seu amado Framework. Claro, cortar o russo em pedacinhos e se livrar definitivamente de Radcliffe foram só uns extras. Dito isso, vamos seguir.

Não vou mentir, a primeira vista, o plano dos LMD’s pareceu até mesmo simples demais. Contatar os Inumanos, executá-los imediatamente, e fazer isso o mais rápido possível. Simplório e eficiente. Até porque, a sofisticação ficou por conta das atuações. O LMD Coulson conseguiu ser tão idealista, tão intenso sobre a realidade que Radcliffe criou; a LMD May lutando pelo certo e errado, seguindo seus princípios, acreditando que, apesar dos fatos, aquilo é errado… foi interessante ver que a programação de Radcliffe, até mesmo a menos avançada (LMD May) consegue replicar quase que a perfeição de tais traços da personalidade.

As emoções também estiveram bem enfatizadas no núcleo Fitz-Simmons. A paranoia – melhor arma contra os humanos numa invasão, anotem – tomou conta dos dois e, embora tenha sido satisfatório ver Fitz lembrar que só estamos aqui por culpa da confiança dele em Radcliffe e da arrogância conjunta dos dois, foi triste vê-los novamente a beira de perder um ao outro novamente, forçados a escolher quem terá que viver. E, confesso, não esperava que Daisy ainda fosse humana e Fitz um LMD. Well played.

Outro dos elogios, claro, vai para a fotografia. Toda a ambientação da paranoia, especialmente na sequência com Daisy fugindo do LMD Mack foi excelente, e posso dizer que fiquei com medo por ela. E o reencontro dela com Simmons? Toda a desconfiança e o medo? Realmente emocionante!

A batalha para sair do QG foi muito bem executada, considerando a situação – embora seja irônico o quanto os quartéis da S.H.I.E.L.D. são destruídos/invadidos/comprometidos nesses processos de “salvar o mundo”.  Era óbvio que a real batalha para salvar nossos agentes só poderia acontecer dentro do Framework. Afinal, May já está lá há muito tempo, não acho que haja outra maneira de vencer. Mas não consigo imaginar como eles irão escapar depois de despludgados do Framework, já que Aida acabou de construir um boy-toy  para si mesma e tomou de vez o controle da situação. Teremos que aguardar o próximo episódio para descobrir. Até lá!

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