Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×16 – What If…

Imagem: ComicBook.com/Reprodução

“It’s a brave new terrifying world”

Sim! Depois de um hiatus prolongado, Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. finalmente retorna para continuar e finalizar a sua quarta temporada, agora dentro de um Framework que é mais bagunçado do que o que Alice achou do lado de lá do espelho. E, como a frase que encabeça o texto sugere, entramos num mundo governado pela HYDRA.

Tenho que dizer, tinha minhas dúvidas quanto aos rumos que a temporada estava tomando, mas aplaudi de pé o que o Framework acabou sendo. Porque uma realidade alternativa é uma coisa, mas isso? Um mundo em que Daisy ainda é Skye. Um mundo em que todos eles trabalham para a HYDRA. Um mundo em que o Triskelion não caiu e é o QG das operações. Um mundo em que além de não ter seus poderes e de ainda estar com Ward – que continua rastejando de volta, não importa como o matemos… embora dessa vez ele seja da Resistência, então teve pelo menos um silver lining, ele era um traidor e agente duplo, mas lutando pelo lado certo –, Skye é uma agente encarregada de caçar Inumanos… Isso sim é chaotic evil sem maiores pudores.

Mas vamos por partes. Gostei que a série, depois de situar Daisy, digo, Skye, nos procedimentos da HYDRA e da nova realidade – o que incluiu algumas informações relevantes, como Lincoln também estar morto e que será mais difícil do que parece extrair May e os outros do Framework –, tirou um tempinho para nos mostrar o que aconteceu com Simmons. Afinal, desde que vi aquela lápide dela no episódio quinze, venho me perguntando como ela se manifestaria no Framework, já que sua contraparte já não existe mais naquela realidade. Confesso que não esperava algo tão Madrugada dos Mortos. Não queria vê-la literalmente levantar de sua cova coletiva no meio de uma instalação destruída da S.H.I.E.L.D., principalmente porque, com todo o misticismo que foi incorporado no MCU nesses últimos tempos, poderiam ter usado uma saída mais criativa.

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E já que estamos no assunto de Jemma, tenho que dizer que a garota me surpreendeu. Ela começou bem assustada, considerando toda a situação, mas logo o treinamento e até mesmo a experiência de sua época infiltrada na HYDRA começaram a funcionar. Assim como Daisy, ela só precisou de algum tempo para colocar seu lado badass para funcionar.

Mas golpe verdadeiro nós recebemos quando vimos Coulson defender a HYDRA para adolescentes. Quando vimos o nosso grande e único Diretor colocar o seu antigo maior inimigo numa posição de supremacia, defender a falta de liberdade individual, a soberania de um estado tirânico, o fim da liberdade de expressão e imprensa e, pior de tudo, não se incomodar que esse sistema que ele tão abertamente defende retira crianças inocentes de salas de aulas para “alguns testes”.

Imagem: YouTube/Reprodução

Não satisfeitos com isso, a produção ainda precisou nos destruir ainda mais – eu precisei segurar as lágrimas quando Simmons começou a se desesperar – com a cena em que Coulson e Jemma se encontram. Eu linkei o encontro dos dois aqui para não precisar transcrever o diálogo todo, até porque não acho que eu conseguisse passar toda a emoção da cena. Ver o desespero dela, sentir uma pontada de esperança quando ele olhou para as lembranças sobre TAHITI, só para depois ter isso tirado de nós, quando ele a reportou como subversiva. Foi de partir o coração. Mas valeu cada segundo. TAHITI foi a gatilho que Coulson precisava para questionar sua realidade, e se o nosso Diretor está disposto a fazê-lo, mesmo que seja a força, ele conseguirá tirar os outros do Framework. Agora que ele finalmente parece ter perfurado a membrana da ilusão computacional, só nos resta esperar e torcer. See ya!

HYDRA FILES: O episódio foi dedicado à memória de Bill Praxton. O ator, famoso por produções como Alien e Titanic, deu vida ao infame John Garrett na primeira temporada da série.

HYDRA FILES: Depois da cena de Fitz e Aida, não consigo deixar de me perguntar em que ponto ela entrou no Framework. Será que ela está simultaneamente naquele avatar físico e no Framework? E, considerando o potencial quase que ilimitado dela, será que esse mundo foi realmente o que Radcliffe idealizou dele ou será que as “correções” feitas por Aida é que deram o tom de upside down para a coisa?

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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