Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×18 – No Regrets

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Mais uma vez, Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. nos entregou um episódio espetacular. “No Regrets” deixou claro, desde o título, que não há mais espaço para arrependimento. Como Yoda nos ensinou, é fazer ou não fazer, não há espaço para tentativa no Framework. E mesmo aos custos mais elevados, a luta contra essa loucura de Aida precisa continuar. Desta vez, descobrimos exatamente até que ponto precisamos ir para romper parte desse controle mental e questionar a realidade, tudo isso amarrado num episódio que nos levou ao máximo das emoções em vários momentos.

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Na verdade, o episódio já começou maravilhosamente bem. Afinal, mesmo com todas as minhas objeções contra Mace no mundo real, nesse upside down bizarro, gostei de vê-lo trabalhar com Coulson, não só por ver Coulson de volta a ação de campo, mas por ver Mace como uma figura menos suspeita. Mesmo que ele desconfie de Simmons, ele tem – por mais irônico e extraordinário que isso possa parecer – seus motivos. Realmente parece ser um Mace que daria para aceitar mais facilmente na realidade.

E quase que como uma sequência esperada nessas divagações sobre realidade, a cena inicial entre Fitz e Skye foi outro tesouro, e só prova a suspeita que levantei noutra review: se algum dia eles conseguirem sair do Framework, não existirá mais equipe nem confiança entre eles. O medo genuíno de Skye enquanto Fitz ameaça “o mundo dela” foi de arrepiar. Parabéns a Iain De Caestecker por conseguir passar do pateta bem intencionado para o vilão evil motherf#cker tão perfeitamente.

Ainda no problema do que acontecerá na realidade que se seguirá, cada dia mais eu temo essa frieza de Simmons. Certo, depois do que ela viu Fitz fazer até dá pra entender que ela ficasse furiosa, abalada, mas não que ela fosse se transformar em alguém com tamanho desprezo pelo que está ao seu redor. Afinal, mesmo que o Framework seja “falso”, como na Matrix, aqueles que estão inseridos ali não têm consciência da imaterialidade de sua realidade. Ignorar isso, mostrar somente desprezo e abusar desse cinismo… não parece a Jemma Simmons que aprendemos a amar.

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Nesse meio tempo – e nunca achei que fosse dizer isso – May se tornou uma personagem absurdamente dispensável. Num primeiro momento até deu para aturar ela na liderança da HYDRA e sendo um pau-mandado. Mas disso a tomar o mesmo caminho de trapaça que Mace na realidade, com um supersoro que imita as propriedades do Capitão América… #Boring! É tanto que, mesmo vendo um dos meus sonhos do começo da temporada se realizar, ver Mace levar umas porradas de May, foi mais decepcionante do que qualquer outra coisa. A luta até foi bonita, mas a motivação? Simplesmente não convenceu. É claro, isso foi corrigido depois.

Agora, de volta ao Triskelion, duas coisas que poderiam ter sido bem ruins chamaram minha atenção. Primeiro, a ideia de que Aida dentro desse seu mundinho cada dia mais emula a humanidade. Ela adquiriu cinismo, barganha, loucura… realmente bem humana. Mal posso esperar para ver ela perder esse sorrizinho e esse “controle” que ela aparenta. Mas, enquanto isso, Daisy e Radcliffe finalmente tiveram a conversa que todos esperávamos; agora temos certeza de que existe uma saída desse pesadelo, uma que Aida não pode destruir.

No fim, Mace acabou conseguindo, mesmo que no Framework, realizar aquilo que ele sempre quis: ser um herói. Mesmo que ele tenha morrido no processo, ele mereceu o título de Diretor Mace. Seu sacrifício também resultou em algo que eu não esperava, e assim como Trip, ele será lembrado entre os nossos fallen agents. Agora que May está subvertida e iniciou a terrigêneses de Skye, mal posso esperar para ver o mundo de Aida vir abaixo. Seja para o melhor ou para o pior, nossos heróis vão conseguir sair desse pesadelo e, espero, erradicar a praga Aida com a mesma eficiência que nos livramos de Hive. Resta aguardar o próximo episódio. See ya!

HYDRA FILES: Estou curioso… Na vida real o pai de Fitz seria um membro da HYDRA? Todo esse fanatismo, essa determinação, essa vibe desumana… combina bem com a HYDRA.
HYDRA FILES 2: Muito muito cruel trazer Trip de volta num mundo que não existe. Not cool, Aida!
HYDRA FILES 3: Pelo menos eles souberam trazer elementos canônicos até nos mínimos detalhes. O sistema de reprogramação mental da HYDRA foi reproduzido de maneira singular.

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Professor de Língua e Literatura, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em café, bons livros, boas animações e ocasionais guilty pleasures (além de conversas sem começo, meio nem fim). De gosto extremamente duvidoso, um Reviewer ocasional aqui no Mix de Séries e Colunista no Mix de Filmes.

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