Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×19 – All the Madame’s Men

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. continua sua saga pelo Framework, e finalmente chegamos ao momento que tanto esperávamos. Em “All the Madame’s Men”, a maré da guerra finalmente parece estar virando, e mesmo tendo perdido o Diretor Mace, a luta do Patriota não foi esquecida nem será em vão.

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Na verdade, todo o episódio foi excelente, e mesmo com um ou dois detalhes que até incomodam, a emoção de ver Daisy trabalhando com May, ver Coulson tomando seu lugar como voz da S.H.I.E.L.D. (mesmo nesse mundo absurdo) e até mesmo ver Grant Ward sendo um ser humano que odiamos amar novamente trouxe de volta todo o sentimento de primeiras temporadas, o que tem sido um verdadeiro tesouro para os fãs.

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Mas vamos por partes. A cena de tiroteio no Triskelion foi simplesmente espetacular. Não importa o quão imersa no Framework May está, ela será sempre a Cavalaria, e vê-la em ação com Daisy, que ela treinou, eliminou qualquer dúvida de que aquela May ainda fosse leal a Aida. E quase que para fortalecer nossa certeza, ver Aida assegurando que nenhum deles pode realmente abandonar sua verdadeira natureza – sendo May sempre a guerreira – logo antes de ser jogada pela janela por Daisy me fez aplaudir a guerra que estava para começar.

Outro divertido revés foi descobrir que o brinquedinho russo de Aida, assim como ela, não pode romper a primeira diretriz e matar os nossos agentes enquanto eles estão no Framework. É claro que Aida pode declarar uma caçada a eles no seu mundo virtual para lidar com isso – afinal, se eles morrerem no Framework, suas consciências se extinguem e seus corpos podem ser desligados – ou caçar Daisy e Simmons, que entraram no Framework por meios próprios, no mundo real. Mesmo assim, foi excelente perceber que a vilã não é tão onipotente assim.

Claro, ela está planejando recriar o projeto que iniciou toda a confusão da temporada, a criação de Eli com o poder do Darkhold – que, por acaso, foi assimilado por Aida para salvar nossos heróis em tempos melhores. Foi uma jogada interessante da produção porque devo admitir que abre espaço para criar portais que poderiam levar Ward e até Trip de volta ao nosso mundo e, de quebra, trazer talvez Robbie – mais alguém já tinha esquecido dele? – também de seja lá onde ele está.

Nesse meio tempo, foi muito bizarro ver Fitz assumir o lugar de liderança na HYDRA e liderar um reinado de terror e medo. Se já não restava muita fé no personagem ser perdoado pelo time, agora acho difícil que nossos heróis queiram se quer retirá-lo do Framework, quanto mais o perdoar pelas atrocidades. A obsessão dele por controle eu até entendo, vem dessa personalidade bizarra de pai que Aida criou, mas perceber que ele será o instrumento para que essa Pinóquio vingativa e seu cão de guarda russo virem “de verdade” foi um pouco demais – isso para não mencionar o verdadeiro rip-off de Age of Ultron que é esse plano de Aida.

Mas, passada essa tristeza com Fitz, podemos comemorar o retorno de Coulson e Mack a ação. Claro que Coulson teve o maior destaque, defendendo May, fazendo um discurso digno de Diretor da S.H.I.E.L.D. para salvar o “mundo”. E mesmo com todas as coisas indicando que essa batalha não será nada fácil, ouvir “My name is Phil Coulson, and I’m an agent of S.H.I.E.L.D.” renovou a esperança de que nossos heróis conseguirão sobreviver. Simmons já está tentando resolver o problema, nossas heroínas já foram localizadas pelo robô russo e o Framework parece realmente ter sido afetado pela onda de subversão inspirada pelo discurso de Coulson. Todas as peças estão na mesa, agora resta só esperar pelo confronto final. See ya!

HYDRA FILES: Esse mundo dominado pela HYDRA continua a me surpreender. Até Sunil Bakshi voltou dos mortos e, ironicamente, com o mesmo poder de reprogramação mental, mesmo que agora seja na mídia.
HYDRA FILES 2: A cara que Daisy fez quando Coulson soltou a piadinha sobre inimigos do estado foi pura fofura. São esses momentos que fazem a série valer a pena.
HYDRA FILES 3: Apesar de tudo, gostei que Radcliffe tenha colocado o “pai” de Fitz no seu devido lugar. A conexão entre os dois no mundo real nunca foi explicada, e saber que ele não é um partidário da HYDRA, mas sim um fracassado no mundo real serve para amenizar uma pequena parte do nosso ódio por Fitz.

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Professor de Língua e Literatura, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em café, bons livros, boas animações e ocasionais guilty pleasures (além de conversas sem começo, meio nem fim). De gosto extremamente duvidoso, um Reviewer ocasional aqui no Mix de Séries e Colunista no Mix de Filmes.

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