Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×20 – Farewell, Cruel World!

Imagem: YouTube/Reprodução

Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. sempre conseguiu surpreender. E mesmo nos altos e baixos da temporada passada e da primeira parte dessa, a série sempre colocou esforço em criar reviravoltas incríveis. Contudo, nem mesmo nesse hábito de traquinagens a série já tinha feito algo tão cruel quanto “Farewell, Cruel World!”.

Explico. Seja pelo final, que nos destruiu mais do que quando perdemos Trip da primeira vez, ou pela cruel verdade de que este ainda não é o último episódio da temporada – o que significa que ainda teremos nossas emoções forçadas além desses limites –, a série parece decidida a partir o coração dos fãs, mas pelo menos fará isso com episódios espetaculares.

Mas vamos por partes. Confesso que não esperava que mostrassem o que está acontecendo do lado de cá da história. Mesmo com a menção ao russo tentando derrubar Daisy e Simmons, não achei que fossemos ver a equipe do Zephyr. E fiquei igualmente surpreso com o tempo que passou. Porque mesmo que tenham sido alguns episódios, não achei que tivessem se passado os dez dias que foram no mundo real – pelo menos não é a impressão que temos no Framework.

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Ainda na aba das surpresas, ou melhor, indo na direção contrária, mais alguém achou previsível Radcliffe ser convencido a ajudar Fitz? Provavelmente o personagem que mais me faz de trouxa, porque coloco real confiança nele e achei a atitude dele – suportar a tortura, revelar a saída para Daisy – o suficiente para compensar por pelo menos um milésimo do desastre que ele causou. E mesmo sendo previsível, fiquei decepcionado que ele tenha sido “convencido”, só para ser feito de trouxa mais uma vez quando, em mais uma reviravolta, ele fez a sua escolha definitiva, desarmando Fitz e fazendo-o sair do Framework.

Já Simmons nem vou dizer nada. Primeiro porque não imaginei que ela fosse fazer algo absurdamente estúpido como ir atrás do pai de Fitz. Eu até entendo a situação, e por mais tocante que seja, já que Mack queria ficar, devíamos ter deixado os dois, resolvendo dois problemas de uma só vez. Claro, toda essa coisa de Simmons por Fitz é tanto pelo amor – que não sei se sobreviverá no mundo real depois de tudo – quanto por aquele detalhe de Fitz ter atravessado o universo para salvá-la lá na temporada passada. Mesmo assim, ela estava a mais centrada das personagens, pensando sempre em sair do Framework… foi um vacilo feio dela.

Mas emoção mesmo ficou a cargo da saída deles do Framework. Eu comemorei, ri, chorei, me desesperei – quando Coulson levou os tiros – e no fim, fiquei com o gosto de “quero mais” que o próximo episódio entregará. Achei a alegoria da saída belíssima, apesar do tom meio bíblico. Claro, Mack não ter saído é uma complicação gigantesca, assim como foi o novo superpoder de Aida – será que ela se construiu Inumana ou é algum poder dado pelo Darkhold? Enfim, teremos que aguardar o próximo episódio para saber, mas temo que, com o Zephyr sob ataque, Mack ainda no Framework, Aida de posse de Fitz, e claro, o russo maldito livre, as coisas vão piorar – e muito. Espero vocês lá!

HYDRA FILES 1: Como não rir com os diálogos de Daisy e Coulson?
HYDRA FILES 2: Tivemos a confirmação de que, saindo do Framework, todas as memórias acompanham nossos heróis. Embora eu nunca tenha duvidado disso, uma grande massa dos fãs vinha discutindo isso nos fóruns da Marvel.
HYDRA FILES 3: Fitz é o único dos personagens a não ter questionado nunca sua “programação” no Framework. Mesmo que Mack não tenha saído, ele questionou quando viu o que aconteceu quando Coulson saiu.

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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