Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×22 – World’s End [SEASON FINALE]

Imagem: YouTube/Reprodução
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Eis que chegamos a season finale da quarta temporada de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.! “World’s End” manteve o ritmo frenético do episódio passado e, como sempre, foi uma finale que destruiu os fãs. Seja pelo destino de nossos heróis ou pelas consequências de tudo o que aconteceu, decididamente a série nunca mais será a mesma.

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É claro que não foi só perfeição. Não seria realmente uma finale sem alguns defeitos e muito sofrimento para os fãs. Contudo, coisas como a necessidade de Simmons de tentar manter um olhar positivo com relação a Fitz até irritam – a princípio. Mas depois… bem, isso já é avançar um pouco na ordem dos eventos. Vamos por partes.

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Primeiro, confesso que não esperava que a primeira medida de Aida em sua sede por vingança fosse simplesmente desligar o Framework. Certo, eu suponho que ela saiba que Mack está lá dentro e, claro, desligar o construto significaria destruí-lo e certamente magoar o time, mas achei que ela direcionaria todos os seus esforços e atenção para recriar aquele mundo do lado de cá. Pelo menos o russo não perdeu o foco, nem a oportunidade de esfregar a ironia da situação na cara dela a cada instante.

Outra surpresa foi a ordem das ações de Robbie. Claro que o rapaz voltou inicial e principalmente pelo Darkhold, mas por que não procurar Daisy e o resto do time antes de sair em confronto com a vilã? Seja como for, gostei do que vi. Afinal, que primeiro duelo espetacular! Não me entendam mal, os confrontos de Robbie com qualquer um nessa temporada foram muito bons, mas ver a maneira com que ele lembrou a Aida que dor e destruição física são fatores a se considerarem foi ótimo, mais ainda pelo show-off de poderes dos dois – ele, demonstrando maior controle sobre o espírito da vingança, ela, fugindo no último segundo, num exemplo de efeitos especiais bem aplicados. Nice slow cam!

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Mas saindo do papo mais geek e voltando para a trama, continuei um pouco decepcionado com o que parecia ser o end plan de Aida. Usar o LMD de Daisy para matar Talbot – o que foi uma pena – e os outros diplomatas somente compromete a S.H.I.E.L.D. e a Daisy, não serve ao propósito de recriar a realidade alternativa dominada pela HYDRA. Até porque, se nos lembrarmos bem da segunda temporada, Coulson conseguiu sobreviver um tempo considerável mantendo a agência nas sombras.

E falando nele, como é bom ver o nosso eterno Diretor mostrando porque ele é o nosso eterno Diretor. Mesmo sabendo que teríamos perdas e que, claramente, nada bom viria de retornar a base, a simples fala de Coulson – que nem chegou a ser um discurso – sobre travar a batalha em casa, talvez pela última vez, defendendo quem eles são e o que a S.H.I.E.L.D. representa foi muito emocionante.

Claro, as emoções não pararam por aí. Mesmo com a dica do plano de Coulson, precisei ver o LMD de Simmons ser eletrocutado – depois de fazer força para segurar as lágrimas durante toda essa cena – para perceber que essa, além de brilhante, era a primeira parte da jogada de Coulson. Jogada que foi seguida pelo plot twist que entrou como um verdadeiro tapa na minha cara. Porque nem nos cenários mais absurdos, imaginei que Coulson pegaria para si o espírito da vingança para ter a oportunidade de destruir Aida.

E é exatamente assim que as coisas acabam. Foi um deslize da série simplesmente esquecer de explicar o que aconteceu com o russo e suas outras cópias – isso para não mencionar os outros replicantes criados pela finalmente derrotada Aida. Apesar disso, foi uma grande season finale, e o cliffhanger de que iremos para o espaço na próxima temporada só deixou as coisas ainda mais emocionantes. No fim, a ideia de que se vamos pagar, pagaremos todos juntos, o que poderia significar o fim da S.H.I.E.L.D. e da série foi bem aplicada, e caso não houvesse uma próxima temporada, teríamos tido um grande final, com essa atmosfera de dever cumprido e melhor, com todo o time junto para uma refeição, ao melhor estilo rip-off d’Os Vingadores.

Como um todo, foi uma temporada de altos e baixos, e embora tenhamos tido mais altos e a série tenha conseguido recuperar parte dos fãs e parte do charme que tinha no seu auge – segunda metade da season one e partes soltas das seasons 2 e 3 – não há como não ficar triste e já nostálgico da temporada e da série. Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. contrariará as palavras de Coulson e não retornará “in a moment”. Na verdade, só voltaremos a nos encontrar agora em 2018, para a já confirmada quinta temporada, que promete aventuras espaciais, um possível fast forward e, talvez, algumas interações com os Guardiões da Galáxia e suas tramas. Contudo, ou melhor, apesar de tudo, it was one hell of a ride. E, como nunca fui muito bom com despedidas – e como ainda tem uns largos P.S.’s esperando vocês – direi apenas o meu clássico au revoir!

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Antigos arquivos da S.H.I.E.L.D., entrada 1: O retorno de Robbie Reyes ofereceu um momento que eu esperava há algum tempo. Depois de tudo o que foi acrescentado ao MCU com Doutor Estranho e até mesmo com Iron Fist, é impossível não reconhecer o papel dessa seara sobrenatural no que ainda está por vir. Seja em S.H.I.E.L.D. ou em qualquer outra produção, considerar mais profundamente as dimensões alternativas, tempo e espaço de uma maneira mais relativa… pode ser divertido.

Antigos arquivos da S.H.I.E.L.D., entrada 2: Ah Jemma, apesar de tudo, como eu amei, mais ainda depois de temer ter perdido você, ter o prazer de ver você esvaziar um pente inteiro em Aida. E sim, todos nós sempre e realmente queríamos muito fazer isso, mesmo não tendo dado certo. Worth it!

Antigos arquivos da S.H.I.E.L.D., entrada 3: A cena dos vários desaparecimentos e reaparecimentos de Coulson e Aida lutando me trouxe de volta dois flashbacks maravilhosos. O primeiro foi o episódio em que descobrimos que, ao usar seus poderes, Noturno passa por uma dimensão com criaturas bem hostis em X-Men Evolution – referência com gostinho de infância. O segundo foi da cena em que Strange luta com Kaecilius, logo antes da Anciã revelar que ela também usa o poder da dimensão sombria. Além disso, esse poder conveniente da abrir portais que Robbie adquiriu foi tão copiado diretamente de Doutor Estranho que não sei se fico orgulhoso pelo bom uso do conceito já criado ou decepcionado com a falta de criatividade visual-estética. Pelo menos a cara de Daisy, May e Simmons depois desse truque foi impagável.

Antigos arquivos da S.H.I.E.L.D., entrada 4: Apesar de tudo, e mesmo sendo quase redundante dizer que eu

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não sou muito fã de Mack, foi impossível não chorar nos momentos finais dele com Hope no Framework, e mais ainda quando ele jurava não abandoná-la, segundos antes dela desaparecer.

Antigos arquivos da S.H.I.E.L.D., entrada 5: Mesmo tendo sido um personagem que sempre dividiu minhas opinião, fiquei triste com a morte definitiva de Radcliffe. O Doutor até era meio pirado, mas no fim ele tentou se redimir, e partiu com créditos, não é qualquer um que lembra de citar T.S. Elliot na sua hora final. “This is the way the world ends/Not with a bang but a whimper.”.

Antigos arquivos da S.H.I.E.L.D., entrada 6: Foi um imenso prazer dividir as minhas notas insanas sobre essa temporada com vocês. Espero reencontrá-los em 2018. See ya!