Marvel’s Luke Cage – 1×03 – Who’s Gonna Take de Weight?

Imagem: Arquivo pessoal

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“Bem, isso tem que ser uma fantasia antes de se tornar uma realidade.”

Uma lição do episódio: não se cria um esquema mega elaborado de crime organizado sem o aval de alguma instituição do poder e umas parcerias a mais, afinal nunca se sabe quando se vai precisar de desaparecer com um corpo. Se isso não estava claro, depois de “Who’s Gonna Take the Weight?” (1×03) não restaram mais dúvidas.

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Rafael Scarfe, o detetive parceiro de Misty, mostrou quem é e com quem está. A princípio um coadjuvante na história, servindo apenas como um tira-colo reclamão enquanto Misty brilha, o detetive não chamou muita atenção. E se acreditou que assim se manteria não fosse a ênfase a ele dada neste terceiro episódio, quando a coisa começou a ficar esquisita, quando seu discurso se tornou mais deturpado e um esforço em ir ao encontro de Chico foi feito.

Não deu em outra. A sorte do encontro a sós e a encenação da retirada do paletó e da gravata selaram o destino de Chico. Talvez por isso não tenha sido muito surpreendente a ida de Scarfe ao Harlem’s Paradise, botando banca e revelando a Stokes quem era o responsável pelos ataques ao esconderijos.

Lembram-se do episódio passado e da força estrategista que Dillard, finalmente revelada a Black Mariah com todas as letras, poderia ter? Neste episódio, ela só reforçou isso. Primeiro, por seu discurso na cena no parque com o priminho Cottonmouth – é cada apelido nessa família! Aliás, já se comentou o acerto narrativo que foi adaptarem os dois como parentes? – e, segundo, ainda mais quando se viu um Stokes nitidamente abalado pelos ataques aos seus esconderijos e pela ameaça de Domingo Colon, outro chefão do crime, meio rival, meio parceiro, que resolveu dar as caras, desperdiçar umas barrinhas de milk away e declarar guerra a Cornell.

Enquanto a treta generalizada não vem, Luke finalmente entendeu o que tinha que ser feito e caiu na porrada. Chega a ser hilária a facilidade com a qual ele passa por cima de seus oponentes e é difícil não rir de algumas reações dos  adversários diante do brutamonte. Além disso, foi importante na construção de um personagem complexo tal qual é entender que sob aquelas circunstâncias não seria de todo inescrupuloso usar um dinheiro sujo para reerguer o legado de Pop.

Imagem: Arquivo pessoal

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Quem está pagando a conta? Cornell. Porém, quem vai carregar o fardo? Cage, que virou o misterioso cara do moletom e depois de tanto tiro que tem tomado e ainda vai tomar haja moletons novos, hein! Se bem que depois daquela explosão não deve sobrar muita coisa não. Aliás, esses vilões nova-iorquinos curtem bombas, granadas e afins, viu.

Entretanto, como nada é simples, não é só entrar, quebrar os malvados, pegar a grana e fazer uma boa ação ao estilo Robin Hood do Harlem, Misty (êta mulher maravilhosa!) já percebeu que Luke não é um homem qualquer e vai entrar na cola dele. Só lhe falta ajustar a perspectiva e descobrir que eles estão do mesmo lado. Como a gente sabe que isso pode levar um tempo, vamos continuar desfrutando do recurso narrativo que nos leva a uma percepção in loco do mural de investigação de Knight. É maravilhoso!

Ah, e na ausência de Pop (#RIP) já está valendo pedir o lugar de velhinho sagaz para Bobby Fish, aquele do xadrez, que vai ajudar Cage a reerguer a Pop’s Barber Shop. Aposta-se que não tardará muito para que ele e Luke desenvolvam uma relação de confiança. Afinal, nossa muralha é só uma muralha na força sobre-humana, porque o coraçãozinho pode ser mole, mole.

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