Marvel’s Luke Cage – 1×04 – Step in the Arena

Arquivo pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

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“O que lhe dá o direito de nos ouvir sem compartilhar algo sobre você?”

Agora que fomos apresentados às reais intenções dos personagens, foi a hora de descobrirmos quem é Luke Cage, ou melhor Carl Lucas, de onde ele veio e como adquiriu sua super-força e sua pele impenetrável. Uma ansiedade tanto para quem nunca ouviu falar no personagem, quanto para quem o conhecia dos quadrinhos. Para os primeiros, uma ansiedade comum. Para os segundos, a expectativa de saber como essa história pregressa seria adaptada.

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Creio que todos ficaram satisfeitos com a escolha de como contar o passado de Cage, pois foi um bom episódio, daqueles que a gente não quer que acabe, cheio de elementos e estratégias de narrativa e de linguagem bem empregadas. Um exemplo foram o quão bem os raccords, as ligações entre planos das histórias que foram contadas, funcionaram.

A escolha de explodir o Genghis Connie’s está diretamente ligada à explosão do laboratório em Seagate representando renascimentos de Luke. Lá na prisão, foi o que lhe permitiu ter uma nova chance de recomeçar a vida. No Harlem, foi se assumir o protetor do qual pessoas precisam, contra quem quer que seja.

Mais sobre a história na prisão, ficou claro que Cage sempre foi um turrão, teimoso, mais recluso e cheio de não me toques. Ele não é de se relacionar com muitas pessoas, não confia nelas. No entanto, carrega um bocado de ingenuidade em si e é  fiel por demais ao seus ideais e princípios. Talvez isso venha da educação religiosa de seu pai. Talvez de um coração inquieto diante de injustiças e de corrupções. Características anteriores a sua transformação em superpoderoso, que ele continua carregando dentro de si. Até sua digressão comportamental e física foi em nome de uma estratégia: acabar com o esquema de Rackham. Luke se move por ideais e por paixões, isso poderá ser um grande problema em um confronto final com Black Mariah.

Imagem: Hypenews

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Só se sabe que quando se afeiçoa e promete parceria, Luke se entrega. Assim foi sua relação com Pavio Curto, assim foi com Reeva Connors. Ambos foram relações importantes na construção do homem que Cage se tornaria depois de Seagate e foram essas mesmas relações que o colocaram em risco. Reeva pelo menos viveu para ver parte dessa reconstrução e se deve muito a ela o fato de Cage se assumir como um defensor.

Ou seria um herói de aluguel? Tivemos um easter egg poderosíssimo com as roupas que Cage catou de um varal combinado à parafernália em seus antebraços e cabeça: uma referência ao uniforme de Luke Cage na saga das HQ’s Luke Cage, Heroes for Hire. Procurem e vejam se não ficou idêntico. Ah, e também foi mostrado de onde saiu o moletom de capuz amarelo, a versão adaptada do primeiro uniforme.

Além disso, o desfecho se fez significativo ao colocar Luke, que tanto se escondeu e ainda se escondia do mundo, que tanto se resguardava, para se apresentar ao mundo diante de da imprensa. Justamente para a imprensa. Por certo, os jornais e noticiários da manhã seguinte só falaram do homem indestrutível que emergiu dos escombros.

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