Marvel’s Luke Cage – 1×05 – Just to Get a Rep

Imagem: Banco de Séries

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“Está aqui. Ao seu redor, se você se respeitar o bastante para dar uma olhada.”

Antes de mais nada, o que falar do episódio que finalmente introduziu Claire Temple em Marvel’s Luke Cage? Que foi um episódio mais morno, mas que valeu por essa aparição.

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Se você chegou agora, Temple é a personagem interpretada pela Rosario Dawson que apareceu em Marvel’s Daredevil e Marvel’s Jessica Jones. Ela é um do elos de ligação entre as cinco séries (seis se contarmos com a do Justiceiro) que compõem esse universo fruto da parceria entre Marvel e Netflix. E não sei vocês, mas por aqui estava grande a ansiedade para a chegada dela no Harlem e para vê-la contracenar com Soledad Temple, sua mãe, interpretada pela diva internacional Sônia Braga.

OK. Foi médio, pelo menos em um âmbito geral. Mas se considerarmos mais atentamente o que a dinâmica das duas mostrou, vimos o início da construção do alter-ego de Temple neste universo, algo próximo da Night Nurse nos quadrinhos, na condição da enfermeira disposta a ajudar os vigilantes da cidade, que está cansada de tudo o que viu e viveu nos últimos tempos e que quer ir além disso. Por ora pararemos por aqui e fica a recomendação de assistir a Daredevil, principalmente, e Jessica Jones para entender melhor as inquietações de Temple.

Por sinal, este episódio, em especial a cena entre Claire e Soledad, esteve cheio de easter eggs, inclusive sobre eventos para além das séries da Netflix, em referência a algo muito maior que é o Universo Cinematográfico Marvel (MCU na sigla em inglês).

Falemos então sobre o restante do episódio. O que era para ser um memorial a Henry “Pop” Hunter virou um campo de guerra entre Luke e Stokes, cada um agindo como podia para alcançar seus objetivos. Cottonmouth tentou jogar a população do Harlem contra Cage que, por sua vez, assumiu o papel de herói e foi resgatar o que havia sido extorquido dos comerciantes. E não é para qualquer um fazê-lo de terno, hein?

O discurso de Stokes foi carregado de ironia por ser ele a causa de tanta insegurança no bairro. Já o de Cage beirou a utopia pois veio como a esperança de uma salvação para aquelas pessoas, um mártir como seus ídolos. Até aí então tudo bem, promessas. Luke começou a jornada de herói, está tudo muito novo e disposto. O único problema é Shades e sua vontade doentia de prejudicar o ex-companheiro de presídio desde há muito. Aquele novo metal para a nova munição não caiu do céu assim…

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Nessa picuinha, certa está Knight. Quando dois grandes brigam, quem acaba sendo prejudicado são os adjacentes, os danos colaterais caem sobre o povo. O problema é que ela confia demais no tal sistema. Tanto que não vê nem acredita no que pode estar acontecendo ao seu lado, como por exemplo, o parceiro corrupto e ladrão de evidências de crimes.

O interessante do episódio foi que apesar de tantas cenas de luta e de violência – Cottonmouth meteu uma bala na testa do cara que ousou ler -, a trilha sonora, usada como contraponto, o deixou com um ar excitante e fresco.

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