Marvel’s Luke Cage – 1×07 – Manifest

Imagem: Arquivo pessoal
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“Às vezes, se quer justiça, tem de fazê-la com as próprias mãos.”

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Se depois da calmaria vem a tempestade, que reviravolta foi este sétimo episódio! Já estrondoso em seu início, com a voz da poderosíssima Nina Simone. Os caminhos de todos indicavam uma direção e se alteraram. A começar por Misty, que se viu mais impotente ainda diante do poder de Cottonmouth e de sua nova chefe, a carrancuda inspetora Priscilla Ridley. O chute que ela deu na lixeira parece ter sido o chute que ela gostaria de ter dado no mundo. Porém, se espera que esse mal-estar que toma conta de Knight seja passageiro. A personagem é muito forte para se apagar daqui para frente e seu perfil de defensora das instituições é um fio de esperança nesse âmbito. Todavia seria interessante vê-la renegar toda a obediência à academia de polícia e se jogar na rua com Luke e Claire.

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Inclusive, devemos agradecer a Temple pela chamada que deu em Cage. O herói de aluguel, já desiludido com a soltura de Stokes, queria se mandar após um confronto verbal com o chefão do crime. A esta altura da vida, Luke já deveria ter entendido que quem foge uma vez passa o resto da vida fugindo e na paranoia. Então ele resolveu ir a uma das fontes, Domingos, e ainda descolou um novo moletom.

Quem foi outra peça fundamental em “Manifest” (1×07) foi o fotofóbico Shades, que joga com todo mundo e com ninguém, mas ao mesmo tempo é o cãozinho de guarda de Kid Cascavel e está ligadíssimo no que tinha que ser feito para dar fim aos faniquitos de Cottonmouth. Porque é isso que Cornell estava: desequilibrado. Luke Cage virou sua obsessão. A vontade de destruir o homem supostamente indestrutível ficou maior do que seus objetivos de vida. Também pudera. Seria realmente aquele ali o objetivo de vida de Cornell?

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Então entramos nos flashbacks e finalmente Mama Mabel saiu das menções e das fotografias para ações de fato. Conhecemos um pouco do passado da família Stokes, fomos apresentados a mais um membro da família e vimos alguns episódios marcantes na juventude Cornell e Mariah. Foi possível entender o que os levou aonde estão e quem são nos dias atuais.

Sem recair em determinismos, nenhum dos dois chegou onde gostariam ou se tornou quem gostariam. Por mais que Mariah reforce o discurso da realização através da política e de seus complexos, ficou claro que essas escolhas foram mais escapes do que escolhas. Aqueles dois cresceram em um ambiente tóxico, sem voz, abusados sexual e psicologicamente. E carregaram esses desgostos e ressentimentos para o restante de suas vidas. Mama Mabel pode ter sido uma ídola para a comunidade, porém, para seus próprios netos, ela foi a desgraça personificada na senhora machista, arrogante, violenta e linha dura.

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Imagem: Arquivo pessoal
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A matriarca dos Stokes mexeu tanto com o ser e o bem-estar emocional de Mariah e Cornell que as coisas tomaram o rumo que tomaram. Ambos carregavam essas dores em si e nunca conseguiram trabalhá-las. Ajudavam-se por terem construído uma espécie de relação de esclavagismo pelo poder.

E se Cornell já havia ameaçado Mariah como cópia de Mama Mabel, ela fez por onde. Tudo bem que Shades deu o empurrãozinho para o lado mais cruel de Dillard vir à tona. Adiciona-se a isso o desespero que estava sendo para ela abdicar de seus anseios políticos pelas manobras erradas de Cottonmouth. E ainda teve a ira provocada pela escavação de feridas de um passado doloroso e por uma humilhação desmedida de quem lhe deveria ser tão próximo e compreensivo, especialmente por terem vivido debaixo do mesmo teto por tanto tempo. Mama Mabel criou dois monstrinhos e o pior dele está à solta no Harlem.

Agora um palpite. Shades, o fotofóbico, muito do profético neste episódio, cantou a pedra: Kid Cascavel tinha planos para Luke e começou ele mesmo a pô-los em prática. Ou ficou alguma dúvida de aquele cara dentro do carro era ele?