Marvel’s Luke Cage – 1×08 – Blowin’ Up the Spot

Imagem: Banco de Séries

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“O Harlem não percebe que estão adorando um falso ídolo.”

Episódio também conhecido como “a ascensão de Mariah Dillard e o declínio de Luke Cage”, Blowin’ Up the Spot (1×08) deixou Cage vendo o fim pela greta. O que nunca se poderia imaginar aconteceu, Luke não só conseguiu ter sua pele penetrada como teve de enfrentar o pior em sua concepção: seu passado.

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Finalmente, Willis “Diamondback” Stryker, um dos maiores arqui-inimigos do herói de aluguel, resolveu sair da toca e dar o ar da graça com a Judas engatilhada para acabar com Luke a qualquer custo, esteja quem estiver em seu caminho. O motorista da ambulância, Claire e, principalmente, Misty sentiram a fúria de Kid Cascavel.

O que começou a vir a nossa ciência é parte de um passado ainda mais antigo de Luke, de uma fase anterior ao inferno que foi Seagate. Muito rápida e eloquentemente nos foram dadas informações cruciais da relação entre Luke e Willis, em meio a muitas citações bíblicas e ressentimento. O clímax foi o aproveitamento de uma teoria que ronda esse relacionamento desde os tempos dos quadrinhos: Willis Stryker e Carl Lucas são irmãos. O Powerman que já estava pálido e perplexo com os efeitos da Judas em seu corpo, ficou mais incrédulo ainda.

As sequências entre os dois foram mais significantes pelas reviravoltas que trouxeram, porque a sequência mais emblemática do episódio foi sem dúvidas a sequência em que Shades direciona Dillard a como agir para encobri-la do assassinato de Cornell intercalada com a polícia investigando a cena do crime e com os flashbacks de Mariah matando Cornell, culminando em um pequeno confronto entre Knight e Dillard.

Exploraram em uma só tacada o desejo de Shades de ser aquele que manda, a ferocidade de Mariah e a sagacidade de Knight. Nada do que já não tivesse sido apontado, porém bem abordado com mais destaque e firmeza.

Por suposto, Luke sendo o cara mais forte dali, se tornou o mais vulnerável, não só pelos ferimentos mas pelas manobras de Shades e Dillard que aproveitaram o momento para se safarem. Coitada nessa história também de Candance Miller, mais uma vítima que dadas as condições não viu muitas opções senão compactuar com os poderosos em troca de dinheiro.

Imagem: Banco de Séries

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Importante notar o poder de Mariah pois ela não só seguiu o plano apresentado por Shades, ela foi além, fazendo da morte de seu primo o seu próprio palanque político e sua plataforma para angariar apoio daqueles que mais são afetados por todos os esquemas corruptos da cidade. É o típico discurso alarmista  e extremista extraído de uma momento de crise aliado a uma boa oratória. Pronto. Apoio e comoção popular não faltarão. Todavia como só o aval da população não é suficiente, para chegar aonde quer Mariah precisa de aliados e esse papinho de irmandade não convenceu. Tem treta nessa amigabilidade entre Priscilla e Mariah… Só um palpite.

Mais algumas questões que precisam ser respondidas. Primeiro, o que aconteceu no passado de Knight para ela ter reagido daquela forma? Ela passou por  um momento traumático sim, diante do assédio moral e físico de Kid Cascavel. Mas, toda a reação dela durante o ataque e após, vide a agressividade e o desequilíbrio ao interrogar Claire, pareceu mais uma espécie de gatilho do que uma consequência. Knight deu uma descompensada e a resposta disso virá, não só pelo cargo quem Misty ocupa, também por estar subordinada à inspetora Ridley (sim, não fui com a cara dela).

Outra é sobre o pendrive. Para quem assistiu a Marvel’s Jessica Jones, rolou um dèja vu e, ainda que não se saiba o que de fato há nele, se imagina que não é nada, nada bom. E se sabe a  quem ele está ligado. Mais um ponto nos levando a ligar os pontos e a completar o projeto do lado de cá da telinha!

Menção honrosa: Claire Temple e tudo o que essa diva faz e fala!

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