Masterchef Brasil Profissionais – 1×11 – Primavera Feminista

tchurururu

Tchurururu. Imagem: Arquivo pessoal

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Feminismo
substantivo masculino
1.
doutrina que preconiza o aprimoramento e a ampliação do papel e dos direitos das mulheres na sociedade.
2.
p.met. movimento que milita neste sentido.
3.
p.ext. teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos.

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Mais uma vez a internet venceu no Masterchef Brasil! \o/ Berço de tantas discussões pseudo políticas que normalmente desencadeiam festivais de ofensas e preconceitos, dessa vez foi a luta pela justiça e igualdade que aflorou. Não amigos, o público que assiste Masterchef não é diferentão e mais evoluído intelectualmente, apenas ficou bem claro, durante a temporada toda, o que estava errado naquela cozinha, e vamos falar sobre isso nessa review que mais parece uma análise sobre o programa.

Como já comentei anteriormente, nessa temporada a edição não conseguiu “maquiar” a gastronomia como muitas vezes já fez em temporadas anteriores. Dessa vez, não vimos a culinária como a salvação para uma carreira que não deu certo, como um caminho de sonhos onde tudo são rosas e bons pratos. Não amigos, nessa temporada enxergamos esse mundo como ele realmente é: cruel, segregador, sugador de energias e tempo de vida e, claro, machista até não poder mais.

Imagem: Twitter

Imagem: Twitter

Ao longo da temporada, tivemos vários favoritos, Dario, Ivo, Marcelo, Rodrigo, Fádia e até Pryscila (notem que João não está na lista e nunca estaria, só de pensar bate o ranço). Mas, com o tempo todos eles foram mostrando quem realmente são. Porém, notem, em nenhum momento Dayse foi a favorita de alguém, e isso é fato. Ali, comendo pelas beiradas, ela foi alvo dos maiores ataques machistas na temporada e, com o tempo, foi ganhando a torcida, que costuma virar fã de quem, por algum motivo sofre e supera todos os obstáculos – vide Leonardo na temporada passada, até estragar sua imagem com o crownfunding da hamburgueria.

É a boa e velha jornada do herói, conquistando o público desde o início dos tempos. E eu não preciso nem listar todos os momentos horríveis pelos quais Dayse passou, é só clicar aqui e né, relembrar é viver.

OS FINALISTAS

Dayse, 32 anos, com uma vasta experiência e trabalhando desde os 19 anos, ela é mais voltada para a culinária clássica. Nos pratos da moça não se encontra muita criatividade, mas encontra sabor, e no fim é isso que importa, não? Desconhecida pelo público até o meio da temporada, ela foi “orientada” a varrer o chão. Depois, ela ganhou a torcida, que só cresceu.

Marcelo, 27 anos, também trabalha desde os 19 anos, e é a criatividade em pessoa. Com ares de “Tonho D’Lua”, ele inventa pratos malucos que sempre dão certo, como o purê de repolho roxo caramelizado. Dono da torcida até mais da metade da temporada, ele se mostrou um babaca machista, que ficava fazendo “mantra” lá do mezanino para Dayse não passar, aí que ele perdeu todos os fãs.

Ana Paula fez um discurso emocionante

Ana Paula fez um discurso emocionante. Imagem: Arquivo pessoal

A GRANDE FINAL

Como último desafio, os chefs precisavam criar um menu com OITO pratos: duas pré-entradas, duas entradas, dois pratos principais e duas sobremesas. Vimos os dois sofrendo muito com a produção dos pratos – mais do que os chefs amadores de temporadas passadas, mas no fim tudo deu certo.

Confesso que, pelo o que eu vi, achei as pré-entradas de Dayse melhores, as entradas de Marcelo mais gostosas, os pratos principais gostei de todos, mas nas sobremesas Dayse me ganhou. Mas nada nos preparou para as notas dos jurados, que foram ditas ao vivo, aumentando ainda mais a tensão. Em alguns pratos, Marcelo ganhou nota 2. Justo? Não sei, não comi. Ainda assim foi pesado, mas confesso que pouco me importou, bastava lembrar de tooodos os momentos em que ele foi babaca.

A vencedora foi Dayse, e nós, finalmente, conseguimos dormir sossegados, após vencer essa batalha (mesmo que a moça tenha dado uma entrevista meio babaca para o Jornal da Band, onde diz que não precisa do feminismo, tadinha, precisa sim, e nem sabe o quanto).

No frigir dos ovos, ganhou aquilo que a torcida queria, e a Band soube respeitar isso. Em certo momento, já nem importava se Marcelo era um cozinheiro melhor que Dayse, isso ficou claro. Mais do que um programa de culinária, Masterchef é entretenimento, então que vença a melhor pessoa, não apenas o melhor cozinheiro.

Por Letícia Bastos

*Amigos, como Editora de Reality Show do Mix de Séries, agradeço todos vocês por acompanharem as reviews semanalmente. Essa temporada foi um verdadeiro tapa na cara de todos nós, e isso foi lindo, não é mesmo? Ano que vem estaremos aqui, todas as semanas, esperando vocês com mais reviews fresquinhas do reality que mais mexe com nossos corações – e estômagos.  

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Team Mix Reality

#TeamReality no Mix de Séries é responsável pelos realities shows.

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