Memórias em Série: Roswell, ETernamente

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There are days when everything seems wrong, when little things hurt you for no good reason. But then, there are days like today. When the world just sings to you, from the minute you open your eyes in the morning to the minute you shut them again in the nightLiz Parker

E assim começamos a nossa história. Você já deve ter ouvido falar em Roswell, certo? Mas eu não estou dizendo sobre a série que estamos comentando por aqui hoje. Voltemos lá para 8 de julho de 1947. Bom, é bem verdade que ninguém que está lendo este post estava nascido nessa época, mas, nesse período da história, foi exaustivamente noticiada a queda de um óvni perto de Roswell, Novo México, nos Estados Unidos. Sim, as pessoas acreditaram cegamente que uma nave espacial havia pousado na cidade.

Muito se estudou sobre o caso; ufólogos de todo o mundo fizeram incansáveis pesquisas para descobrir se, de fato, eram extraterrestres. Se existe vida fora da Terra é um mistério que nós ainda desconhecemos, mas que essa história real daria um bom roteiro para uma série de TV, não podemos negar, não é mesmo?

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E foi exatamente o que aconteceu. Baseada em fatos reais (mas ainda bastante fictícia), daremos início à nossa viagem até Roswell, uma série que teve apenas três temporadas, que confesso, nem é tão conhecida assim, mas que marcou minha vida por ter sido a primeira série que assisti e que deu o ponta pé inicial para esta longa e extensa vida de seriadora que levo até hoje.

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O que Roswell trouxe da vida real para as telas? Para falar a verdade? Somente a história, aliás, a trama central da história, já que na série tivemos contato real com os extraterrestres, que, não sei por qual motivo, resolveram ficar na Terra e conviverem com os seres humanos. A série foi transmitida pelo canal The WB e, posteriormente, passou para o UPN, entre 1999 e 2002.

E daí conhecemos o trio maravilha de ET’s, Max Evans (Jason Bahr) – que não era tão gato como está hoje, mas já era fofinho –  Michael Guerin (Brendan Fehr) – que eu nunca mais ouvi falar – e Isabel Evans, interpretada por, nada mais, nada menos, que Katherine Heigl. Sim, meus caros, Miss Heigl, muito antes de virar Izzie Stevens, já estava dando sua graça e atormentando roteiristas com sua personalidade difícil nos sets de filmagem de Roswell. Além dos três, contávamos ainda com a gracinha e virgem Shiri Appleby, como a protagonista Liz Parker e Majandra Delfino, como a engraçadíssima e, de longe, melhor personagem da série, Maria De Luca.

É claro, Roswell é uma história de amor, eu estaria mentindo se dissesse o contrário. Uma história de amor bastante ingênua, eu diria. E eu nem preciso dizer que humanos se apaixonam por ET’s, não é mesmo? Max Evans, o galãzinho da série, se apaixona perdidamente por Liz Parker após salvá-la de um tiroteio no restaurante em que ela trabalhava e, partindo daí, os dois passam por diversas situações que os aproximam e que os afastam. Liz, que sempre foi uma menina muito inteligente, nunca se cansou de tentar entender o que tinha de errado com o seu namorado e Max, junto com seus irmãos, sempre buscou guardar, a todo custo, o segredo que eles não eram exatamente deste planeta.

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A história de Roswell é muito boa e interessante, isso se você não for muito exigente em relação à produção. Porque, veja bem, Max, Michael e Isabel tinham dons, e esses dons traziam poderes e poderes geralmente exigem efeitos especiais que não eram lá tão avançados na época da série. Então, se você consegue ignorar uma vergonha alheia aqui e ali, tenho certeza que você se divertiria muito, assim como eu.

A série conseguiu fazer três boas temporadas, sendo que a primeira teve uma melhor recepção pela crítica. Ainda que tenha sido cancelada em sua terceira temporada, os roteiristas tiveram tempo e conseguiram dar um final digno e bastante satisfatório para a série. Eu, inclusive, me lembro até hoje de cada cena e de como me emocionei com o fim das aventuras daquela turma. Assistia Roswell sem nenhuma pretensão, sem nenhuma exigência, somente para relaxar, rir, me emocionar e me divertir.

Além da trilha sonora da série, que era maravilhosa, o que mais gostava em Roswell eram os atores. Além deles terem conseguido construir personalidades excelentes para os seus personagens, eles fizeram com que a gente se apegasse a cada um deles e torcesse por eles. Jason e Shiri, com seus Max e Liz, respectivamente, formaram um casal tão fofo, com uma química tão gostosa de acompanhar, que era fácil querer assistir os outros episódios. Maria De Luca pegou a responsabilidade de ser o alivio cômico da série e fez isso com maestria. Suas cenas eram engraçadas e muito divertidas. Enfim, Roswell era um amontoado de bons personagens, uma história interessante e gostosa de acompanhar, com efeitos especiais duvidosos, mas que no conjunto da obra deixavam tudo ainda mais legal.

Talvez eu só esteja movida pelo sentimento de que essa série realmente marcou a minha vida de um jeito que eu nunca vou me esquecer, mas se você é desprendido como eu e quer se aventurar por este mundo desconhecido de Roswell e seus ET’s, você é meu convidado. E se você já assistiu e quer dar o seu pitaco, conto com o seu comentário abaixo.

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