Modern Family – 8×05 – Halloween 4: The Revenge of Rod Skyhook

Imagem: Arquivo pessoal
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“Meu marido vai para o inferno e quer nos levar junto.”

Se tem uma coisa que espectador de Modern Family aguarda em toda temporada são os episódios de festas e feriados. A gente cria uma ansiedade para saber o que vai rolar porque parece haver um esforço maior para que esses episódios fiquem mais redondinhos. Tentando seguir essa linha, Halloween 4: The Revenge of Rod Skyhook (8×05) com certeza não foi o melhor episódio de Halloween da sitcom, mas que ele conseguiu arrancar umas gargalhadas isso arrancou!

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Mantendo a dinâmica de trabalhar com os três núcleos familiares, acompanhamos três inesperadas reviravoltas nas comemorações. Começando pelos Dunphys, Luke, o garoto supostamente popular, estava vendo fracassada sua festa. De longe foi o plot mais fraquinho e só se salvou porque Ty Burrel e seu Castor – ou seria Rod Skyhook? – foram formidáveis e porque Haley chapada é a melhor Haley.

Já os Prichett-Delgado se encarregaram das melhores piadas e da fantasia mais disfuncional de todas, que só funcionou porque Joe é quase Joseph e Jay é quase “Jaysus”.  Além disso teve o pretexto para Jay confrontar seu inimigo do ramo do armários, Earl Chambers, fantasiado de ninguém menos do que o diabo, e depois lançar uma pseudo lição de moral contra ele. E se Jesus multiplicou os peixes, “Jaysus” botou um para apodrecer. Fora que nessa  confusão toda Joe estava uma fofura e Gloria arrasou como uma Maria ácida.

Desse núcleo também saiu uma storyline à parte, ou pelo menos o indício de uma. Manny sempre foi um outcast, meio excluído, deslocado, portador de um sentimento de não pertença. Quem nunca se identificou com ele? Não sei vocês, mas na dinâmica da adolescência sempre fui mais Manny do que Haley ou Luke ou Alex, porque de certa forma até ela tinha seu nicho de amigos na escola. Já é uma idade difícil, de transição, de descobertas, se sentindo um peixe fora d’água – olha o  peixe aí de novo – é mais complicado ainda. Importante, então, o estímulo dado por Gloria ao filho, que mesmo desacreditado ganhou um presentinho do destino e deu de cara com alguém que fala sua língua e entende suas referências. Já estou shippando a amizade, o namorico, o que for. Afinal, encontrar alguém compatível é uma maravilha!

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Para o terceiro núcleo, tivemos a melhor fantasia do episódio, com Cam, Mitch e Lily vestidos de Batman, Robin e Batgirl, respectivamente, lá da série televisiva dos anos 60. Essa família curte uma fantasia de super-heróis. Por outro lado, foi a storyline mais estridente ao mostrar um Cam descontroladíssimo diante de uma criança vestida de Darth Vader. Aliás a risada do moleque parecia ter saído de um Simpsons ou de um Family Guy da vida. Destaque para a clássica música-tema do Batman nas perseguições de Cam ao mini Darth Vader e para Lily se achando integrante de uma das gangue de “Amor, Sublime Amor”.

Falando em Lily, a gente sabe que em várias situações ela é quem apresenta uma maior grau de maturidade no núcleo, fazendo os comentários mais razoáveis. Porém seus pais têm deixado de escutá-la e transformando as picuinhas em algo maior do que a própria filha, que vem demonstrando sinais claros de insatisfação com isso. Fica a dica da trama, roteiristas!

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Menção honrosa: A menina da festa falando que tinha tido um rolo com Rod Skyhook. Uma fala que vai certeira na necessidade da popularidade adolescente!