Mix de Opiniões: a nostálgica estreia de Fuller House

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Como é bom voltar no tempo, não é mesmo? A Netflix estreou nesta semana sua nova série Fuller House, que dá sequência à comédia Três é Demais. 20 anos depois, estamos felizes de retornar à casa dos Tanner, e muita coisa mudou por lá.

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Na nova série, a história é construída em torno da crescida D.J. (Candace Cameron), uma veterinária, mãe viúva de três meninos: um adolescente (Michael Campion), um pré-adolescente (Elias Harger) e um bebê (Dashiell e Fox Messitt). Invertendo os papéis da série original, D. J. recebe ajuda da irmã, a festeira Stephanie (Jodie Sweetin), e a melhor amiga Kimmy Gibbler (Andrea Barber), que agora é uma planejadora de eventos e mãe solteira com uma filha adolescente (Soni Bringas).

Conferimos o piloto, e contamos aqui, no Mix de Opiniões, o que achamos dessa mais nova produção da Netflix, que promete encantar os marmanjos e os pequenos. Dá uma olhada na nossa escala:

 

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narcisoo[Anderson Narciso, editor chefe do Mix]: Após assistir ao piloto de Fuller House o que me vem a cabeça é: a Netflix conseguiu inventar uma máquina do tempo. Como foi incrível poder retornar à casa dos Tanner mais de 20 anos após o final da série. Porém, se enganam quem acha que o revival é apenas um poço de nostalgia. A premissa pode ser bem parecida, com uma pessoa viúva tendo de criar três filhos e recebendo a ajuda dos amigos, mas as inovações que o texto de Fuller House trás trouxe um vigor que eu achava que a série poderia não conseguir. Quem cresceu nos anos 1980 e 1990, assistiu a série original e se lembra da história, sabe o quão inocente, e as vezes até mesmo infantil, eram as piadas de Três é Demais. Porém, os produtores conseguiram adaptar toda essa inocência para uma época em que tais piadas não funcionariam. Por isso, encarei a série como uma máquina do tempo. É trazer de volta um humor que não vemos mais nas comédias de hoje em dia, voltado para a família, para as crianças, e mais do que nunca, nostalgicamente para os adultos. Cameron Candace se sentiu confortável na pele de sua D.J., assim como Jodie Sweetin também esteve bem como Steph. Mas confesso, boas risadas saíram de Kimmy Gibbler. Parece que Andrea Barber nunca abandonou o papel, e conduziu magistralmente cada cena que participou. John Stamos, Bob Saget e o resto apresentam-se dispensáveis frente a premissa do novo show, mas preciso concordar com Jesse: eles ainda estão muito bem. Que delícia rever os Tanner e que delícia cantaer “Everywhere you look” novamente. Partiu maratonar toda a temporada…

 

 

mix-opinioes-Leo[Leo Sousa, colaborador do Mix]: Nessa onda de sequências, prequels, reboots e etc, Fuller House foi uma grande surpresa. É muito do mesmo, só que totalmente diferente. A premissa pode parecer a mesma da antecessora Três é Demais, mas a nova série da Netflix tem o diferencial de ser mais jovem – e não ter nenhum medo disso. Ao mesmo tempo, as novas crianças protagonistas da casa não deixam de ser inteligentes e afiadas, com um texto bem medido. Para quem esperava uma série com problemas adultos, sinto em informar que nem a original era. Assim como na década de 80, os Tanner chegam com o objetivo de atingir uma nova geração, e é para eles que DJ, Kimmy e Stephanie falam agora. O roteiro fez com que os acontecimentos de DJ fossem únicos, e mesmo que espelhados com o início de Três é Demais e a história de Danny, é um novo jeito de contar a antiga história.

 

 

mix-opinioes-Izabella[Izabella Viana, colaboradora do Mix]: Have mercy! Netflix vem de novo, e vem com tudo! E ainda traz consigo toda a nostalgia de uma infância inteira acompanhando Três é Demais nas tardes do SBT. Quão incrível é ver DJ, Stephanie, Kimmy e os gêmeos crescidos? Creio que Fuller House veio com a intenção de passar exatamente a ideia de “vida que segue”, de continuidade e de amadurecimento. Amadurecimento esse, é claro, nos padrões da série. Por que quem diz, por exemplo, que Kimmy amadureceu? E que bom que ela se manteve a mesma menina engraçada e divertida, continuando com a sua inconveniência de sempre. Claro que as garotas evoluíram, tiveram filhos e agora trabalham. Mas acredito que a essência delas permanece ali. O único ponto negativo é a ausência de Michelle, mas a premiere já fez questão de mandar uma indireta em relação ao estilo de vida das gêmeas Olsen, e isso foi demais! E mesmo sabendo que Tio Jesse, Joey, Becky e Danny não aparecerão com tanta frequência, esse piloto já foi o suficiente para matarmos as saudades que estávamos sentindo dessa família. Afinal, eles fizeram questão de refazer a cena lendária deles dançando e cantando Os Flintstones para acalmar o bebê. Belo trabalho, Fuller House. Belo trabalho, Netflix!

 

 

mix-opinioes-Ana[Ana Maria de Oliveira, colaboradora do Mix]: Vendo esse primeiro episódio de Fuller House, me senti novamente em 1999, deitada na cama da minha mãe, sendo iniciada na vida seriadora sobre toda e total pressão de minha genitora, tão seriadora quanto essa que vos escreve. Full House, para mim, foi um marco, onde a comédia cotidiana de uma família nada convencional de San Francisco nos ensinou que pai e mãe não são necessários para se ter uma família unida e feliz. O mesmo podemos ver nesse episódio de estreia. Apesar de quase 30 anos ter se passado, a essência do Tanner continua a mesma. Adorei o fato dos três adultos continuarem com a mesma característica. A introdução de novos velhos personagens nos trouxe o ar de nostalgia necessário para se assistir essa série. Kimmy continua a mesma coisa – me refiro a fisicamente também – e a introdução dos filhos da DJ foi incrível, principalmente a de Max, que claramente é um revival da pequena Michelle, interpretadas pelas Gêmeas Olsen. Se estava apreensiva pela retorno, sem saber o que esperar, posso ter certeza que Full House estará bem representada por Fuller House.

 

 

mix-opinioes-Renato[Renato M.P., colaborador do Mix]: Fuller House não retorna apenas com um nome maior e com os mesmos atores de sua série base, ela volta com todo o espírito, humor e todas as sensações que Full House possuía e transmitia. Todo aquele humor típico de sitcoms dos anos 80, toda aquela vergonha alheia e todo aquele divertimento nítido dos atores nas cenas são o que mais contagiam essa “nova série da Netflix” – muito mais do que sua nostalgia presente em todos os segundos. Full House marcou época e marcou minha vida, eu assistia a série quando era criança na televisão e sempre tinha momentos bons acompanhando ela. Ficava na dúvida entre brincar com meus amigos ou assistir a série, de qualquer forma, sempre escolhia assistir Full House, ver o Tio Jesse imitando Elvis e Kimmy entrando na casa sempre que quisesse com um humor inocente e sarcástico ao mesmo tempo. Fuller House estreia com todos os bons elementos que Full House tinha, adicionando um ar de novos tempos para a série, não apenas com a tecnologia, mas também com um humor mais moderno e atores mirins que roubam as cenas. Uma descrição em poucas palavras? Fantasticamente Nostálgico.

 

[skillbar title=”RESULTADO: Aclamação Mundial” level=”91″]

E vocês? Já estão maratonando a série? Contem para nós o que acharam do retorno de Três é Demais…

 

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