Mix de Opiniões: o piloto de The Night Shift

Night Shift

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Em tempos de vaca magra, a NBC trouxe para sua grade um novo drama médico afim de ocupar o horário das dez nas suas terças durante a summer season. The Night Shift estreou no dia 27 de maio marcando 1.6 na demo e abocanhando mais de 7 milhões de espectadores, números até que aceitáveis para essa época do ano. Ela é o centro de discussão do nosso Mix de Opiniões de hoje.

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Criada por Gabe Saches (90120, Freaks and Greeks) e Jeff Judah (90120), o show mostra o cotidiano do plantão do turno da noite do San Antonio Medical Center, um hospital em San Antonio no Texas, que vem enfrentando corte de gastos e muita pressão por parte da diretoria. Entre um paciente e outro, a dinâmica é intercalar com o pessoal de cada médico.

No elenco estão, Eoin Macken (Merlin), Jill M Flint (The Good Wife), Ken Leung (Lost), Freddy Rodriguez (Six Feet Under) entre outros…

Lembrando para quem não conhece… No Mix de Opiniões, cada colaborador, além de fazer sua mini crítica, escolhe uma nota, entre 0 e 100, para qualificar o objeto de debate, de acordo com o quadro a seguir:

 

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anderson-the-night-shift[Anderson Narciso, editor chefe do Mix]: Desde que ER acabou em 2008 a NBC já tentou emplacar vários dramas médicos. Uma das últimas tentativas, Saving Hope – que foi cancelada da grade do canal sem mesmo ter seu season finale exibido, é hoje um dos maiores sucessos no Canadá, produzido pela CTV. Desta vez entretanto, a coisa é diferente: a produção é da casa e estamos na summer season. O lance é que The Night Shift tenta um lugar ao sol desde 2011. Três anos depois, com a chance de poder mostrar a que veio, a série com o seu piloto não acrescenta muito ao gênero. Tudo parece soar bem artificial. A verdade é que o primeiro episódio da série nada mais faz do que jogar um enxame de clichês cansativos. A ação rápida parece uma versão mal feita de ER (que sabia como nenhuma outra série fazer tomadas fantásticas).  Temos o apelo do protagonista boa pinta, que gosta de pegar as colegas de trabalho e aparecer sem camisa; novos médicos chegando ao hospital e descobrindo que a vida não é um mar de rosas; e um chefe pé no saco, que está ali para infernizar a vida dos médicos só pensando na verba do hospital (interpretado pelo Rico de Six Feet Under, que de alguma forma entrou em um formol e esqueceu de envelhecer. Bizarro). Soa familiar? Pois é. De ‘mais do mesmo’ no gênero médico, já chega Grey’s Anatomy que está batendo cartão há dez anos. A única coisa que lhe favorece no momento, é estar sendo exibida em uma época que não temos muito opção. Mesmo assim, não vejo muito futuro para ela…

 

fabio-the-night-shift[Fábio Anderson, colaborador do Mix]: Séries medicas não precisam de muito para me prender, ainda mais quando chega com uma ótima trilha sonora, personagens (que aparentam serem) bem interessantes, um protagonista com aquele ar de “médico badass” e tudo isso rolando no turno mais conturbado de qualquer hospital: o turno da noite. Foi fácil The Night Shift me fisgar e já me deixar empolgado para assistir logo o próximo episódio. Tudo nesse piloto foi bem rápido, cenas e plots na correria que o turno da noite proporciona. Espero que mantenham essa fórmula, pois foi um grande diferencial para o piloto. Um diferencial a favor para a série tanto que toda essa correria fez o episódio passar voando. E que venham os próximos, mesmo com o medo constante de seguir com um drama da NBC.

 

 

 

eduardo-the-night-shift[Eduardo Nogueira, colaborador do Mix]: The Night Shift começou de forma ágil e dinâmica. Até demais. Logo de cara fomos apresentados ao protagonista da história, o médico TC que é muito convencido, fatoque me irritou profundamente. Apesar de mostrar um outro lado do personagem no decorrer do episódio, os produtores têm que dar uma boa mexida nele ainda, pois o mesmo não encontrou o seu tom ideal. Apesar dos elementos “dramédia”, a atração pecou em diversas partes com humor, sendo recompensado com o drama. Faltou mostrar um pouco mais dos outros integrantes da equipe médica, uma vez que o piloto focou única e exclusivamente em TC e seu mundo egocêntrico. Até Jordan que é a protagonista feminina mereceu mais destaque. Sinceramente eu esperava algo mais. Darei uma segunda e última chance a The Night Shift. Vai que no segundo episódio muitos desses erros primários apresentados não são reajustados? A hora dela achar o seu ponto ideal e mostrar para que veio é nos dois próximos episódios, estourando.

 

 

luana-the-night-shift[Luana Andrade, colaboradora do Mix]: The Night Shift é aquela série médica cheia de clichês que todos nós já conhecemos: O médico bonitão, o diretor do hospital que só pensa em dinheiro, a mocinha que é apaixonada pelo médico bonitão e mais alguns personagens sem muita importância. Ambientado em San Antonio, Texas, The Night Shift mostra o “turno da noite” do hospital local. Além do drama envolvendo pacientes (explosões, suicídios, acidentes de carro, garoto bipolar, etc), The Night Shift aposta no drama pessoal dos personagens. Cada personagem tem uma história/passado, que até agora não foi muito bem explicado, mas é algo a se desenvolver bastante na temporada. Acredito que, por mais clichê que seja, The Night Shift tem potencial de melhorar a história (ainda mais) e conquistar fãs, já que estamos órfãos de tramas médicas bem feitas e sem apelação emocional.

 

 

mary-the-night-shift[Mary Grizotto, colaboradora do Mix]: Eu assisti todas as series medicas fracassadas que vocês possam imaginar: Combat Hospital, Mercy, Three Rivers, Trauma e Off The Map, apenas pelo meu coração hipster. Então quando me indicaram The Night Shift eu me propus a ver na hora… E que decepção! Até tentei ter simpatia pelos protagonistas, mas não deu. A serie tem todos os clichês possíveis, o que nem sempre é ruim, pois clichês as vezes salva um piloto, mas no caso desse a execução é feita de uma forma horrível. Todas essas que citei eram clichês? Eram! Mas tinham personagens cativantes e caso médicos legais. Os protagonistas de The Night Shift são previsíveis, e não conseguiram me fazer ter simpatia por eles: TC, o medico bonitão e problemático que burla as regras por que gosta de salvar vidas; Jordan que é a ex do Bonitão competente, mas joga de acordo com as regras; Topher, que é o amigão do Bonitão, e fiel ao cara; Landry , que é a atual do Bonitão, que começa uma amizade com a Ex, que não sabe que eles se pegam no armário de suprimentos… Acrescenta-se a isso mais uns 34534(exagero ou não) clichês de series medicas/dramas que vocês possam imaginar, além dos casos de trauma que surgem e acabam, dando a impressão que tentaram fazer de tudo no piloto com objetivo de mostrar para o telespectador o que eles queriam da serie e acabaram jogando muitas informações sem ao menos se importar com fato de dar sentindo ao piloto.  Eu iria ver o segundo mas tenho outras series para por em dia. Vou passar longe de The Night Shift.

 

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[skillbar title=”RESULTADO: Razoável. Pode ficar bom ou ruim” level=”59″]

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E você? Ficou com vontade de assistir The Night Shift? Aos que já assistiram concordam com algum de nossos comentários?

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

8 comments

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  1. Avatar
    Douglas Couto 9 junho, 2014 at 12:10 Responder

    1.6 nem é tão ruim se for levar em conta que é NBC e passa às 10, mas nem deu vontade de ver, tenho mais o que maratonar kkkkkk

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