Mix Lista: 7 adaptações de Stephen King na TV

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Este parece ser o ano de Stephen King. Nunca tivemos um ano tão cheio de adaptações importantes na TV e no Cinema. É curioso, portanto, que o autor não tenha nenhum livro original lançado apenas em seu nome previsto para 2017. Dois lançamentos devem chegar às livrarias com seu nome na capa, mas ambos aparecem com outros autores na divisão da criação. Um dos romances, previsto nos EUA para setembro, foi escrito por King e seu filho, Owen.

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No cinema, duas das maiores obras-primas de King ganham vida em superproduções de primeira linha. Uma é a versão cinematográfica de IT – A Coisa, que já ganhou adaptação em minissérie televisiva. Outra é a aguardada interpretação de A Torre Negra, protagonizada por Idris Elba. Na TV, teremos a estreia de Mr. Mercedes em agosto, a chegada ainda não marcada de Castle Rock e a reimaginação de The Mist (O Nevoeiro), série da SpikeTV que chegou na última semana às telinhas americanas.

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Na Mix Lista de hoje, veremos sete adaptações de obras de Stephen King na TV, um breve apanhado com o que de melhor surgiu na televisão com a marca do mestre do horror.

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Lançada em 1990, IT é uma minissérie que surgiu e fez sucesso em uma época que as minisséries não faziam tanto sucesso como hoje. O fato é que o projeto se tornou cult, muito devido à atuação monstruosa de Tim Curry como o palhaço Pennywise. No Brasil, A Coisa foi lançado em DVD como se fosse um longo filme de três horas de duração. Na sua exibição original, contudo, IT foi dividida em duas noites, sendo a primeira mais focada nas crianças e a segunda nas versões adultas dos mesmos personagens. Consideravelmente fiel ao material original, IT é um dos produtos mais assustadores que a TV pode ver em seus anos de história. Tensa e gore em níveis impressionantes, a clássica minissérie tirou o sono de muita gente, e embora falhe em alguns aspectos técnicos e narrativos, tem valor inegável. A nova adaptação para os cinemas deve manter apenas a parte que acompanha as crianças, deixando a outra metade do livro para uma eventual sequência.

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Ok, estamos trapaceando. Rose Red não é uma adaptação, mas um roteiro original escrito por King. Ainda assim, não deixa de ser uma adaptação do estilo do autor às telas, já que King se furta de todos os seus vícios narrativos (o que é bom!) para criar uma pequena minissérie que se passa dentro de uma mansão mal-assombrada. Na trama, uma pesquisadora reúne um grupo de pessoas com habilidades específicas para investigar uma enorme mansão abandonada no meio da cidade. Entre eles, há uma menina com as mesmas habilidades de Carrie, de Carrie – A Estranha e outro que tem estranhas visões do além. Assim como IT, é um programa com claros problemas, principalmente de ritmo, mas é algo envolvente, engraçado e assustador ao mesmo tempo. É, em suma, um romance de King encenado tal qual escrito nas páginas.

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Outra trapaça de nossa lista é Storm of the Century, ou A Tempestade do Século, como ficou conhecida no Brasil. Minissérie original escrita pelo próprio King, é perfeita para ser assistida no inverno, já que a estação combina com a intensa nevasca que acomete a pequena comunidade costeira da história. Aqui, uma tempestade isola os moradores de um pequena vilarejo. Nos dias e noites de muita neve, eventos estranhos acontecem e mortos aparecem. Um estranho, chegado antes da tempestade, é associado aos crimes. Ninguém sabe, mas ele é o Mal em pessoa, testando os limites humanos de quem mora por ali.

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Você já pensou em ver uma mistura de Stephen King e Lars Von Trier? Pois Kingdom Hospital é quase isso. King resolveu adaptar à TV americana uma série dinamarquesa de horror criada por Trier. Na versão original, chamada O Reino, prevalece o tom opressor e perturbador. King até consegue trazer um pouco da loucura para sua versão, mas falha em alguns aspectos, deixando tudo um degrau acima no exagero e um degrau abaixo na qualidade. Com treze episódios, Kingdom conta a história de um hospital construído no mesmo local de uma fábrica e de outro hospital, ambos destruídos em misteriosos incêndios. Hoje, fantasmas de crianças, médicos e pacientes assombram o lugar.

 

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Na minissérie da TNT, lançada como A Mansão Marsten no Brasil, um escritor retorna a Jerusalem’s Lot em busca de material para seu novo livro. Nada parece ter mudado na pequena cidade, principalmente a mansão no alto da colina, onde estranhados acontecimentos arrebataram o novelista que este ainda era menino. Há, contudo, uma mudança: a tal mansão não está vazia, e os novos donos parecem esconder alguns segredos. Com três horas de duração, a adaptação de Salem’s Lot é uma das mais interessantes feitas para a TV de uma obra de King. Ainda que subestimada por público e crítica, merece uma chance.

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Antologia em oito capítulos, Nightmares and Dreamscapes adapta oito diferentes contos de King, com diferentes diretores, roteiristas e atores em cada história. Na primeira, Campo de Batalha, um assassino da máfia recebe uma caixa com pequenos soldadinhos de brinquedo que ganham vida e tentam matá-lo. Em outra, um casal se perde em uma cidade abandonada, saída de outra dimensão. Ainda há a história do ladrão que tenta encontrar diferentes partes de um mapa que lhe levará a um tesouro. São oito histórias completamente diferentes e interessantes, num dos projetos mais interessantes feitos sobre a obra de Stephen King.

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A mais recente adaptação é 11.22.63, baseada no livro Novembro de 63. Na trama, um professor descobre um portal que o leva para o passado. Com a oportunidade, o sujeito tem uma missão: impedir o assassinato do presidente Kennedy. Há um problema: se ele voltar para o presente, não poderá retornar ao passado, pois isso resetaria toda a história, voltando ao começo. Com James Franco como protagonista, 11.22.63 empalidece se comparada ao livro, mas ainda assim encanta com uma trama bem elaborada sobre viagens no tempo, mistérios e, claro, amor. Engana-se quem acha que King não tem sentimentos ou não fala de amor.

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