Mix Music: A trilha sonora de Marvel’s Luke Cage

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O Mix Music de hoje vai falar da nova queridinha da Netflix, que inclusive contribuiu e muito para que o serviço de streaming saísse do ar no último final de semana, a tão aguardada adaptação do quadrinhos Marvel’s Luke Cage.

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Para começar, a música na série não é apenas um elemento da narrativa.  Ela é personagem, é linguagem, está por todas as partes, beirando a onipresença. Estamos falando do Harlem, bairro anfitrião de movimentos da black music como o hip-hop, o jazz, o soul e o R&B. Portanto essa miscelânia arrepiante é um das essências da série e converge justamente na abertura de Luke Cage. Essas vastas influências ressaltam ainda mais o choque sinestésico que é assistir a cenas com imagens de extrema violência composta por uma música com uma pegada mais soul, por exemplo.

Confessa-se, pois, que em alguns episódios se beira o exagero. Duvida? No piloto estão listadas 15 músicas, lembrando que são cerca  de 50 minutos de episódio. Já nos outros essa quantidade diminui bastante, porém as músicas são executadas quase que em sua totalidade. Geralmente, as músicas interpretadas por completo são performances que acontecem no Harlem’s Paradise, o estiloso e badalado clube noturno do bairro, pertencente a Cottonmouth.

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A música também está pela arte da série. Stokes  tem em seu escritório um enorme pôster do Notorious B.I.G., Luke tem um do Miles Davis em seu apartamento e Pop é puro apoio aos jovens cantores e rappers.

E ainda está em um tipo de escudo de nosso heroi de aluguel. Podem reparar que quando Cage está indo resolver alguma coisa, os fonezinhos vão logo para os ouvidos. Tudo bem que com três socos e uma rodopiada eles já caíram. Entendam como um intenção do autor e um processo de concentração de Luke.

Tem mais! Curiosidade ou notícia velha, todos os títulos do episódios são títulos de músicas do grupo californiano de hip-hop Gang Starr.

Ah, e a música em Luke Cage é tão forte que os compositores da trilha original, Adrian Young e Ali Shaheed Muhammad, com convidados e conduzidos por uma orquestra, têm previsão de se apresentarem ao vivo em em um teatro em Los Angeles/EUA.

Pelas performances de artistas convidados comporem tão bem as cenas de confronto, aqui vão as três primeiras músicas apresentadas no Harlem’s Paradise e por toda a herança que a séries traz, dois clássicos que compuseram a trilha:

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OBS: Não descrevi as cenas de cada música para evitar possíveis spoilers de uma série tão fresquinha!

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1. “Good Man” – Rafaael Sadiq (1×01, Moment of Truth)

[youtube]http://https://www.youtube.com/watch?v=ZeKaHBMKows[/youtube]

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2. “Mesmerized” – Faith Evans (1×02, The Code of the Streets)

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=NC5tIv4-8fg[/youtube]

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3. “Ain’t it a Sin” – Charles Bradley (1×03, Who’s Gonna Take the Weight?)

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=UD1eaRDY-q4[/youtube]

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4. “I’m Bad LIke Jesse James” – John Lee Hooker (1×07, Manifest)

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=s1LshkzoBWg&list=RDs1LshkzoBWg#t=16[/youtube]

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5. “Plain Gold Ring” –  Nina Simone (1×07, Manifest)

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=uUdxlcg3hy0[/youtube]

 

Produtora e realizadora audiovisual, no momento em processo acadêmico. 99% seriadora com aquele 1% noveleira. Divide as fases da vida em Buffy, a Caça-Vampiros, Gilmore Girls e Grey's Anatomy. Sua menina dos olhos, porém, é Penny Dreadful. No Mix de Séries escreve as reviews de Modern Family, Orange is the New Black, Scandal e o que vier.