MixDiscussão: Minha vida daria um belo episódio de Natal

O Natal é uma oportunidade de podermos ficar perto de quem realmente importa. Ficamos até mais sentimentalistas e estreitamos nossos laços com o próximo. Não é diferente com os personagens preferidos, nessa época somos presenteados com episódios belíssimos (alguns nem tanto) de Natal nas séries.

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Pedi para alguns amigos descreverem alguma situação que aconteceu com eles ou com conhecidos na época do Natal e renderiam um belo episódio de série. Podia ser uma recordação ela feliz, triste ou engraçada. Confira o que eles me contaram!

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Amigo(a) n° 1: “Estar solteiro no Rio de Janeiro por si só já deve ser considerado um episódio de série de TV. Confesso que esses aplicativos de pegação deixaram minha vida muita mais agitada. Conheci um cara, no Tinder, umas duas semanas antes do Natal. Corpo de Stephen Amell e não cometia um erro de português sequer nas reais. Então já sabe, fiquei enfeitiçado. Ele era do interior, tinha passado em um concurso e morava aqui a pouco tempo, era o primeiro Natal dele longe da família. Ele sempre contava isso com lágrimas nos olhos e mesmo que meu interesse maior fosse no corpo eu era fraterno com o sentimento dele. Uns quatro dias antes do Natal, no final de uma pegação marota, eu perguntei o que ele queria de presente, ele respondeu: “seu saco”. Foi então que eu tive a pior ideia do mundo. Para entrar na brincadeira me fantasiei de Papai Noel (segurando um belo saco, no sentido literal) e fui para casa dele na véspera de Natal. Ele me olhava com a fantasia e me chamava de louco o tempo todo. Eu não sei onde estava com a cabeça, só sei que ele nunca mais quis saber de mim e eu fui obrigado a passar o Natal com as minhas tias perguntando das namoradinhas.”

Amigo(a) n° 2: “Não sei de quem foi a infeliz ideia de colocar como símbolo do Natal um velho barbado vestido de vermelho segurando um saco nas costas. Passei minha infância sentindo um terrível medo do tal “bom velhinho”. Eu corria e esperneava sempre que minha mãe me levava ao shopping para tirar foto com aquela figura. Conforme fui crescendo ela já não me obrigava tanto e eu pensei ter me livrado desse trauma. Na minha adolescência eu divulgava esse meu medo para todos os meus amigos e fazia questão de enfatizar para que ninguém ousasse em fazer qualquer brincadeirinha sem graça. Mas agora é a hora que o episódio avançaria mais alguns anos para frente. Conheci um cara, e ele até foi O cara durante alguns anos da minha vida, coincidentemente ele resolveu me pedir em namoro na semana do Natal. Sabendo do meu medo de Papai Noel, ele me fez a seguinte surpresa: me chamou para o shopping para eu escolher meu presente, chegando lá ele insistiu para ficar observando as pessoas tirando fotos com o bom velhinho, eu estava aterrorizada, e fiquei mais ainda quando do nada o tal velhinho me chamou pra perto dele, eu não ia, já tava quase chorando, mas sou geminiana, minha curiosidade fala mais alto, chegando lá o Papai Noel do shopping sussurrou no meu ouvido “o cara que tá com você me disse que está louco para te pedir em namoro, mas antes ele precisa que você supere seu medo de Papai Noel porque daqui alguns anos nessa mesma data é assim que ele vai se vestir para fazer a alegria dos filhos de vocês”. É óbvio que eu aceitei o pedido e hoje não existe medo nenhum.”

Amigo(a) n° 3: “Sempre odiei brincar de amigo secreto. Mas fiz bons amigos na faculdade e no final de um período complicado eles resolveram fazer a brincadeira para descontrair. Dessa vez fiquei todo contente em participar, não só estar entre bons amigos, mas porque umas das minhas paixonites também resolveu brincar. Fiquei torcendo muito para tirá-la. E não é mesmo que quando você deseja muito uma coisa não acaba acontecendo? Tirei ela. Fui olhar na lista de presentes e ela pediu uma cesta básica. Não entendi muito bem. Resolvi perguntar aos meus amigos e eles me confidenciaram que ela participava de uma ONG que ajudava pacientes soro positivo. Confesso que quando fiquei sabendo disso, o lado paixonite passou muito mais para admirador, fazia tempo que eu não via ninguém pensar no próximo, ainda mais em uma brincadeira de amigo secreto! Pois bem, no dia da revelação, eu não dei uma cesta básica, mas uma dúzia e pedi para que se possível eu também fosse entregar. Ela ficou muito emocionado, fez um discurso lindo sobre a causa e me agradeceu muito. Foi o melhor Natal da minha vida.”

E vocês, tem alguma boa história de Natal para contar?

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