Ryan Murphy e Ian Brennan voltaram ao universo macabro da série Monster com uma das histórias mais perturbadoras já retratadas pela Netflix. Monstro: A História de Ed Gein mergulha na mente do assassino que redefiniu o terror moderno — um homem aparentemente comum, que escondia horrores inimagináveis em uma fazenda isolada no interior de Wisconsin.
Com Charlie Hunnam no papel principal, o novo capítulo da antologia mistura fatos reais e dramatização, revisitando os crimes que inspiraram clássicos como Psicose, O Massacre da Serra Elétrica e O Silêncio dos Inocentes.
A seguir, conheça 7 curiosidades insanas sobre a série e o homem real que serviu de base para ela.
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1. Ed Gein realmente existiu — e foi chamado de “O Açougueiro de Plainfield”
Imagem: Divulgação.
Antes de virar uma lenda do terror, Ed Gein era apenas um fazendeiro solitário do meio-oeste americano. Em 1957, sua vida pacata terminou quando a polícia de Plainfield descobriu o que ele escondia em casa: máscaras e roupas feitas de pele humana, caveiras transformadas em tigelas e restos mortais de diversas mulheres.
Gein confessou dois assassinatos — os de Mary Hogan, dona de um bar, e Bernice Worden, comerciante local — mas as autoridades acreditam que ele tenha violado dezenas de túmulos em busca de corpos que lembrassem sua falecida mãe.
2. Charlie Hunnam mergulhou de corpo e alma no papel para Monstro: A História de Ed Gein
O astro de Sons of Anarchy e Rebel Moon, Charlie Hunnam, interpreta Ed Gein com uma abordagem diferente: o foco está no homem por trás do monstro.
Em entrevista à Netflix, Hunnam explicou que queria evitar o sensacionalismo em Monstro: A História de Ed Gein:
“Eu quis chegar o mais perto possível de quem Ed foi — fazer algo humano, autêntico e sem filtros.” O ator estudou depoimentos, relatórios policiais e entrevistas reais para recriar o comportamento introvertido e obsessivo de Gein.
Imagem: Netflix.
3. O assassino que inspirou Psicose, O Massacre da Serra Elétrica e O Silêncio dos Inocentes
Os crimes de Gein tiveram um impacto duradouro na cultura pop. Sua relação doentia com a mãe inspirou o personagem Norman Bates de Psicose (1960), de Alfred Hitchcock.
4. Gein roubava túmulos — e sabia exatamente quem estava enterrado
Ao contrário de outros serial killers, Ed Gein não caçava vítimas com frequência. Ele monitorava obituários locais e, durante a madrugada, desenterrava corpos de mulheres recém-falecidas. Segundo relatos oficiais, ele visitou cemitérios cerca de 40 vezes entre 1947 e 1952.
Alguns corpos eram apenas mutilados; outros, levados inteiros para sua casa, onde ele confeccionava objetos macabros — incluindo uma “máscara” feita com o rosto de suas vítimas.
5. Apesar da fama, Ed Gein não era canibal nem necrófilo
Embora o imaginário popular associe Gein a atos ainda mais bárbaros, os documentos da época afirmam que ele nunca praticou canibalismo.
Em 1957, ele declarou à revista TIME que não comia nem mantinha relações com os corpos, dizendo que “eles fediam demais”.
Sua obsessão estava relacionada ao desejo de se transformar na mãe, Augusta Gein, criando um “traje feminino” com pele humana — algo que o tornaria “um com ela”.
Imagem: Divulgação/Netflix.
6. Laurie Metcalf interpreta Augusta Gein, a mãe que assombrou o filho até a loucura
Na série, Laurie Metcalf (de Lady Bird e Roseanne) dá vida a Augusta, a mulher mais importante — e aterrorizante — da vida de Ed. Religiosa fanática e controladora, ela o isolou do mundo e o fez acreditar que todas as mulheres eram pecadoras.
A relação entre mãe e filho é o centro emocional da série, retratando como a devoção e o medo se misturaram em uma obsessão mortal.
7. “Monstro” mistura fatos e ficção para refletir sobre a criação do mal
Apesar de se basear em eventos reais, Monstro: A História de Ed Gein também cria momentos ficcionais para explorar o que Ryan Murphy chama de “o nascimento do horror moderno”.
O roteiro questiona se os monstros são criados pelo ambiente, pela sociedade ou por traumas familiares. Com oito episódios, a produção equilibra investigação criminal, drama psicológico e referências cinematográficas, transformando a história real em um retrato inquietante de como a cultura americana fabrica seus próprios monstros.
Em resumo:
Monstro: A História de Ed Gein é uma viagem sombria às origens do mal — e uma aula sobre como a realidade pode ser mais assustadora do que qualquer filme.
Disponível na Netflix, a série confirma que o verdadeiro terror não vem apenas das telas, mas das pessoas que inspiram as histórias.
Matheus Pereira é Jornalista e mora em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Escritor assíduo na época dos blogs, Matheus desenvolveu seus textos e conhecimentos em Cinema e TV numa experiência que já soma quase 15 anos. Destes, quase dez são dedicados ao Mix de Séries. Além disso, trabalha há mais de dez anos no campo da comunicação e marketing educacional, sendo assessor de imprensa e publicidade em grandes escolas e instituições de ensino.