Mr. Robot – 1×02 – eps.1.1_ones-and-zer0es.mpeg

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Imagem: Banco de Séries

 

 

Fuck Society”. Esse é o lema de Elliot, protagonista de Mr. Robot e, por que não, também nosso lema? Considero essa série uma das melhores atuais no quesito de fazer críticas às grandes companhias e à sociedade consumista com um protagonista antissocial e, aparentemente, apático e sem graça. Com certeza, uma das melhores estreias do ano!

Como lidar com o fato de você ser chamado para trabalhar numa empresa bilionária para ser um engenheiro de segurança que, ao solicitado para invadir sistema de segurança desses computadores, você o faz? Esse é o drama de Elliot. Nas horas livres, é hacker cujo hobby é investigar a vida das pessoas, invadindo os seus computadores. Isso tudo é pensado com a intenção de proteger aqueles que ele ama.

Particularmente, gosto do Elliot, pois ele pode ser considerado um herói. Sendo que, ao contrário do herói dos contos de fadas, o personagem de Mr. Robot não se encaixa nessa categoria de herois a lá Disney, ou seja, aquelas figuras boas, puras, indefesas e sem maldade que não pensam em fazer mal a ninguém. O único ponto em comum entre eles é o fato de querer salvar todo mundo (Batman feelings) a qualquer custo. O engenheiro de segurança não possui espadas para lutar contra o mal porque ele tem uma ferramenta muito mais eficiente e fundamental nos dias de hoje: o computador. Além disso, sua inteligência ímpar e habilidade o tornam capacitado de hackear os vilões e enfrentá-los.

O recurso usado pelo diretor em utilizar o Elliot como narrador me lembrou muito o filme Violência Gratuita (ASSISTAM!), do diretor Michael Haneke, em que ambos os protagonistas dialogam com o público, como se ele fosse um coadjuvante no desenrolar da história. É dessa forma que me sinto ao assistir a série: cúmplice de Elliot, quando ele hackeia os computadores. Se repararmos, além do Mr. Robot e ~sua turma do barulho~, os telespectadores são os únicos que sabem desse outro lado do protagonista. Outra coisa que devemos prestar atenção nessas cenas é o fato de Elliot Alderson sempre falar olhando para a câmera, numa tentativa de se interagir com as pessoas que estão atrás da telinha, além de usar construções do tipo: “você”, “nós”, o que nos faz inclusos na história. Nem a psicóloga sabe tanto sobre ele, quanto nós, meros telespectadores!

Nesse episódio, soubemos um pouco mais do seu passado em relação ao seu relacionamento com seu pai. Ficou claro que Elliot seguiu essa vida para vingar a morte de seu ente querido. É daí também que vem seu ódio contra a sociedade e a sua necessidade de isolamento. Pelo jeito, Alderson nunca vai se curar desse trauma, já que ele acha que é o principal culpado pela morte de seu pai. Ainda temos muito o que descobrir sobre sua vida passada, pois se percebemos bem, existem várias pontas soltas que serão desvendados ao longo dos episódios, ainda mais com esse final. O próximo episódio promete!

Tags Mr. Robot
Daniele Duarte

Daniele Duarte

Carioca da gema, amante de literatura clássica. Machado de Assis é o seu autor favorito. O tríade de melhores séries são Six Feet Under, Breaking Bad e Sherlock . Séries inglesas também faz parte da sua grade de séries. Ela é a pessoa que chora rios com a series finale de SFU.

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