Mr. Robot – 2×11 – eps2.9_pyth0n-pt1.p7z

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Imagem: Recap Guide

 

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Antes de começar esse texto é preciso citar algumas frases marcantes desse episódio:

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“Mind Awake. Body asleep” (“Mente acordada. Corpo dormindo”)

“Hang in there” (“Aguente aí”)

“Eu sempre achei portas invenções fascinantes. Controlam a entrada à imaginação sem limites. Antes de abrir qualquer porta, há um mundo repleto de possibilidades para além dela. Mas só quando é aberta, tais possibilidades são realizadas. Que potencial trazem às nossas mentes. E, contudo, uma fechadura te impediu de tudo isso. Tão…preguiçosa” (Whiterose, citação retirada do Banco de Séries)

Essas frases tão enigmáticas são típicas de Mr. Robot. A primeira frase foi dita pelo Elliot Alderson numa tentativa de permanecer acordado, mesmo o corpo pedindo para descansar. Era um mantra usado pelo personagem durante a escola. Daí, fiquei pensando: quantos concurseiros/vestibulandos de plantão não utilizam esse mantra para estudarem por mais tempo? Será que isso realmente vale a pena? Acho que o grande ensinamento, pelo menos para mim, é: o seu corpo precisa de um break, mesmo você não querendo, é preciso relaxar e descansar. No caso do Elliot, esse tal mantra não foi nada saudável e só causou mais isolamento.

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A segunda frase é um pôster da sala do interrogatório da Angela. Isso era um aviso a Angela e a nós, meros telespectadores, para aguardarmos e esperarmos que aquele momento agonizante iria acabar. A espera é preciso em algumas situações como nessa. Num mundo onde tudo é regido pelo imediatismo e por respostas rápidas, o que a Whiterose queria era um pouco de paciência para que as questões fossem respondidas.

A terceira frase dita pela Whiterose mostra a genialidade da personagem. Ela é assassina e fria, mas, ao mesmo tempo, é uma personagem sábia com excelentes diálogos Nesse episódio, quando ela diz isso para a Angela, a chefe da Dark Army mostra que a vida nos dá várias possibilidades, utilizando a metáfora da porta. Só quando abrimos essa porta é que descobriremos o outro lado, ou seja, essa outra possibilidade. Se não destrancarmos a porta, ficaremos estagnados e não sairemos do lugar. A vida é como a porta: você só consegue sair do lugar e conhecer as outras possibilidades se você estiver disposto a tentar. Se você não abrir a porta, você nunca saberá o que está depois da porta.

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O penúltimo episódio foi marcado pela dificuldade das relações humanas. Aliás, se Mr. Robot faz muito bem é explorar o psico humano e suas relações intersociais. DiPierro é um exemplo disso. Ela tem muita dificuldade em se relacionar com as pessoas. Para quem viu Her (Ela), Alexa da série é a Samantha do filme, pois é a única “pessoa” com quem DiPierro consegue se relacionar. A gente consegue sentir toda a solidão, tristeza e infelicidade de DiPierro no seu diálogo com a Alexa. As “Alexas e “Samanthas” estão cada vez mais comuns na nossa sociedade. Assim como Dominique, Elliot tem problemas sérios de fobia social. A sensação dele é de que ninguém o entende, exceto o seu pai. No entanto, Mr. Robot morreu, e como continuar vivendo sozinho e nessa solidão? Então Elliot começa a imaginar e ver seu pai e se comunicar com a única pessoa que o entendia de verdade.

Tyrell finalmente ressurgiu das cinzas. Entretanto, fiquei me perguntando: Será que essa cena do Elliot com o Tyrell foi real e aconteceu de fato? Não sei, pareceu suspeito para mim. Essa tal fase 2 foi um plano arquitetado pelo Mr. Robot e não pelo Elliot, aparentemente. Em Mr. Robot, eu aprendi a contestar todas as cenas envolvendo o Elliot.

Carioca da gema, amante de literatura clássica. Machado de Assis é o seu autor favorito. O tríade de melhores séries são Six Feet Under, Breaking Bad e Sherlock . Séries inglesas também faz parte da sua grade de séries. Ela é a pessoa que chora rios com a series finale de SFU.