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Imagem: recapguide

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O episódio anterior de Mr. Robot já tinha sido genial devido a cena final onde Elliot foi sequestrado pelo Ray – que decepção, Ray -. Esse episódio já prometia ser épico porque seria quando a Darlene e Angela arquitetariam o plano de invadir o FBI. E foi épico! E digo mais: foi uma das melhores cenas dessa segunda temporada.

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O início foi em bizarro, bem típico de Mr. Robot. Estranhei bastante ao ver a primeira cena que se assemelhava a um sitcom. Na verdade, a série fez uma excelente intertextualidade com Full House, isto é, quando há uma referência e inferência de um texto em outro texto. Para reconhecermos a intertextualidade, é necessário que o leitor/ouvinte conheça ambos os textos para assim reconhecer o texto que foi referenciado em outro. Neste episódio, para haver esse reconhecimento, a gente deve saber o que é um sitcom e a série que deu base a essa intertextualidade. Senão, haverá uma falha na recepção e a comunicação é afetada diretamente. Vi muita gente reclamando disso, mas só vi genialidade nessa cena, porque foi através dessa realidade surrealista criada por ele que o Mr. Robot ajudou seu filho a se desvincular da dor que ele estava sentindo. Posso até dizer que foi um gesto de amor paternal, visto que Elliot estava de coma e durante alguns minutos, ele fugiu do seu sofrimento para ir de encontro uma realidade totalmente oposta.

Vou destacar o humor negro dessa cena inicial. Criarei uma mini sinopse: aventuras de uma família enquanto viaja de férias. Percebem a grande ironia nessa mini sinopse feita por mim? 1) Elliot não faz grande aventuras como essa, ele é antissocial, o que não combina muito com aventuras; 2) Ao que parece, ele não tinha um bom relacionamento com sua mãe e nessas cenas vimos o contrário.

O surrealismo dessa primeira parte pode nos causar um mal estar e estranheza, porém é essa a intenção. O humor de forma geral advém de uma situação bizarra, estranha e excêntrica e pode até ser considerado como uma via de escape. Rimos porque o humor é um elemento transgressor. Essa cena em específica foi uma forma que Mr. Robot encontrou para escapar da realidade nua e cruel que Elliot estava vivenciando, ou seja, foi uma via de escape. Gente, como isso não pode ser formidável???

Pensei que o episódio seria o sitcom por inteiro, mas não foi. Vimos a Angela em ação junto com a Darlene e o pessoal da fsociety e foi incrível! Sentimos no ar toda a tensão das duas ao invadir um sistema da FBI. Não entendo nada de programação, então nem sei aqueles códigos hahaha. O fato é que deu medo, foi de arrepiar e pensei de verdade que a Angela seria descoberta. Já estava muito e muito tensa. Por enquanto deu tudo certo, mas com o aparecimento da DiPierro e daquele agente da FBI que interrogou a Angela o tempo todo, super desconfiado, acho que ela será descoberta. Imagina se isso ocorrer? Quero nem pensar

Além do sitcom, a melhor cena do episódio se deu por conta do flashback entre little Elliot e Mr. Robot. Dali surgiu todo o entrosamento e cumplicidade entre eles. É importante termos essas cenas para entendermos o porquê desse poder que Mr. Robot exerce na vida de Elliot. Ele era uma criança antissocial e já desenvolvia problemas de socialização. Elliot sempre foi muito ligado a seu pai porque ele era o único que entendia o Elliot. Quando Mr. Robot conta para seu filho que foi demitido da sua empresa porque ele tinha suspeitas de câncer e tinha consultas marcadas no médico para descobrir qual doença tinha, a partir disso, ele decidiu  abrir a loja. Logicamente, essa revolta contra a sociedade e o modelo econômico é derivado dessa história.

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