Música e TV: tudo a ver?

series musicais editorial

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O gênero musical na TV não é nenhuma novidade. Na década de 50, Once Upon a Tune se tornou popular, e preparou o caminho para hits da televisão como The Monkees, The Partridge FamilyFame. De uns tempos pra cá, no entanto, a música dentro dessas atrações – mesmo fazendo um papel bem relevante na trama – são adereços, complementos que tornam tudo mais interessante.

Em um ano no ar, Empire – essencialmente uma mistura de O Leão no Inverno e O Poderoso Chefão – dominou em diversos momentos a audiência e as críticas. A internet foi tomada com memes e bordões, enquanto os episódios inflamavam discussões acaloradas nos meios de comunicação. Isso, em parte, por conta da função social que a TV hoje desenvolve. Racismo, sexualidade, empoderamento feminino e tantos outros temas atraíram o público com o interesse de respirar a música propagada pela série.

Mesmo trabalho que Glee fazia na mesma emissora. Os adolescentes se identificaram com cada personagem, e viram na série de Ryan Murphy uma maneira de cultuar a indústria pop. A comédia juvenil, no entanto, ganhou um contraponto com Smash, hit da NBC exibida de 2012 a 2013. Ainda mais que isso: a série de Theresa Rebeck foi uma resignificação do que era a música dentro da TV. Ela passou a ser um elemento criativo, impulsionador. Em volta dos palcos da Broadway e dos seus coros, Ivy e Karen duelavam pelo sucesso. A trama sobrepôs as melodias e tornou tudo mais tangível.

Da mesma forma, Nashville na ABC elevou as disputas internas de suas personagens principais, Juliette e Rayna, para um contexto maior e mais amplo. Agora, na sua quarta temporada, o drama serve como questionamento, e mesmo com seu ritmo novelesco (que também acompanha Empire, então não podemos culpar esse fator pelo fracasso de Nashville), faz da música uma representação do drama e das relações amorosas e/ou familiares, enquanto as estrelas do country buscam o sucesso. Afinal, o que seria da indústria musical sem as pessoas de verdade, com suas ambições e falhas.

Agora, Vinyl, atração que estreou neste mês na HBO, entrega mais um envolvimento da arte com a realidade. Muito mais que celebrar os ritmos que fizeram sucesso nos anos 70, traz à tona a memória e a construção de um estilo muito peculiar. Tudo isso amarrado com uma trama ambiciosa e bem visual.

Assim como as sitcoms, os dramas musicais se diversificam a cada dia e acompanham o momento atual da TV, com seu envolvimento com as redes sociais e com a mídia de uma forma geral. Não só dramas pessoais, nem tampouco cenas atemporais com performances magníficas. Um pouco de tudo isso. Variado, inteligente, inserido. Visões que ousam desafiar os limites da TV aberta.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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