Não priemos cânico!

Com a triste notícia de que Bolaños foi pra outra praia que não Acapulco, o único ponto positivo é usar isso para redescobrir o mundo pelo qual esse incrível criador, diretor, ator e produtor fez parte.

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Como a gente já vem falando aqui no Mix durante toda essa semana, o universo Chaves/Chespirito/Chapolin é de conhecimento de, pelo menos, mais três gerações. Isso não precisa de nenhum estudo antropológico para saber, basta olhar na mesa de almoço de domingo e se dar conta de que seus sobrinhos estão rindo de algum episódio que sua avó viu com você nas férias da infância. E como já falamos no Memórias sobre o Chaves, agora chegou a vez de comentarmos sobre os cenários de isopor de Chapolin.

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Estreando na tevê mexicana nos anos 70, o Chapolin é um contexto em que diferentes crimes, farsas, tretas e confusões acontecem e que ele é o único que poderá salvar os envolvidos. Sempre muito trapalhão, o personagem mostra um ser humano muito complexo e que sai da bolhinha do endeusamento que todos os outros programas fazem com os superheróis. Com essa premissa, o carinha de uniforme vermelho e antenas que sintonizam os problemas, ele se envolve com os mais bizarros paradoxos. Desde o episódio que ele teve que resolver um crime no meio de uma festa a fantasia, como também quando ele precisou salvar uma camponesa de uma bruxa ou então quando ele foi parar lá no Japão Feudal (meu preferido disparado).

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                                                         Imagem: Divulgação/Televisa

A inocência desse personagem eram bem parecida com a que o Chaves mostrava em seu ambiente, ambos foram construídos com o pensamento de que tudo vai dar certo, mesmo passando por toda uma turbulência de obstáculos, afinal, o bem sempre vence o mal!
Com eles que eu cresci fazendo maratonas de SBT e que não me cansava dos episódios repetidos. Foi com Chapolin que aprendi valores como bravura, coragem, malandragem e muita cara de pau! Hahah

Mas agora falando sobre os aspectos técnicos da série, eles não tinham grandes estruturas, isso a gente já notou. Os cenários feitos basicamente de isopor pintado, aquela luz fake na cara deles e até uns cabos de microfone que apareciam despercebidos as vezes, o que mais me fascinada era quando mostravam lugares inéditos pra mim. Afinal, muita coisa era crossover de Chesperito e de Chaves, com os mesmos ambientes ou bem parecidos com os que a gente já conhecia. Tanto que Chapolin foi pra Acapulco, né?

Parando pra analisar tudo isso, são infinitas memórias que eu tinha bem guardadinhas e que agora vieram a tona, tanto do personagem como dessa fase da minha infância.

Então, eu vos digo: não priemos cânico. O que importa é rir um pouco mais no dia a dia 🙂

 

chespirito

                                                      Imagem: Divulgação/Televisa