Netflix: empresa frustra mercado, lucra menos e ações caem

Netflix, Bird Box, Elite, Roma
Netflix, Bird Box, Elite, Roma

Imagem: Netflix/Divulgação (04)

Depois da Netflix ter anunciado um aumento no valor da assinatura para os Estados Unidos, a expectativa era alta para a divulgação dos resultados da empresa em relação ao último trimestre de 2018. As informações são do Deadline, Reuters, CNBC, The Wall Street Journal e Business Insider.

Após o fechamento do mercado nesta quinta-feira (17), contudo, a recepção foi mista. Surpreendeu de um lado, mas desapontou de outro. Wall Street esperava 7.6 milhões de novos assinantes, enquanto a Netflix previa o mesmo. Contudo, a empresa adicionou 8.8 milhões de novas pessoas, sendo 1.5 milhão nos EUA e 7.3 ao redor do mundo.

Com as novas assinaturas, a companhia tem 139 milhões de assinantes. Para efeitos de curiosidade, vale lembrar que caso a Netflix fosse um país, ela teria a décima maior população do mundo.

Continua após a publicidade

Pelo lado ruim, a empresa lucrou menos que se esperava. O mercado previa uma receita de 4.21 bilhões de dólares, enquanto a expectativa do serviço de streaming era de 4.20 bilhões. A arrecadação final, contudo, foi de “apenas” 4.19 bilhões, fazendo com que as ações caíssem 5% após a divulgação do resultado.

A força da empresa internacionalmente vem, principalmente, de Roma, do diretor Alfonso Cuarón. Enquanto Bird Box, um verdadeiro blockbuster da temporada de Natal, teve um grande apelo tanto doméstico quanto estrangeiro. A série original que se destacou nesse período foi The Haunting of Hill House.

Curiosamente, e de forma inédita, a Netflix também divulgou alguns dados de audiência ao lado da parte financeira. Bird Box já foi assistido por 80 milhões de lares. Enquanto 40 milhões já conferiram You Sex Education. Por fim, Elite, um original espanhol, foi visto por 20 milhões de residências.

Leia também: Netflix aumenta preço de mensalidade e fãs reclamam na internet

Avatar

Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

No comments

Add yours