New Girl – 4×03 – Julie Beckman’s Older Sister

New Girl

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“Third time’s the charm”, foi dito no episódio. Será?

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Talvez para New Girl seja a quarta, a exemplo da “irmã mais velha de Julie Beckman” em sua reabilitação para viciados em sexo. Esperemos. A questão é que tirar conclusões ao final de cada episódio dessa temporada têm ficado cada vez mais complicado. Enquanto assistimos, é legal, rende algumas risadas. Mas assistir em prestações um episódio de pouco mais de 20 minutos indica que tem alguma coisa que não está funcionando como deveria. Porém uma coisa ficou clara: quando o episódio assume integralmente sua condição de filler e concentram nele algum esforço em fazê-lo funcionar dessa forma, com plots atrativos ainda que apenas para preencher a temporada, ele cumpre sua função. Retirada qualquer pretensão de sequência consistente para a história, a série não tem onde desagradar que não na escolha desses plots avulsos. Foi aí que erraram no episódio anterior. E é nesse aspecto que encontra-se nesse certa vantagem. Ainda assim não se vê diferença entre um e outro, no sentido de ser “legal de assistir”. Não há problema nenhum em ser uma comédia sem uma história continuada. Seinfeld se fez toda de episódios independentes, nove temporadas, e ainda assim é uma das melhores comédias que se tem notícia. O problema de New Girl é não ter se firmado em nenhum desses estilos de comédia e desde a terceira temporada vir sofrendo com um grande problema: quando segue a história, muitas vezes é incoerente ou desagrada; quando traz episódios avulsos, por vezes não consegue compensar com a graça pertinente a esse tipo de episódio. O problema é o conformismo em ser mediana.

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Falemos da vantagem na escolha das situações, quesito no qual esse superou o anterior. Em parte. O segundo episódio teve um plot central que agradou mais que qualquer coisa nesse. Porém deixou claro o desleixo para com o plot secundário, o qual foi extremamente sem graça e desnecessário. Talvez juntar os dois personagens principais em uma mesma situação e deixar os outros responsáveis pelo resto, não tenha sido a decisão mais acertada. A não ser que estejamos disposto a considerar só o que foi bom e ignorar o que poderíamos ter passado sem. E nisso temos o equilíbrio desse episódio. De um lado, Jess e Cece no melhor estilo “melhores amigas de infância” que fazia tempo não víamos, com a visita do pai de Jess e sua nova namorada, situação sempre bem-vinda como forma de preencher a temporada. De outro, Schimidt e os rapazes, mais uma vez provando a falta de necessidade de Coach e Winston existirem. Mesmo que o segundo tenho sido responsável por quase toda a parte cômica da temporada anterior, nessa está difícil disfarçar sua irrelevância e do outro. Mas pra isso que serve Schimidt, principalmente quando acertam na situação que ele vai protagonizar. Como poucas vezes antes, o vimos em seu local de trabalho, exercendo o que eu nem lembrava que fosse sua profissão. Não vou dissertar acerca dos motivos, mas achei bastante satisfatória essa parte do episódio. Por alguma razão esponjas são engraçadas, talvez daí o sucesso do desenho animado. Apenas Schimidt, esponjas e Nick nesse lado. Voltando ao outro, como eu dizia, visitas de pais ou coisas do tipo são sempre interessantes. Sobretudo quando se está lidando com uma escassez de coisas para contar, isso sempre consegue suprir a falta e ainda nos deixar mais a par da vida prévia dos personagens. Apesar da impressão que ficou de “já vi isso antes”, a ex-colega de escola namorando a pai da Jess foi algo bem desenvolvido e finalizado, dentro das possibilidades. Cece de volta à sua função de origem também deu certo. E seria engraçado ver a continuação dessa história, com Ashley na posição de madrasta da Jess. A personagem agradou e deixou precedentes para situações ótimas, vamos ver o que farão.

Algo que eu tenho reparado desde o episódio anterior é que a série está tentando resgatar a essência de seu início. A personalidade de Schimidt, a inocência de Jess, a relação de Jess e Cece, a ausência de relacionamentos amorosos no grupo… Se voltarem com a turtle face do Nick, a douchebag jar do Schimidt ou a cantoria da Jess, juro que paro de reclamar do desenvolvimento da história e da escolha de plots. Por fim, devo dizer que não, esse episódio não foi MELHOR que os outros, no usual sentido da palavra, mas deixou clara a intenção e o esforço de voltar aos trilhos e a leve sensação de que a tão aguardada melhora está para acontecer. Talvez o modo como estejam fazendo isso não seja o mais apropriado, talvez retroceder não seja a solução, mas pode ser que com isso a série esteja justamente tentando se encontrar, abandonando o que não estava vingando e tentando seguir pelo caminho inverso. Se não tivermos mais que ficar batendo nas teclas da inutilidade de personagens, na falta de progresso e na ineficiência dos fillers, já está de bom tamanho. “But third time’s the charm. For a lot of people. Not for me. For me, it took four. Four times”, disse Ashley. Esperamos que seja esse o caso da série, também.

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PS¹: Nunca deixarei de ficar abismada com a semelhança entre a atriz que interpreta a Cece adolescente e a própria Cece.

PS²: Jess e as bicicletas.

PS³: A propaganda do Schimidt! HAHAHA (E esse tipo de final é outra coisa resgatada dos primórdios)

Have you ever seen sex from above? It’s horrible. That’s why God thinks it’s a sin.